MERCADO FINANCEIRO
Em exercício
Com um olho no mercado externo, a Bovespa trabalhou ontem pautada pelo ajuste à véspera e conduzida pelo vencimento de índice futuro. O Ibovespa, no entanto, não teve uma trajetória uniforme: abriu em alta, virou e operou no vermelho até o início da tarde, quando voltou novamente a subir e firmou-se até o fechamento, de volta aos 54 mil pontos.
Avanços
A Bolsa doméstica avançou 1,42%, aos 54.601,07 pontos, maior nível desde os 55.981,90 pontos de 21 de setembro passado. Na mínima, registrou 53.308 pontos (-0,98%) e, na máxima, os 54.751 pontos (+1,70%). No mês, acumula ganho de 4,35% e, no ano, perda de 21,22%. O giro financeiro totalizou R$ 20,7 bilhões.
Bem comportada
O ajuste ao feriado de Nossa Senhora Aparecida, quando o mercado não funcionou, e o vencimento de índice futuro, ontem, e de opções sobre ações (em menor escala) na próxima segunda-feira, fizeram com que a Bovespa tivesse um comportamento melhor do que suas pares no exterior.
Desapontamento
Lá fora, sobraram justificativas para as bolsas operarem no vermelho. A primeira delas foi o dado da balança comercial chinesa, que mostrou superavit menor em setembro. Nos EUA, o balanço do JPMorgan teve queda de 3,5% no lucro e desapontou, embora o dado de pedidos de auxílio-desemprego tenha caído 1 mil, ante previsão de alta de 4 mil solicitações. O Dow Jones terminou o dia em queda de 0,35%, aos 11.478,13 pontos. O S&P caiu 0,30%, aos 1.203,66 pontos, e o Nasdaq subiu 0,60%, aos 2.620,24 pontos.
Sem detalhes
Na Europa, a cautela predominou, diante das propostas preliminares apresentadas na quarta-feira pela Comissão Europeia para fortalecer o setor bancário da região. O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, disse que as autoridades locais devem coordenar esforços para recapitalizar os bancos por meio de injeções de capital privado e público. Detalhamentos não foram dados e as bolsas fecharam em queda.
No Brasil
Na Nymex, o contrato do petróleo para novembro recuou 1,56%, a US$ 84,23 o barril. No Brasil, as blue chips Vale e Petrobras fecharam em alta. Vale ON, +1,92%, Vale PNA, +1,79%, Petrobras ON, +1,15%, e Petrobras PN, +1,20%.
Câmbio
Após subir pela manhã até R$ 1,7660 (+0,46%), o dólar no balcão cedeu até a mínima de R$ 1,7410 (-0,97%) no começo da tarde e fechou o dia cotado a R$ 1,7510, em baixa de 0,40%. Na BM&F, o dólar pronto fechou a R$ 1,7504, em queda de 0,71%. O giro financeiro registrado até 16h30 na clearing de câmbio somava US$ 2,780 bilhões, dos quais US$ 2,418 bilhões em D+2.
Giro
Às 16h36, o dólar novembro de 2011 caía 1,43%, para R$ 1,7595, com um giro financeiro de US$ 17,709 bilhões, de um total de US$ 17,843 bilhões com três vencimentos negociados. Em Nova York, às 16h44, o euro subia a US$ 1,3790, de US$ 1,3782 ontem e de uma mínima hoje de US$ 1,3685.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (299.925 contratos) estava em 10,45%, de 10,46% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014, com giro de 131.860 contratos, subia a 10,74%, de 10,70%. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (26.150 contratos) avançava para 11,19%, de 11,12% no ajuste de terça-feira, e o DI janeiro de 2021 (2.925 contratos) indicava 11,21%, de 11,14% no ajuste.
Em queda
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em queda nesta quinta-feira, refletindo a postura cautelosa dos investidores diante das propostas preliminares apresentadas quarta-feira pela Comissão Europeia para fortalecer o setor bancário da região.
Movimento
O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 2,63 pontos, ou 1,10%, para 236,53 pontos. Na Bolsa de Londres, o FTSE-100 recuou 38,42 pontos, ou 0,71%, para 5.403,38 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 42,82 pontos, ou 1,33%, para 3.186,94 pontos. Na Bolsa de Frankfurt, o Xetra DAX fechou em baixa de 79,63 pontos, ou 1,33%, a 5.914,84 pontos.
(Agência Estado)





