Onda



O relatório do mercado de trabalho norte-americano surpreendeu positivamente, mas foi insuficiente para garantir mais um pregão de alta à Bovespa. As notícias de rebaixamento de ratings, de bancos e de países, trouxeram de volta a onda vendedora dos ativos de risco e o mercado acionário doméstico, mais uma vez, foi bem mais castigado que seus equivalentes norte-americanos. Com poucas ações em alta, o Ibovespa voltou a fechar nos 51 mil pontos.

Em queda


A Bolsa doméstica terminou a sexta-feira com queda de 2%, aos 51.243,62 pontos. Na semana e no mês, acumulou perdas de 2,06%, elevando a baixa do ano a 26,06%. Na mínima do dia, registrou 50.902 pontos (-2,66%) e, na máxima, os 52.891 pontos (+1,15%). O giro financeiro totalizou R$ 5,515 bilhões. O feriado judaico do Dia do Perdão ajudou a enxugar a liquidez no período vespertino.

Sem fôlego


O mercado acionário brasileiro abriu em alta e operou nesse sentido até a hora do almoço, mas perdeu o fôlego antes das bolsas norte-americanas e também do rebaixamento das notas de Itália e Espanha pela Fitch, no início da tarde. O Departamento do Trabalho dos EUA anunciou hoje criação de 103 mil vagas em setembro, ante previsão de +60 mil. A taxa de desemprego veio em linha com as projeções de 9,1%.

Rebaixamento


No começo da tarde, a Fitch reduziu os ratings de longo prazo em moeda estrangeira e local da Itália de AA- para A+ e os ratings de curto prazo de F1+ para F1. A perspectiva dos ratings de longo prazo é negativa. A agência também cortou os ratings de longo prazo em moeda estrangeira e local da Espanha em dois níveis, de AA+ para AA-, com perspectiva negativa. Logo cedo, a Moody's já havia anunciado outro rebaixamento, mas de 12 instituições financeiras britânicas e de seis bancos portugueses.

Movimento


O Dow Jones fechou em baixa de 0,18%, aos 11.103,12 pontos. S&P caiu 0,82%, aos 1.155,46 pontos, Nasdaq recuou 1,10%, aos 2.479,35 pontos. Na semana, acumularam, respectivamente, ganhos de 1,74%, 2,12% e 2,65%. O noticiário externo, aliado à proximidade do final de semana, à reunião entre França e Alemanha amanhã para discutir a crise e uma solução para o setor financeiro e ao feriado nos EUA na segunda-feira fez com que os investidores vendessem Bovespa.

Câmbio


Apesar da piora de humor no exterior, o dólar sustentou ontem o seu quarto pregão seguido de baixa, encerrando o dia a R$ 1,7660 (-1,18%), menor valor desde 16 de setembro, quando atingiu a cotação de R$ 1,73. Com isso, a moeda norte-americana termina a primeira semana de outubro com desvalorização de 6,06%.

Giro


Na mínima, o dólar balcão atingiu R$ 1,7520 e, na máxima, R$ 1,7850. No ano, o ganho desacelerou para 6,13%. Na BM&F, o dólar pronto fechou em queda 0,65% a R$ 1,7754. Na máxima, a moeda na BM&F atingiu R$ 1,7780 e, na mínima R$ 1,7572. Na semana e no mês, a divisa registrou queda acumulada de 6,01%. No acumulado de 2011, o dólar pronto BM&F ainda registra valorização de 6,76%. O giro total à vista até 16h35 na clearing de câmbio era de US$ 1,555 bilhão, dos quais US$ 1,212 bilhão em D+2.

No futuro


No mercado futuro, no mesmo horário, o dólar novembro de 2011 recuava 1,00%, a R$ 1,774, com giro financeiro de US$ 28,360 bilhões, de um total de US$ 28,653 bilhões, com sete vencimentos negociados em queda. Às 16h46, o euro estava em US$ 1,3398 ante US$ 1,3438, no fim da tarde de ontem em Nova York. O euro era negociado a 102,95 ienes de 103,09 ienes e o euro ante o franco estava em 1,240 ante 1,2376 da véspera. No mesmo horário, dólar passava para 76,84 ienes, de 76,72 ienes da cotação de anterior, e a 0,9260 franco suíço, de 0,9208 franco suíço.

Juros


Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2012 (208.055 contratos) estava em 11,19%, de 11,17% no ajuste. O DI janeiro de 2013 (348.030 contratos) acelerava para 10,43%, de 10,36% na quinta-feira, enquanto o janeiro de 2014, com giro de 67.970 contratos, subia a 10,71%, de 10,65% na véspera. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (16.250 contratos) recuava a 11,20%, de 11,21% no ajuste, e o DI janeiro de 2021 (6.940 contratos) cedia a 11,22%, de 11,23% na quinta-feira.

(Agência Estado)

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