Na Ásia
A maioria das Bolsas da Ásia permaneceu no vermelho ontem. Os investidores, novamente, foram influenciados pelos temores de calote na dívida da Grécia. Não houve negociações em Hong Kong e na China por ser feriado.
Queda
A Bolsa de Tóquio fechou em queda pela quarta sessão consecutiva ontem, pois o sentimento frágil em relação às empresas exportadoras se deteriorou diante da instável cotação do euro, enquanto o corte no rating da dívida soberana da Itália pela agência Moody's prejudicou as ações do setor financeiro. O índice Nikkei caiu 73,14 pontos, ou 0,9%, para 8.382,98 pontos.
FMI
O diretor do departamento europeu no Fundo Monetário Internacional (FMI), Antonio Borges, disse, após uma entrevista à imprensa, que os bancos da Europa precisam de uma injeção de capital de 100 bilhões de euros a 200 bilhões de euros.
Soluções
De acordo com um relatório divulgado ontem pelo FMI, ''o capital deveria ser levantado por meio de soluções privadas'' e Borges defendeu a conveniência de fusões e aquisições para consolidar o setor bancário europeu. O relatório do FMI notou que os efeitos de uma desaceleração nas economias europeias avançadas poderia se espalhar de modo negativo para as economias emergentes do continente.
Recessão
Os efeitos da crise da dívida soberana na zona do euro estão se espalhando para países importantes, bancos e investidores, e outra recessão econômica não pode ser descartada, afirmou, ontem, o Fundo Monetário Internacional (FMI), por meio de um relatório.
Crescimento
Para o Fundo, a Europa crescerá 2,3% em 2011 e 1,8% em 2012. A inflação estimada para este ano é de 4,2% e de 3,1% para 2012, o que justificaria uma política monetária mais acomodatícia. Além disso, a União Europeia (UE) deve facilitar uma presença maior do Banco Central Europeu (BCE) nos mercados, disse o FMI.
Na Europa
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em alta ontem, auxiliados pelas esperanças dos investidores de uma ação coordenada para recapitalizar o setor bancário, que superaram o impacto do rebaixamento do bônus do governo da Itália pela Moody's.
Para cima
O índice pan-europeu subiu 3,08%, ou 6,69 pontos, para 224,15 pontos, encerrando uma sequência de três sessões em queda. Em Wall Street, houve um rally no final da sessão da terça-feira, gerado por uma reportagem do Financial Times de que os ministros das Finanças da União Europeia buscam maneiras de coordenar a recapitalização de instituições financeiras.
Fluxo cambial
O mês de setembro terminou com fluxo cambial positivo de US$ 8,484 bilhões. De acordo com dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC), com o resultado do mês passado, o ano de 2011 até setembro acumula ingresso líquido de US$ 68,298 bilhões.
Contribuição
Segundo o BC, a maior contribuição para o resultado positivo de setembro veio da conta do comércio exterior, que terminou o mês com saldo positivo de US$ 8,758 bilhões. O valor foi gerado pelas exportações de US$ 26,228 bilhões, cifra mais que suficiente para cobrir todas as importações de US$ 17,469 bilhões no mês.
No vermelho
Na conta financeira, o mês terminou com saldo negativo de US$ 274 milhões. Nessa conta, são registradas operações para compra e venda de ações, títulos de renda fixa, remessa de lucros e dividendos, investimentos diretos e empréstimos, entre outras. Segundo o BC, setembro registrou saídas de US$ 26,304 bilhões por essa via, valor maior que o ingresso que alcançou US$ 26,030 bilhões.
Acumulado
No acumulado de janeiro a setembro, a conta comercial registra saldo positivo de US$ 37,872 bilhões e o segmento financeiro tem entrada líquida de US$ 30,425 bilhões.
Instabilidade
A Bovespa operou instável ontem. Após abrir no azul, passou boa parte do dia em queda, e voltou a subir no meio da tarde. Por volta das 16h30, o Ibovespa subia 0,64%, aos 51.010,26 pontos.
Desvalorização
A cotação do dólar comercial tinha baixa de 1,77% na venda, a R$ 1,836. O euro seguia com desvalorização de 1,25%, a R$ 2,45.
(Com Agências)

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