MERCADO FINANCEIRO
Nuvens
O dia foi nebuloso para a Bovespa. Mas as nuvens se dissiparam no finalzinho da sessão, com a melhora extraordinária das bolsas norte-americanas. Notícias de que os governos da França e da Bélgica estavam costurando um acordo para salvar o banco Dexia e que os ministros de finanças da Europa estariam examinando maneiras coordenadas de recapitalizar as instituições financeiras tiraram os índices acionários dos EUA do vermelho e os levaram para as máximas. A Bovespa, que operava nos 49 mil pontos, se recuperou e chegou bem perto de anular as perdas do dia.
Somente
No final, o Ibovespa recuou 'apenas' 0,21%, aos 50.686,34 pontos. Na mínima, registrou 49.433 pontos (-2,67%) e, na máxima, os 50.790 pontos (estabilidade). No mês, acumula perda de 3,13% e, no ano, de 26,86%. O giro financeiro totalizou R$ 7,748 bilhões.
Acentuadas
O mercado acionário trabalhou o dia todo com perdas acentuadas, diante do adiamento da liberação da nova tranche de 8 bilhões de euros à Grécia, do possível rebaixamento do rating do Dexia pela Moody's e também pela revisão, em baixa, da previsão de crescimento do PIB da zona do euro de 1,2% para 0,1% em 2012 pelo Goldman Sachs.
Notícias
Tudo isso, no entanto, se dissipou no ar nos minutos finais da sessão, quando o Financial Times, citando autoridades europeias, divulgou que os ministros de Finanças da União Europeia estão tentando coordenar a recapitalização das instituições financeiras da região. Outra notícia que agradou foi a de que o Dexia pretende transferir cerca de Ç 180 bilhões em ativos para um banco podre que contaria com garantias dos governos da França e da Bélgica numa iniciativa para desembaraçar-se de uma escassez de liquidez cada vez maior, disseram fontes.
No azul
Com isso, as bolsas norte-americanas saíram do vermelho para fecharem no azul. O Dow Jones subiu 1,44%, aos 10.808,71 pontos, o S&P avançou 2,25%, aos 1.123,95 pontos, e o Nasdaq ganhou 2,95%, aos 2.404,82 pontos.
Forte
As bolsas europeias fecharam mais cedo e caíram forte diante do sentimento ruim que predominava até então. A Bovespa se recuperou, mas não conseguiu virar para o azul. As perdas foram bem menos proeminentes e as ações da Petrobras, por exemplo, subiram 0,40% a ON e 0,76% a PN, ambas na máxima. Vale ON caiu 0,89% e Vale PNA, 1,05%.
Câmbio
A pressão no dólar balcão só não foi maior porque o Banco Central anunciou na segunda-feira, após o fechamento do pregão, a realização ontem de um terceiro leilão de swap cambial. Também contribuiu para que o dólar não perdesse tanto valor ante seus pares a fala do presidente do Fed, Ben Bernanke, garantindo aos congressistas norte-americanos que continua pronto para adotar medidas de incentivo à economia, se achar necessário.
Movimento
Na mínima, o dólar balcão atingiu R$ 1,875 e, na máxima R$ 1,902. Na BM&F, o dólar pronto fechou em alta de 0,37% a R$ 1,893. Na máxima, a moeda na BM&F atingiu R$ 1,898 e, na mínima R$ 1,879. O giro total à vista até 16h35 na clearing de câmbio era de US$ 1,620 bilhão, sendo US$ 1,284 bilhão em D+2.
No futuro
No mercado futuro, no mesmo horário, o dólar novembro de 2011 recuava 0,52%, a R$ 1,895, com giro financeiro de US$ 21,530 bilhões, de um total de US$ 22,393 bilhões, com cinco vencimentos negociados em alta. Às 16h44, o euro subia a US$ 1,3289 ante US$ 1,3175 no fim da tarde de ontem em Nova York. O euro era negociado a 102,22 ienes de 100,96 ienes e o euro ante o franco estava em 1,2251 ante 1,2143 da véspera. No mesmo horário, dólar passava para 76,95 ienes, de 76,63 ienes da cotação de sexta-feira, e a 0,9221 franco suíço, de 0,9215 franco suíço.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2012 (305.820 contratos) estava em 11,145%, de 11,04% no ajuste de segunda-feira. O janeiro de 2013, com giro de 677.630 contratos, subia a 10,27%, de 10,14% na véspera, enquanto o DI janeiro de 2014 (118.740 contratos) marcava 10,57%, de 10,52% segunda-feira. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (34.975 contratos) avançava para 11,20%, de 11,10% no ajuste, e o DI janeiro de 2021 (apenas 395 contratos) apontava 11,24%, de 11,13%.
(Das agências)





