Pioras

A torcida para que os fechamentos de mês e de trimestre melhorassem o comportamento do Ibovespa não se confirmou. O índice acompanhou a piora externa e recuou quase 2%, fechando pela primeira vez em setembro no nível de 52 mil pontos e encerrando o mês com o pior desempenho desde outubro de 2008.

Em queda

O Ibovespa terminou o dia em queda de 1,99%, aos 52.324,42 pontos. Foi o pior nível desde 25 de agosto passado (52.953,30 pontos). Na mínima, a Bolsa registrou 51.897 pontos (-2,79%) e, na máxima, os 53.385 pontos (estabilidade). O giro financeiro totalizou R$ 6,429 bilhões.

Baixas

Com o resultado de ontem, o Ibovespa encerrou a semana com baixa de 1,70%. As perdas em setembro alcançaram 7,38%, o pior resultado desde o tombo de 24,80% de outubro de 2008, no auge da crise após a quebra do Lehman Brothers. No ano, a queda atinge 24,50%.

Nebuloso

Os investidores seguem com o horizonte nebuloso, sem uma solução para a crise grega tampouco para a situação da zona do euro. O Parlamento da Áustria deu ontem seu aval para mudanças na linha de estabilidade EFSF, mas os agentes já acham que a solução definitiva não está aí.

Divergências

Os indicadores conhecidos nos EUA foram divergentes e não contribuíram para um pregão melhor. O tombo das ações da Kodak foi mais um ponto negativo. Rumores insinuavam que a empresa pode declarar default em breve, sendo que a companhia estaria inclusive contratando advogados especializados em reestruturação. Seus papéis chegaram a ter a negociação interrompida quatro vezes durante a sessão ao atingirem limite de queda. Desabaram no fechamento.

Recuos

O Dow Jones recuou 2,16%, aos 10.913,38 pontos. Caiu 6,03% no mês e 5,74% no ano. O S&P perdeu 2,50%, aos 1.131,42 pontos. No mês, caiu 7,18%, e no ano, de 10,04%. Nasdaq fechou com desvalorização de 2,63%, aos 2.415,40 pontos. No mês, teve baixa de 6,36%, e, no ano, de 8,95%.

Estabilidade

Tendo como pano de fundo a China, onde o índice HSBC de atividade industrial dos gerentes de compras ficou estável em 49,9 na leitura final de setembro (sinal de contração econômica), as commodities metálicas fecharam em queda. Na Nymex, o contrato do petróleo para novembro perdeu 3,58%, a US$ 79,20 o barril. Aqui, Petrobras ON fechou em baixa de 0,99% e a PN, de 1,55%. Vale ON caiu 2,43% e a PNA, 2,17%.

Fôlego

A demanda pela moeda norte-americana tomou fôlego no início da segunda etapa dos negócios e fez o dólar disparar e atingir a máxima de R$ 1,8910, às 15h28, mas depois desacelerou um pouco para fechar valendo R$ 1,88 (+1,51%). No mês, o ganho acumulado é de 17,94%, a maior variação mensal desde setembro de 2002, quando registrou valorização de 24,92%. A elevação do dólar acompanhou a deterioração das bolsas e do mercado de moedas lá fora.

Giro

Na mínima, o dólar balcão atingiu R$ 1,849. Na semana, a moeda subiu 2,06%. No ano, a moeda tem ganho acumulado de 12,98% e, no trimestre +20,43%. Na BM&F, o dólar pronto fechou na máxima, a R$ 1,889, com ganho de 2,17%. A mínima foi de R$ 1,85. No mês, o dólar na BM&F fechou com valorização de 18,73% e, no ano, 13,59%. No trimestre a ganho acumulado alcança 21,08%. O giro total à vista até 16h42 na clearing de câmbio era de US$ 1,937 bilhão, dos quais US$ 1,799 bilhão em D+2.

Juros

Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2012 (429.125 contratos) estava em 11,10%, de 11,18% no ajuste e quase igual ao 11,11% da segunda-feira. O DI janeiro de 2013 indicava taxa de 10,33%, de 10,47% no dia anterior, com giro de 377.100 contratos. O DI janeiro de 2014 recuava a 10,77%, de 10,88% no ajuste, com volume de 94.800 contratos. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (22.845 contratos) cedia para 11,26%, de 11,33% na quinta-feira e próximo aos 11,24% do primeiro dia da semana, enquanto o DI janeiro de 2021 (1.660 contratos) regredia para a mínima de 11,25%, de 11,35% na véspera e igual ao ajuste da segunda-feira.
(Agência Estado)

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