MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
A Bovespa garantiu uma pequena alta no final da sessão de ontem, depois de um dia bastante volátil. Pela manhã, operou em alta e, à tarde, virou para baixo e ameaçou fechar nos 52 mil pontos pela primeira vez em setembro. Foi a forte recuperação das bolsas norte-americanas que levou os investidores a se reposicionarem na compra e, assim, garantir o terceiro pregão no azul nesta semana.
Ibovespa
O Ibovespa terminou a sessão em alta de 0,21%, aos 53.384,67 pontos. Na mínima, registrou 52.849 pontos (-0,79%) e, na máxima, os 54.207 pontos (+1,76%). No mês acumula perda de 5,51% e, no ano, de 22,97%. O giro financeiro totalizou R$ 5,283 bilhões.
Incertezas
Na avaliação do gestor da Yield Capital, Hersz Ferman, a Bovespa tem acompanhado o mercado externo, onde as incertezas têm sido o fio condutor dos negócios. ''E lá fora o mercado está operando em cima de boataria política. Nada é conclusivo e o mercado fica muito volátil'', comentou.
Europa
No geral, o mercado foi favorecido pela aprovação, por parte do Parlamento Alemão, das mudanças na Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, em inglês), além de bons indicadores na Europa e também nos EUA. Os parlamentos do Chipre e da Estônia também aprovaram mudanças na EFSF.
Índices
O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,66%, para fechar em 228,90 pontos. Ajudado pelos bancos, o índice DAX 30 subiu 1,1% na Bolsa de Frankfurt, fechando em 5.639,58 pontos. Na Bolsa de Paris, o CAC 40 avançou 1,07%, para 3.027,65 pontos. Já o FTSE 100, da Bolsa de Londres, fechou em queda de 0,40%, em 5.196,84 pontos. As ações de mineradoras caíram: Xstrata caiu 3,9%, Fresnillo recuou 4,5% e Rio Tinto cedeu 3%.
Dow Jones
Nos EUA, as bolsas passaram o dia num movimento de vaivém. O Dow Jones acabou fechando com ganho de 1,30%, aos 11.153,98 pontos, o S&P avançou 0,81%, aos 1.160,40 pontos, e o Nasdaq caiu 0,43%, aos 2.480,76 pontos. Os indicadores conhecidos foram positivos, entre eles a alta acima do previsto do PIB do segundo trimestre (+1,3% ante previsão de +1,2%) e o número de pedidos de auxílio-desemprego (queda de 37 mil ante previsão de -3 mil) na última semana.
Petrobras
Na Nymex, o contrato do petróleo para novembro subiu 1,14%, a US$ 82,14 o barril. No Brasil, Petrobras ON fechou em baixa de 0,47% e a PN subiu 0,26%.
Câmbio
O dólar balcão encerrou em alta ontem a R$ 1,8520, com ganho de 1,20% - esta é a maior cotação desde 22 de setembro, quando a moeda atingiu a máxima do ano e o BC voltou a atuar no mercado de câmbio via swap cambial. Na mínima, a divisa atingiu R$ 1,8250 e, na máxima R$ 1,8540. Com a valorização de ontem, a moeda dos EUA acumula ganho de 16,19% no mês e de 11,30% no ano e é, de longe, o melhor investimento nos períodos.
BM&F
Na BM&F, o dólar pronto fechou na máxima, a R$ 1,8489 (+1,30%). A mínima foi de R$ 1,8265. O giro total à vista até 16h44 de ontem na clearing de câmbio era de US$ 2,889 bilhões, dos quais US$ 2,133 bilhões em D+2. No mercado futuro, no mesmo horário, o dólar outubro de 2011 avançava 0,60%, a R$ 1,851, com giro financeiro de US$ 18,633 bilhões, de um total de US$ 19,853 bilhões, com quatro vencimentos negociados todos em alta.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2012 (278.380 contratos) estava em 11,18%, nivelado ao ajuste. O DI janeiro de 2013 marcava 10,47%, de 10,41% na véspera, com giro de 476.340 contratos. O DI janeiro de 2014 (98.870 contratos) subia a 10,88%, de 10,82% no ajuste. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (30.050 contratos) indicava 11,33%, ante 11,34%, e o janeiro 2021 (1.490 contratos) permanecia nivelado ao ajuste, em 11,35%.
Ásia
As bolsas asiáticas apresentaram novamente números distintos ontem. Desta vez, contudo, os investidores reagiram de forma diferente à crise da dívida na zona do euro. A Bolsa de Hong Kong esteve fechada devido à passagem de um tufão. Nas Bolsas da China, prevaleceu o sentimento baixista relacionado à crise da dívida da Grécia e aos temores sobre a redução do crescimento da economia doméstica, às vésperas do longo feriado de 1º de outubro.
(Agência Estado)





