Ganho
A Bolsa de Tóquio apresentou ganho modesto ontem, pois a força inicial do euro e as esperanças de progresso na solução da crise da dívida grega ajudaram ações de empresas exportadoras, como Sony e Panasonic, enquanto o sentimento positivo para ações do setor imobiliário foi suficiente apenas para contrabalançar a realização de lucros do final do pregão. O índice Nikkei 225 avançou 5,70 pontos, ou 0,1%, par 8.615,65 pontos.
Para baixo
O Nikkei abriu em baixa, mas logo virou positivo. No entanto, o índice ficou sem convicção forte por praticamente toda a sessão, flutuando par cima e para baixo da linha e equilíbrio antes de fechar no azul. O mercado foi encorajado pelo bom desempenho das bolsas estrangeiras na terça-feira, mas os players estavam dispostos a evitar grandes apostas antes de novos acontecimentos na novela da dívida grega, disse um analista.
Na Europa
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em baixa, pressionados por declarações contraditórias das autoridades da região a respeito de uma potencial expansão na capacidade da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, em inglês). ''Simplesmente não sabemos em quem acreditar'', disse Joshua Raymond, estrategista de mercado do City Index.
Dólar
O dólar comercial fechou em alta ontem, após três quedas seguidas. A moeda norte-americana fechou o dia com valorização de 1,75%, vendida a R$ 1,837. O dólar aumentou ainda mais a valorização contra o real, em meio à piora dos mercados globais, com os investidores ainda à espera de novas medidas para solucionar a crise de dívida na Europa.
Bovespa
A Bolsa brasileira fechou no vermelho ontem, após dois dias de alta. O Ibovespa, principal índice das ações na Bolsa paulista, fechou em queda de 1,21%, aos 53.270,36 pontos.
Positivo
O Banco Central (BC) registrou de 1º a 23 de setembro ingresso líquido de US$ 8,084 bilhões no País. Segundo dados divulgados ontem, a forte entrada foi liderada pelas operações geradas pelo comércio exterior, responsáveis por US$ 7,789 bilhões no mês. Essa cifra é resultado de exportações que alcançaram US$ 20,470 bilhões, maiores que as importações de US$ 12,681 bilhões.
Confiança
O índice de confiança das empresas despencou na Itália durante setembro em resposta à retração na demanda global e após o governo anunciar medidas de austeridade, com pesados impostos, para controlar as finanças públicas.
Recessão
A queda da confiança foi a maior para um único mês desde outono de 2008, quando a quebra do banco Lehman Brothers provocou o colapso do comércio global e colocou a Itália na mais profunda recessão em 60 anos.
Perda
O índice de confiança do empresariado italiano cedeu para 94,5 em setembro, de 98,6 em agosto, o menor nível desde janeiro de 2010, informou ontem o instituto nacional de estatísticas Istat. O dado de agosto foi revisado em baixa para 98,6, de 99,9. O índice ficou abaixo da previsão dos economistas ouvidos pela Dow Jones de 98,2.
PIB
A agência nacional de estatísticas da França (Insee) confirmou ontem que a economia do país não cresceu no segundo trimestre, pois os gastos dos consumidores se enfraqueceram. O crescimento da segunda maior economia da zona do euro parou depois de um atípico aumento trimestral de 0,9% no Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre.
Queda
Os gastos dos consumidores, que respondem por mais da metade do PIB, diminuíram 0,7% no segundo trimestre em relação ao primeiro, e o crescimento dos investimentos desacelerou para 0,6%, de 1,2% no trimestre anterior. No total, a demanda doméstica puxou o PIB para baixo em 0,3 ponto porcentual, de acordo com a Insee.
Inflação
Os preços ao consumidor na Alemanha, a maior economia da Europa, subiram em setembro ao seu nível mais alto em três anos, reduzindo a pressão para que o Banco Central Europeu (BCE) reverta seus recentes aumentos nos juros.
Para cima
No acumulado em 12 meses, os preços ao consumidor subiram 2,6%, de 2,4% em agosto, segundo dados preliminares divulgados nesta quarta-feira pelo Escritório Federal de Estatísticas (Destatis). Numa base mensal, os preços subiram 0,1%, após ficarem inalterados em agosto. A inflação anual é a mais alta desde setembro de 2008, quando a taxa estava em 2,9%, informou o Destatis.
(Das Agências)

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