A esperança

Na falta de alguma coisa melhor, os investidores têm se apegado à esperança de uma solução para a crise da zona do euro - e da Grécia em particular - para voltar às boas com o mercado financeiro. Essa chama de otimismo foi o que fez, pelo segundo dia seguido, as bolsas de valores exibirem ganhos robustos. A Bovespa acompanhou o desempenho externo, mas, mais uma vez, subiu bem menos que suas pares internacionais. Setor financeiro e Vale se destacaram entre as altas.

Positivo

Depois de subir 2,32% na máxima pontuação do dia, aos 54.992 pontos, o Ibovespa perdeu fôlego e encerrou com variação positiva de apenas 0,32%, aos 53.920,36 pontos. Na mínima, registrou 53.751 pontos (+0,01%). No mês, tem perda de 4,56% e, no ano, de -22,20%. O giro financeiro totalizou R$ 5,854 bilhões.

Fragilidades

Os profissionais avaliam que as razões que têm puxado compras são frágeis e, no Brasil, ainda há o temor com a inflação, daí o ritmo mais lento da Bolsa doméstica em relação ao mercado externo. O investidor está ressabiado em aplicar em ações, tanto que o giro financeiro tem sido fraco e tem havido uma movimentação de carteiras. Ontem, por exemplo, Vale caiu e Petrobras subiu. Hoje, o movimento foi o contrário e pode ter ocorrido essa troca de papéis, segundo um operador.

Movimento

Vale ON subiu 1,12% e PNA, +0,79%. Petrobras ON caiu 1,15% e PN, -1,16%. Na Nymex, o contrato do petróleo para novembro avançou 5,25%, a US$ 84,45 o barril. Ontem, o governo publicou decreto reduzindo as alíquotas da Cide incidente sobre a importação e comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados, e álcool etílico combustível.

Notícias

No exterior, as bolsas subiram na expectativa da solução da crise europeia, depois que a CNBC divulgou ontem notícia informando sobre um plano detalhado, já em estágio avançado, para expandir a capacidade da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF). A notícia foi desmentida por várias fontes ontem, mas o mercado deu de ombros. Uma solução para a Grécia também correu nas mesas.

Pelo mundo

Na Bolsa de Paris, o índice CAC 40 subiu 5,74%. O DAX 30, da Bolsa de Frankfurt, subiu 5,29%. Em Londres, o índice FTSE 100 subiu 4,02%. O índice FTSE MIB da Bolsa de Milão subiu 4,90%. Na Bolsa de Madri, o Ibex 35 avançou 4,03%, Em Lisboa, o índice PSI 20 fechou em +2,99%, em 5.922,72 pontos. Nos EUA, o Dow Jones subiu 1,33%, aos 11.190,69 pontos, o S&P avançou 1,07%, aos 1.175,38 pontos, e o Nasdaq ganhou 1,20%, aos 2.546,83 pontos.

Pelo Brasil

De volta ao Brasil, Itaú Unibanco PNJ (+4,14%) e Itaúsa PN (+4,03%) lideraram as altas do Ibovespa, seguidas por CCR ON (+3,77%). Ainda no setor financeiro, Bradesco PN teve elevação de 1,83%, BB ON, +2,15%, e Santander Unit, +1,90%.

Em queda

O dólar balcão encerrou com queda de 1,31% a R$ 1,8090. Na mínima, a divisa atingiu R$ 1,7950 (-2,07%) e, na máxima, R$ 1,8110 (-1,20%). Na BM&F, o dólar pronto fechou na mínima, a R$ 1,7958, com recuo de 3,03%. Na máxima, a moeda na BM&F atingiu R$ 1,8105. O giro total à vista até 16h18 na clearing de câmbio era de US$ 1,826 bilhão, dos quais US$ 1,391 bilhão em D+2.

Giro

Às 16h35, o euro estava a US$ 1,3604 ante US$ US$ 1,3528 no fim da tarde de ontem em Nova York. O euro era negociado a 104,355 ienes de 103,32 ienes e o euro ante o franco estava em 1,2199 ante 1,2186 da véspera. No mesmo horário, dólar passava para 76,71 ienes, de 76,35 ienes da cotação anterior, e a 0,8964 franco suíço, de 0,9020 franco suíço. Já no mercado futuro, no mesmo horário, o dólar outubro 2011 registrava queda de 1,12%, a R$ 1,805.

Juros

Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2012 (361.360 contratos) subia a 11,20%, de 11,11% no ajuste. O DI janeiro de 2013, com giro de 448.885 contratos, estava em 10,43%, de 10,24% na véspera, e o DI janeiro de 2014 (132.530 contratos) marcava a máxima de 10,89%, ante 10,66%. Os longos também estavam nas máximas. O DI janeiro de 2017 (50.025 contratos) avançava para 11,40%, de 11,24% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2021 (7.160 contratos) marcava 11,40%, de 11,25% na segunda-feira.
(Agência Estado)

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