No azul
A Bovespa abandonou no período da tarde a indefinição de trajetória que pautou seus negócios pela manhã. O índice firmou-se no azul, acompanhando a alta firme das bolsas norte-americanas, ajudado por Petrobras e ações do setor financeiro. Vale caiu e conteve o desempenho da Bolsa. O desempenho de ontem interrompeu uma trajetória de cinco dias no vermelho.

Ganhos

O Ibovespa terminou o dia com ganho de 0,97%, aos 53.747,52 pontos. Na mínima, registrou 52.399 pontos (-1,56%) e, na máxima, os 53.873 pontos (+1,21%). No mês, acumula perda de 4,86%, e, no ano, de 22,45%. O giro financeiro totalizou R$ 5,006 bilhões.

Contraste

O comportamento mais firme visto na Bolsa à tarde contrastou com o sobe e desce da manhã, quando subiu mais de 1% para depois cair abaixo dos 52 mil pontos, contaminada pelos dados ruins sobre a economia norte-americana. Mas os rumores de que o BCE pode cortar os juros e injetar mais dinheiro na economia - mesmo desmentidos pela Alemanha - impulsionaram as bolsas no exterior e a Bovespa acabou não tendo como não se contaminar. Também beneficiou as bolsas o índice Ifo de sentimento do consumidor alemão.

Na Europa

A Bolsa alemã subiu 2,87%, a italiana, 3,32%, o CAC 40, de Paris, avançou 1,75%, Londres fechou em alta de 0,45%, Portugal teve ganho de 0,51%, e a Bolsa de Madri ficou 2,56% mais cara.

Peso

Nos EUA, os indicadores foram ruins e pesaram temporariamente sobre os índices acionários. Mas as bolsas ignoraram e renovaram as máximas à tarde. O Dow Jones fechou com ganho de 2,53%, aos 11.043,86 pontos, o S&P subiu 2,33%, aos 1.162,95 pontos, e o Nasdaq terminou com valorização de 1,35%, aos 2.516,69 pontos.

Fôlego

No Brasil, as ações da Petrobras e do setor bancário subiram e deram fôlego ao Ibovespa. Os papéis ON da petrolífera ficaram 3,43% mais caros e os PN, 3,24%. Na Nymex, o contrato do petróleo para novembro avançou 0,49% a US$ 80,24 o barril. Já os bancos foram estimulados por seus pares no exterior. Bradesco subiu 1,79%, Itaú Unibanco PN, +2,19%, BB ON, +1,13%, e Santander unit, +1,43%. Vale, entretanto, sentiu o peso da queda dos metais e recuou. A ON, -1,33%, e a PNA, -1,22%.

Queda

O dólar balcão caiu 0,49%, cotado a R$ 1,8330. Na mínima, a divisa atingiu R$ 1,8250 e, na máxima, R$ 1,8650. Na BM&F, o dólar pronto fechou a R$ 1,8520, com ganho de 0,16%. Na mínima, a moeda na BM&F atingiu R$ 1,8290 e, na máxima chegou a R$ 1,8614. O giro total à vista até 16h29 na clearing de câmbio era de US$ 1,285 bilhão, dos quais US$ 857,115 milhões em D+2.

No futuro

No mercado futuro, às 16h18, o dólar outubro de 2011 avançava 0,30%, a R$ 1,8365, com giro financeiro de US$ 15,162 bilhões, de um total de US$ 15,310 bilhões, com quatro vencimentos negociados.

Juros

Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa do janeiro de 2012 (260.895 contratos) regredia a 11,11%, de 11,20%. O DI janeiro de 2013, com giro de 322.850 contratos, cedia para 10,24%, de 10,46% no ajuste, e o DI janeiro de 2014 (152.665 contratos) marcava 10,66%, de 10,95%. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (30.480 contratos) recuava para a mínima de 11,24%, ante 11,56% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2021 (2.980 contratos) apontava 11,25%, também na mínima, de 11,58% no ajuste.

No Japão

A Bolsa de Tóquio fechou com queda expressiva nesta segunda-feira e o índice Nikkei 225 no menor nível dos últimos 29 meses, uma vez que ''tradings'' como Mitsubishi Corp., Sony e outras ações puxadas pela exportação foram golpeadas pelo temor de uma desaceleração econômica global e pelo enfraquecimento do euro. O Nikkei caiu 186,13 pontos, ou 2,2%, para 8.374,13 pontos, encerrando com a pontuação mais baixa desde 1º de abril de 2009.

Volátil

A Bolsa abriu com perdas moderadas, seguindo a volatilidade das bolsas globais na sexta-feira, quando Tóquio ficou fechada por causa de um feriado. Mas as vendas logo se aceleraram, em linha com a acentuada queda do euro em relação ao iene, depois que surgiram declarações dadas no domingo pelo vice-ministro de Finanças da Alemanha, Joerg Asmussen, segundo as quais o financiamento extra para a Grécia não deve sair na reunião de 3 de outubro.
(Agência Estado)

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