Na pior
A Bovespa completou ontem uma semana no vermelho, período no qual saiu dos 57 mil pontos para os 53 mil. Na sessão desta sexta-feira, entretanto, não entregou fácil as perdas: o movimento foi extremamente volátil, em razão do noticiário mais fraco no exterior e da ausência de indicadores. Isso fez com que fosse registrado um movimento seletivo de compras, limitado pela proximidade do final de semana, quando ocorrem reuniões do FMI e entre representantes da Grécia e da troica, em Washington. A queda do dólar induziu os estrangeiros a se desfazerem de posições no mercado acionário.

De pouco

O Ibovespa terminou o pregão perto da estabilidade, com pequena baixa de 0,09%, aos 53.230,36 pontos. Na mínima, registrou 52.754 pontos (-0,99%) e, na máxima, os 53.855 pontos (+1,08%). Nesta semana, acumulou baixa de 6,95%, no pior resultado desde a semana encerrada em 5 de agosto deste ano (-9,99%). As perdas em setembro, assim, atingem 5,78% e, no ano, 23,19%. O giro financeiro totalizou R$ 5,902 bilhões.

Volátil

O pregão ontem foi extremamente volátil, diante do clima mais calmo lá fora. Os investidores estrangeiros, segundo uma fonte, atuaram na ponta vendedora, estimulados pela queda do dólar. A moeda norte-americana perdeu 3,56%, para R$ 1,842 no balcão. Um outro operador comentou que os investidores ficaram na defensiva por causa do final de semana, com o encontro do FMI em Washington e também da Grécia com representantes da troica.

Movimento

Com a queda das commodities, as ações de matérias-primas recuaram aqui. Vale ON perdeu 0,72%, PNA, -1,39%, Petrobras ON, -1,87%, PN, -1,74%. Na Nymex, o contrato do petróleo para outubro recuou 0,82%, a US$ 79,85. Nos EUA, o Dow Jones terminou com ganho de 0,35%, aos 10.771,48 pontos, S&P avançou 0,61%, aos 1.136,43 pontos, e o Nasdaq ganhou 1,12%, aos 2.483,23 pontos.

Câmbio

Depois de uma escalada agressiva, o dólar despencou quase 4% nesta ontem, beneficiado por um movimento global de abrandamento na aversão ao risco e também por indicações de que o Banco Central está disposto a atuar no mercado garantindo que a negociação do câmbio siga com liquidez.

Na mínima

No balcão, o dólar bateu R$ 1,8370 na mínima (-3,82%), e alcançou R$ 1,9200 na máxima (+0,52%) para, então, fechar cotado em R$ 1,8420, em queda de 3,56%. Na semana, a moeda dos EUA teve valorização de 6,47%, no mês registra ganho de 16,22%, e no ano, 11,18%.

No futuro

No pronto, o dólar fechou na mínima, em R$ 1,8490, em baixa de 2,38%. Na máxima, atingiu R$ 1,8956 (+0,08%). No mercado futuro, o dólar outubro de 2011 era negociado às 17h22 a R$ 1,836, queda de 3,85%. O giro financeiro total às 16h30 somava US$ 20,286 bilhões, sendo que o contrato de outubro movimentava US$ 19,165 bilhões, com cinco vencimentos negociados.

Benefícios

No âmbito externo, a moeda norte-americana foi beneficiada por rumores de que o Banco Central Europeu (BCE) estaria considerando reintroduzir operações de liquidez de 12 meses para os bancos. Por aqui, o dólar continuou refletindo os efeitos da intervenção do Banco Central realizada no dia anterior. Agora, a expectativa é com a reunião do G-7 neste final de semana, no âmbito da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial, em Washington.

Juros

Assim, ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2012 (533.335 contratos) estava em 11,20%, de 11,28% no ajuste. O janeiro de 2013, com giro de 648.430 contratos, cedia a 10,46%, de 10,69% na quinta-feira, enquanto o DI janeiro de 2014 (178.420 contratos) marcava 10,95%, de 11,30%. Entre os longos, a queda foi ainda mais acentuada. O DI janeiro de 2017 (53.020 contratos) recuava a 11,56%, de 11,98% no ajuste de quinta-feira, e o DI janeiro de 2021 (16.955 contratos) deslizava para 11,58%, de 11,96%.
(Agência Estado)

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