MERCADO FINANCEIRO
Forte alta
A cotação do dólar comercial esteve em forte alta ontem. A moeda norte-americana passou de R$ 1,85, após o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) anunciar ajuda à fraca economia norte-americana. Por volta das 15h45, o dólar subia 3,39%, vendido a R$ 1,851. O euro tinha valorização de 3,26%, a R$ 2,528. Na terça-feira, o dólar fechou com a maior cotação desde 1º de julho de 2010.
Destino
Apesar do recrudescimento da crise internacional, o Brasil deverá continuar sendo um dos principais destinos para o capital estrangeiro sob a forma de investimentos diretos (IED), de acordo com estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) junto a agentes internacionais. Segundo dados do Monitor da Percepção Internacional do Brasil, o indicador que mede a tendência do País em receber esses recursos passou de 35 pontos positivos em maio para 43 pontos em agosto.
Valorização
Segundo o Ipea, para 70% dos entrevistados, o Brasil estará entre os cinco maiores destinos de IED no mundo nos próximos 12 meses. Na pesquisa anterior, essa resposta havia sido dada por apenas 56% dos consultados. Em 2010, o Brasil ocupou o quinto lugar nesse ranking, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, China, Hong Kong e Bélgica.
Moderado
O Ministério da Fazenda prevê um crescimento mais moderado do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano, mas acima da média em 2011, quando comparada às principais economias avançadas. A previsão faz parte do novo boletim Economia Brasileira em Perspectiva, divulgado na manhã de ontem pelo ministério na versão em inglês que será apresentada pelo ministro Guido Mantega em sua viagem aos Estados Unidos, onde participa da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo o boletim, as medidas do governo para esfriar a economia em 2011 estão sendo efetivas.
Rede social
A BM&FBovespa aprimora seu canal de comunicação no Facebook para atrair futuros investidores. Uma Fanpage customizada foi desenvolvida especialmente para responder dúvidas sobre finanças pessoais e investimentos em ações. Esse tipo de perfil é específico para empresas e marcas, e o da Bolsa conta com mais de 7.600 seguidores. Os canais da Bolsa nas diversas plataformas possuem caráter essencialmente educativo.
Pré-sal
As jazidas descobertas na área do pré-sal nas bacias de Campos, Santos e Rio de Janeiro devem proporcionar ao Brasil uma receita de US$ 27,9 bilhões com exportações de petróleo em 2020, calcula estudo preparado pela Ernst Young, em parceria com a FGV Projetos, e divulgado hoje no Rio, marcando a inauguração do Centro de Excelência da empresa para a área de óleo e gás. Segundo o estudo, são esperados para 2020 volumes de 600 mil barris exportados por dia. A receita estimada representa um aumento de 73% em relação a 2010 (US$ 16,1 bilhões).
Queda
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em queda ontem, puxados por companhias de petróleo, bancos e farmacêuticas, em um clima de expectativa antes do anúncio de política monetária do Federal Reserve (Fed), previsto para as 15h15 (de Brasília). Também afetaram as bolsas os temores diante das finanças da Grécia. O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 1,65%, fechando em 225,33 pontos.
Avanço
A Bolsa de Tóquio fechou com um ganho modesto ontem, sustentada pela caça às pechinchas em ações ligadas ao euro, como Nikon e Olympus, com muitos participantes evitando tomar posições agressivas antes do resultado da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), ainda nesta quarta-feira. O índice Nikkei 225 subiu 19,92 pontos, ou 0,2%, para 8.741,16 pontos.
Incertezas
As Bolsas da Ásia apresentaram números mistos ontem. As incertezas sobre a economia global ditaram o ânimo dos investidores, ora preocupados com a crise de débito da Europa, ora otimistas e à espera do resultado da reunião do Comitê de Política Monetária (Fomc) do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).
Desvalorização
A agência de classificação de risco Moody's rebaixou os ratings de crédito de curto e de longo prazo do Bank of America, citando ''o declínio na possibilidade de o governo dos Estados Unidos auxiliar o banco, caso seja necessário''. No início da tarde de ontem, as ações da instituição caíam 5,07%. As informações são da Dow Jones.
(Das Agências)





