De virada

Bovespa teve um pregão volátil, embora esse movimento tenha sido mais forte no início e no final do dia. Ao longo da sessão, sustentou-se em alta, na casa dos 57 mil pontos, mas foi perdendo o vigor com o avançar das horas. Virou para baixo no fim, para fechar nos 56 mil pontos. A alta da Vale foi insuficiente para sustentar os ganhos do índice, principalmente depois que Petrobras virou e engrossou o peso das ações em queda, que já contava com o movimento das siderúrgicas.

Em baixa

O Ibovespa fechou em baixa de 1,27%, aos 56.378,63 pontos, na mínima pontuação do dia. Na máxima, registrou 57.620 pontos (+0,91%). No mês, voltou a acumular queda, de 0,21% e, no ano, cai 18,65%. O giro financeiro totalizou R$ 6,277 bilhões.

Arriscado

''As incertezas estão muito grandes. Os investidores não se arriscam a ficar posicionados'', comentou um experiente profissional. Para ele, além do quadro externo, a situação doméstica também inspira cautela, ainda mais depois do IPCA-15 de setembro. O indicador ficou em 0,53%, perto do teto das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções (+0,54%).

No azul

Vale fechou no azul, com +1,01% na ON e +0,96% na PNA. Essas ações foram puxadas pela alta do dólar, uma vez que a empresa é grande exportadora. Petrobras, por outro lado, virou e encerrou em queda de 1,13% a ON e 0,96% a PN, mesmo com o petróleo tendo subido 1,39% na Nymex, a US$ 86,89 o barril.

Profundo

A Bolsa também aprofundou a baixa no final da tarde depois que Wall Street perdeu fôlego. O Dow Jones conseguiu segurar a alta, mas ela ficou limitada a +0,07%, aos 11.408,66 pontos. S&P recuou 0,17%, aos 1.202,09 pontos, e Nasdaq terminou com baixa de 0,86%, aos 2.590,24 pontos.

De olho

As atenções estão voltadas para o resultado da reunião de dois dias do Fomc, iniciada ontem e também para o resultado das discussões entre Grécia e representantes da troica sobre uma solução para o país.

Câmbio

Ao contrário da manhã, quando apresentou grande volatilidade, na segunda etapa dos negócios o dólar se manteve em alta sem abandonar o patamar de R$ 1,79. A moeda dos EUA fechou com valorização de 1,13%, a R$ 1,7940, maior valor desde 1 de julho de 2010, quando valia R$ 1,7950.

Giro

Na mínima, o dólar no balcão atingiu R$ 1,7690 e, na máxima, R$ 1,7980. Na BM&F, o dólar pronto fechou na máxima, a R$ 1,7965, elevação de 0,48%. Na mínima, a moeda atingiu R$ 1,7880. O giro total à vista até 16h23 na clearing de câmbio era de US$ 1.708 bilhão, dos quais US$ 1,262 bilhão em D+2. No mercado futuro, no mesmo horário, o dólar outubro de 2011 recuava 0,47%, a R$ 1,7985, com giro financeiro de US$ 17,339 bilhões, de um total de US$ 17,439 bilhões, com seis vencimentos negociados.

Juros

Ao término da sessão normal na BM&F, o DI janeiro de 2012 (213.350 contratos) marcava 11,34%, de 11,33% no ajuste. O DI janeiro de 2013, com giro de 319.855 contratos, subia de 10,64% para 10,69%. Entre os longos, o janeiro de 2017 (64.625 contratos) apontava 11,62%, de 11,52% na véspera, enquanto o DI janeiro de 2021 (9.385 contratos) avançava para 11,63%, ante 11,55% no ajuste.

No Japão

A Bolsa de Tóquio fechou em queda nesta terça-feira, uma vez que o rebaixamento do rating de crédito da Itália pela agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) e um subsequente enfraquecimento do euro prejudicaram as ações de empresas exportadoras, incluindo Sony, Nikon e Honda. O índice Nikkei 225 caiu 142,92 pontos, ou 1,6%, para 8.721,24 pontos.

Perdas

O mercado japonês abriu em queda e viu suas perdas se aprofundarem ao longo do dia. A desvalorização do euro diante do iene deixou as exportadoras vulneráveis à realização de lucros depois da alta generalizada de sexta-feira (na segunda-feira, a bolsa não funcionou devido a um feriado). O movimento de realização atingiu particularmente as exportadoras expostas à zona do euro.
(Agência Estado)

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