Águas calmas

Depois de um pouco de volatilidade no período matutino, a Bovespa passou o período da tarde em águas calmas, com giro fraco, mas movimento de compras que levaram o índice de volta aos 57 mil pontos. As ações da Vale continuam na liderança do giro e, hoje, ajudaram a sustentar os ganhos com o apoio das siderúrgicas.

Ganhos

O Ibovespa terminou o pregão com ganho de 1,47%, aos 57.210,11 pontos, na máxima pontuação do dia. Na mínima, registrou 56.257 pontos (-0,22%). Na semana, acumulou ganho de 2,56%, e, no mês, a alta atinge 1,27%. No ano, entretanto, o índice recua 17,45%. O giro financeiro totalizou R$ 5,283 bilhões.

Efeito onda

O exercício nos EUA - ontem ocorreu ''quadruple witching'' (vencimento dos contratos futuros de índices de ações, de opções de índices de ações, de opções de ações e de futuros de ações individuais) - e no Brasil (opções sobre ações) na próxima segunda-feira movimentou os negócios no período matutino. À tarde, houve um período de marasmo, favorecido pelo noticiário fraco, substituído por um pouco de agito a minutos do fim do pregão.

Balanço positivo

As bolsas norte-americanas terminaram com altas comedidas. O Dow Jones avançou 0,66%, aos 11.509,09 pontos, o S&P subiu 0,57%, aos 1.216,01 pontos, e o Nasdaq terminou com elevação de 0,58%, aos 2.622,31 pontos. Agradou aos investidores o índice preliminar do sentimento do consumidor norte-americano, medido pela Universidade de Michigan, que subiu para 57,8 em setembro, de 55,7 em agosto. A previsão era de avanço para 57,0.

Queda

Na Europa, os mercados acionários subiram, mas reduziram os ganhos após a notícia de que a coalizão de governo da Alemanha adiou a discussão sobre o Mecanismo de Estabilidade Europeia no gabinete, o que significa que a legislação sobre o fundo permanente de ajuda da zona do euro provavelmente não estará em vigor até o fim do ano, como o esperado. Londres subiu 0,58%, Paris fechou em baixa de 0,48%, e Frankfurt avançou 1,18%.

Movimentação

No Brasil, Vale ON subiu 0,52% e a PNA, +0,66%, esta última com giro de R$ 652,262 milhões. No setor siderúrgico, Gerdau PN, +2,01%, Metalúrgica Gerdau PN, +3,84%, Usiminas PNA, +1,24%, e CSN ON, +4,19%. Petrobras ON recuou 0,09%, mas a PN subiu 0,49%. Na Nymex, o contrato do petróleo para outubro recuou 1,44%, a US$ 87,96 o barril.

No balcão

O dólar no balcão encerrou na máxima, com alta de 1,29%. Na mínima, a divisa norte-americana atingiu R$ 1,7070. Na semana, a divisa acumula ganho de 2,91%, no mês valorização de 8,53% e no ano, +3,97%. Na BM&F, o dólar pronto fechou também na máxima, a R$ 1,7255 com valorização de 0,84%. Na mínima, a moeda atingiu R$ 1,7090. O dólar na BM&F exibe alta acumulada de 2,70% na semana, de 8,45% no mês e de 2,76% no ano. O giro total à vista até 16h20 na clearing de câmbio era de US$ 1,461 bilhão, dos quais US$ 1,026 bilhão em D+2.

Em alta

No mercado futuro, no mesmo horário, o dólar outubro de 2011 avançava 1,11%, a R$ 1,733 , com giro financeiro de US$ 14,709 bilhões, de um total de US$ 14,888 bilhões, com quatro vencimentos negociados, sendo dois em alta e dois em queda.

Derivativos

Logo cedo, o mercado foi surpreendido com a publicação, no Diário Oficial, do decreto de número 7.536 que se refere à cobrança de IOF sobre derivativos cambiais. Mas, segundo os técnicos da Fazenda, que concederam entrevista no início da tarde para esclarecer a medida, não houve mudança na abrangência da tributação e as alterações foram um ''ajuste da linguagem'' em relação à decisão anterior. Eles explicaram que esse acerto foi determinado após negociação com o próprio mercado: BM&FBovespa, Cetip, Febraban e Andima.

Contratos

Ao término da negociação normal na BM&F, o DI para janeiro de 2012 (78.670 contratos) marcava 11,33%, de 11,34% no ajuste. O DI janeiro de 2013 (191.875 contratos) indicava 10,63%, de 10,72% no ajuste, e o janeiro de 2014 (127.460 contratos) sinalizava 10,97%, de 11,02% no ajuste. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (29.550 contratos) projetava 11,42%, de 11,40%, e o janeiro de 2021 (1.525 contratos) estava em 11,45%, de 11,40% no ajuste.
(Agência Estado)

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