MERCADO FINANCEIRO
Rebaixamento
A agência de classificação de risco Moody's rebaixou ontem o rating da dívida de longo prazo dos bancos franceses Société Générale (SocGen) e Crédit Agricole, mencionando os problemas de liquidez e financiamento do SocGen e a exposição do Crédit Agricole à Grécia. A Moody's rebaixou o Société Générale de Aa2 para Aa3 e o Crédit Agricole, de Aa1 para Aa2. A perspectiva para o rating do Société Générale é negativa.
Dívida
A maioria das bolsas asiáticas apresentou baixa ontem, ainda fortemente influenciadas pela crise de débito europeia. As exceções foram a China, que reagiu positivamente a fatores locais, e Hong Kong, que fechou estável, após o feriado de segunda-feira. Em Hong Kong, o índice Hang Seng chegou a atingir o pior nível em mais de dois anos.
Baixa
A Bolsa de Tóquio encerrou na maior baixa em 29 meses ontem, em grande parte devido ao nervosismo com a situação das dívidas da zona do euro, com exportadores como Canon e Olympus afetados por nova desvalorização do euro. O Índice Nikkei 225 cedeu 97,98 pontos, ou 1,1%, e fechou aos 8.518,57 pontos, menor marca desde 28 de abril de 2009.
Revitalização
O governo do Japão pretende destinar 700 bilhões de ienes (US$ 9,13 bilhões) para a revitalização da economia do país no ano fiscal de 2012, informou o jornal Nikkei em sua edição de ontem. A alocação especial será incluída nas diretrizes orçamentárias que precisam ser entregues por ministérios e agências do governo ao Ministério das Finanças até o fim do mês. As diretrizes orçamentárias serão submetidas em breve à apreciação do gabinete de governo.
Confiança
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em alta ontem, após autoridades da Áustria desmentirem a notícia de que o parlamento do país havia rejeitado medidas para ampliar o escopo do fundo de resgate da zona do euro e depois de a França assumir o compromisso de fazer o que for necessário para ajudar a Grécia.
Para cima
A Bovespa operou no azul ontem. Por volta das 15h15, o Ibovespa registrava alta de 1,82%, aos 56.555,43 pontos. A cotação do dólar comercial tinha alta de 0,46% na venda, chegando a R$ 1,72.
Copa
O governo federal resolveu ceder às pressões dos Estados e municípios e não vai excluir da lista de prioridades da Copa do Mundo de 2014 as obras de mobilidade urbana que não forem licitadas até dezembro deste ano. Antes, o governo dizia que, se esse prazo não fosse cumprido, o empreendimento seria excluído da chamada ''matriz de responsabilidades''. Se não houvesse a mudança, muitos dos empreendimentos poderiam ser excluídos da lista de prioridades, colocando em risco um dos principais legados do Mundial.
Telefonia
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, cobrou que as empresas de telefonia ampliem seus investimentos para algo em torno de R$ 22 bilhões a R$ 25 bilhões, contra uma média nos últimos anos de, segundo ele, até R$ 17 bilhões. Essa ampliação terá de vir acompanhada de qualidade de serviço, reforçou o ministro.
Captação
O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, disse hoje que a companhia descarta completamente ir ao mercado para uma captação em dólar, neste ano. ''Em outras moedas pode ocorrer, em real ou outras'', disse. Ele também lembrou que a estatal poderá buscar recursos no mercado bancário, mas garantiu que não há data marcada para nenhuma nova operação desse tipo. No primeiro semestre de 2011, a Petrobrás captou US$ 13 bilhões. Nenhuma nova operação foi feita até então.
Desafios
O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, avaliou, ontem, que até 2013 o mundo vai conviver com muita dificuldade, o que afeta o setor produtivo nacional. Segundo ele, o setor produtivo brasileiro vem enfrentando uma série de desafios devido ao grande excesso de mercadorias que os países tentam ''desovar'' e, por outro lado, há poucos consumidores no planeta.
Financiamentos
O Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentou ontem, em reunião extraordinária, a ampliação em um ano do prazo para a contratação de financiamentos dentro do Programa de Sustentação do Investimento (PSI). Conforme havia sido definido no plano Brasil Maior, lançado pelo governo no início de agosto, agora ficou regulamentado que as empresas terão até o fim de dezembro de 2012 para tomarem os recursos.
(Das Agências)





