Volátil

Volatilidade. A Bovespa trabalhou o dia todo num vaivém que, no período da tarde, ocorreu ao redor da estabilidade. A favor da alta, Vale e papéis isolados de setores como varejo. Do lado negativo, bancos. Petrobras ficou ora lá ora cá, ajudando a conduzir o movimento do índice.

Em queda

A bolsa doméstica encerrou o dia com queda de 0,25%, aos 55.543,97 pontos. Na mínima, registrou 55.166 pontos (-0,93%) e, na máxima, 56.336 pontos (+1,17%). No mês, o índice acumula perda de 1,68% e, no ano, de 19,85%. O giro financeiro totalizou R$ 5,077 bilhões.

Na contramão

A Bovespa acabou fechando descolada do mercado externo, onde as bolsas subiram. Na Europa, as ações foram estimuladas pela notícia de que o primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, fará uma teleconferência com a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, hoje. Além disso, Merkel avisou que está determinada a estabilizar a zona do euro, por meio de uma redução de longo prazo nas dívidas e uma melhora na competitividade. Também ajudou na recuperação das bolsas europeias o revezamento dos presidentes dos bancos franceses em dizer que as instituições não enfrentam problemas de liquidez.

Movimento

As ações do Société Générale saltaram 15%, após terem caído 11% na sessão anterior e as ações do BNP Paribas subiram 7,2%. O índice CAC 40, da Bolsa de Paris, terminou com elevação de 1,41%, na Espanha, o Ibex-35 fechou em alta de 2,53%, e a Bolsa de Lisboa avançou 0,63%. O índice da Bolsa de Milão, o FTSE MIB, avançou 2,19%, e o índice do Reino Unido FTSE 100 subiu 0,87%. Na Alemanha, o índice Xetra DAX subiu 1,85%.

Sustentação

Nos EUA, as bolsas também tiveram um pregão volátil, mas conseguiram se sustentar em alta no final. Dow Jones terminou com ganho de 0,40%, aos 11.105,85 pontos, o S&P subiu 0,91%, aos 1.172,87 pontos, e o Nasdaq teve valorização de 1,49%, aos 2.532,15 pontos.

Divergentes

Na Nymex, o contrato do petróleo para outubro subiu 2,29%, a US$ 90,21. No Brasil, Petrobras fechou em trajetória divergente: a ON subiu 0,18% e a PN caiu 0,10%. Vale ON subiu 0,75% e a PNA, +0,68%. Gerdau PN, +0,14%, Metalúrgica Gerdau, -0,23%, Usiminas ON, +4,63%, Usiminas PNA, estável, e CSN ON caiu 0,65%. O setor bancário caiu em bloco. Bradesco PN, -0,32%, Itaú Unibanco PN, -0,95%, BB ON, -0,42%, e Santander unit, -0,80%.

Câmbio

O dólar no balcão, que chegou a atingir a máxima de R$ 1,7170 por volta das 10 horas, inverteu o movimento e encerrou a terça-feira em queda de 0,12%, a R$ 1,7130. Na mínima a divisa atingiu R$ 1,7040 por volta das 14h40.

Declínio

Na BM&F, o dólar pronto fechou valendo R$ 1,7087 com declínio de 0,60%. Na mínima, a moeda atingiu R$ 1,7040 e na máxima, R$ 1,7173. O giro total à vista até 16h38 na clearing de câmbio era de US$ 2,098 bilhões, dos quais US$ 1,587 bilhão em D+2.

No futuro

No mercado futuro, no mesmo horário, o dólar outubro de 2011 subia 0,41%, a R$ 1,7210, com giro financeiro de US$ 15,834 bilhões, de um total de US$ 15,929 bilhões, com quatro vencimentos negociados. O BC fez um leilão de compra à vista de dólar à tarde, e fixou a taxa de corte em R$ 1,709.

Juros

Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa do DI janeiro de 2012 indicava a máxima de 11,36%, de 11,34% no ajuste de segunda-feira, com volume de 270.325 contratos. O janeiro de 2013 (331.110 contratos) projetava a máxima de 10,73%, ante 10,61% no ajuste. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (51.745 contratos) subia a 11,29%, de 11,15%, enquanto o janeiro de 2021 (9.345 contratos) também sinalizava 11,29%, de 11,15% no ajuste.

Em Tóquio

A Bolsa de Tóquio subiu ontem, pois os investidores recompraram ações de exportadoras específicas e de empresas ligadas ao setor de chips, como Advantest e Tokyo Electron, uma vez que o euro se estabilizou na ausência de manchetes que mostrassem deterioração da crise da dívida soberana grega. O índice Nikkei 225 avançou 80,88 pontos, ou 1%, para 8.616,55 pontos.
(Agência Estado)

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