Bovespa
A forte queda que pautou os negócios na Bovespa durante todo o dia, seguindo o mau humor externo com o possível default da Grécia, se dissipou no fim da sessão. A melhora das bolsas norte-americanas com a notícia de que a China estuda comprar títulos da Itália fez muitos investidores voltarem às compras no mercado doméstico.
Baixa
A Bolsa doméstica fechou com baixa de apenas 0,17%, aos 55.685,47 pontos. Na mínima, registrou 54.310 pontos (-2,63%) e, na máxima, os 55.792 pontos (+0,02%). No mês, acumula queda de 1,43%, e, no ano, de 19,65%. O giro financeiro totalizou R$ 5,307 bilhões.
Títulos
O Financial Times publicou no final da tarde que os chineses estudam comprar títulos da Itália, ajudando dessa forma o país europeu, que está entre as nações mais endividadas da zona do euro. Se não é a solução para a Itália, já é ao menos alguma coisa, visto que se trata da terceira maior economia da região e o risco de contagiar outros países do bloco é bem maior.
Avanço
As bolsas norte-americanas, que até então vinham caindo em reação aos temores do default grego e também de rebaixamento dos bancos franceses (por causa de sua exposição justamente à dívida grega), passaram a subir. O Dow Jones fechou em alta de 0,63%, aos 11.061,12 pontos, o S&P subiu 0,70%, aos 1.162,27 pontos, e o Nasdaq avançou 1,10%, aos 2.495,09 pontos.
Recuperação
No Brasil, a melhora passou pela recuperação das blue chips, que também conseguiram virar e fechar no azul. Petrobras ON avançou 1,04%, e a PN, +0,94%. Vale ON terminou com ganho de 0,58% e a PNA, de 0,86%. Na Nymex, o contrato do petróleo para outubro subiu 1,09%, a US$ 88,19 o barril.
Queda
Na Europa, as bolsas desabaram, com destaque para Paris, onde o índice CAC 40 tombou 4,03%, puxado pelos bancos, diante dos rumores de que a Moody's pode rebaixar suas notas. Société Generale recuou 10,8%, BNP Paribas, -12,4%, e Crédit Agricole, -10,6%.
Na Ásia
As Bolsas da Ásia cederam ontem, diante das preocupações crescentes sobre a deterioração da crise de débito europeia. Também pesou a baixa em Wall Street na sexta-feira. O sentimento dos investidores é de retração na economia global. Não houve negociações na China, Taiwan e Coreia do Sul por ser feriado.
Preocupação
A Bolsa de Tóquio caiu fortemente ontem, para seu nível de fechamento mais baixo desde abril de 2009, uma vez que os investidores rejeitaram ações de grandes exportadoras e instituições financeiras, em meio à intensificação das preocupações com um possível default da dívida soberana da Grécia. O índice Nikkei 225 cedeu 201,99 pontos, ou 2,3%, para 8.535,67 pontos.
Câmbio
O dólar no balcão iniciou a semana em alta expressiva, reagindo ao aumento de aversão ao risco após o vice-chanceler alemão, Philipp Roesler, ter levantado durante o final de semana a possibilidade de o país deixar a Grécia declarar default, se os instrumentos necessários ''estiverem disponíveis para tal movimento''.
Alta
A notícia amplificou o nervosismo ontem e levou o dólar no balcão a atingir a maior cotação desde 17 de dezembro de 2010. A moeda norte-americana encerrou em alta de 2,02%, cotada a R$ 1,7150. Na mínima, a divisa atingiu R$ 1,6790 e, na máxima, R$ 1,7270. Na BM&F, o dólar pronto fechou na máxima, valendo R$ 1,7190 - maior cotação desde 29 de novembro - com valorização de 2,32%. Na mínima, a moeda atingiu R$ 1,6810. O giro total à vista até 16h39 na clearing de câmbio era de R$ 2,246 bilhões, dos quais US$ 1,829 bilhão em D+2.
Para cima
No mercado futuro, no mesmo horário, o dólar outubro de 2011 subia 2,25% a R$ 1,724 com giro financeiro de US$ 18,349 bilhões, de um total de US$ 18,402 bilhões, com seis vencimentos negociados em alta. O BC fez um leilão de compra de dólar à tarde, e fixou a taxa de corte em R$ 1,7150.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2012 recuava para 11,34%, de 11,39% no ajuste de sexta-feira, com volume de 298.425 contratos. O DI janeiro 2013 (425.980 contratos) cedia a 10,61%, ante 10,71% no ajuste anterior. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (51.475 contratos) marcava 11,15%, de 10,99% na mínima intraday e nivelado ao ajuste de sexta. O DI janeiro de 2021 (8.920 contratos) estava em 11,15%, de 11% na mínima e de 11,13% no ajuste.
Agência Estado

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