Copom
A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) não trouxe argumentos suficientes para convencer os analistas sobre a necessidade de cortar a Selic em 0,5 ponto porcentual, para 12% ao ano, mas reforçou a percepção de boa parte do mercado de que haverá mais duas reduções de 0,5 pp nos encontros que ainda restam neste ano.
Ajustes
Essa expectativa ficou estampada no DI janeiro de 2012, que permaneceu praticamente inalterado em relação ao ajuste de terça-feira, quando já precificava a taxa básica em 11% no fim de 2011. Os demais contratos curtos passaram por ajustes de alta, uma vez que o BC usou a palavra ''moderado'' para quantificar a redução da Selic, enquanto os longos, que ficaram boa parte do dia perto da estabilidade, tiveram suporte no discurso do presidente do Fed, Ben Bernanke, para subir ao longo da tarde.
Negativos
Lá fora, os indicadores continuam negativos, mas o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, não anunciou nenhuma medida efetiva. Ontem, ele disse que o banco central norte-americano tem ferramentas para oferecer mais estímulo monetário à economia dos EUA e admitiu que ações serão discutidas, mas se recusou a dizer se efetivamente adotará uma das opções que tem na mesa na próxima reunião de política monetária, entre os dias 20 e 21 de setembro.
Bolsa
A Bovespa não repetiu ontem o comportamento dos quatro pregões anteriores de setembro, quando teve variação superior a 2%, tanto para o terreno positivo quanto para o negativo. Ontem, passou boa parte do pregão também neste patamar, mas o ritmo diminuiu depois do discurso de Bernanke. O mercado acionário doméstico, no entanto, fechou ainda com alta consistente, na contramão das bolsas norte-americanas.
Ganho
O Ibovespa terminou o pregão com ganho de 1,80%, aos 57.623,63 pontos. Na mínima, operou estável nos 56.609 pontos e, na máxima, atingiu os 58.242 pontos (+2,89%). No mês, acumula elevação de 2%, mas, em 2011, cai 16,85%. O giro financeiro totalizou R$ 6,33 bilhões.
Reação
Sem refletir o conteúdo da ata da última reunião do Copom, divulgado ontem cedo, a Bovespa subiu em reação ao desempenho das bolsas internacionais na véspera, quando o feriado do Dia da Independência fechou o mercado doméstico. A alta aqui foi menor do que a de lá, explicaram os especialistas, porque parte dela já havia sido antecipada anteontem, dia em que a Bovespa avançou 2,93%.
Na contramão
A Bolsa, assim, fechou na contramão de Wall Street, onde o Dow Jones perdeu 1,04%, aos 11.295,81 pontos, S&P caiu 1,06%, aos 1.185,90 pontos, e Nasdaq recuou 0,78%, aos 2.529,14 pontos.
Alta
As bolsas da Europa, por sua vez, terminaram com altas - mais tímidas que a da véspera -, apesar de o BCE ter reduzido sua previsão de crescimento e sinalizado o fim da trajetória de elevação de juros. O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, alertou para a intensificação dos riscos de piora da atividade e indicado que novas altas de juros estão fora de discussão.
Petrobras
Petrobras ON avançou 1,29% e PN, +0,93%. Na Nymex, o contrato do petróleo para outubro perdeu 0,32%, a US$ 89,05 o barril. Vale ON subiu 2,20% e PNA, +1,84%. Usiminas PNA ficou 1,96% mais cara e a ON avançou 7,99%, com a notícia de que a CSN fez nova ofensiva para adquirir mais participação da empresa.
Dólar
Após cinco sessões em alta, o dólar no mercado doméstico inverteu ontem o movimento e fechou em queda. O declínio foi atribuído, em parte, a uma realização de lucros, já que após cinco altas seguidas a moeda norte-americana acumulou valorização de 4,72%. Além disso, o mercado também atribuiu o recuo das cotações à melhora da Bovespa ontem e a um ajuste técnico, uma vez que ontem os mercados por aqui estavam fechados em razão do feriado da Independência, enquanto lá fora eles operaram normalmente.
Queda
O dólar à vista encerrou a R$ 1,6570 no balcão, em queda de 0,36%. Na mínima, a divisa atingiu R$ 1,6520 e na máxima, R$ 1,6590. Na BM&F, o dólar pronto fechou valendo R$ 1,6568, em queda 0,25%. O giro total à vista até 16h26 na clearing de câmbio era de R$ 2,457 bilhões, dos quais US$ 2,087 bilhões em D+2.
Para cima
No mercado futuro, no mesmo horário, o dólar outubro de 2011 subia 0,12% a R$ 1,668, com giro financeiro de US$ 13,914 bilhões, de um total de US$ 14,003 bilhões, com três vencimentos negociados. O BC fez um leilão de compra de dólar à tarde, e fixou a taxa de corte em R$ 1,6573.
Agência Estado

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