MERCADO FINANCEIRO
De virada
A Bovespa abriu em baixa, mas não manteve essa trajetória até o final. Muito pelo contrário. Ainda na primeira hora de pregão, engatou primeira marcha, virou para o azul e encerrou o dia com ganhos de quase 3%, de volta aos 56 mil pontos e na contramão do exterior. Pouquíssimas ações caíram: duas precisamente, num movimento com várias justificativas.
Valorização
O Ibovespa terminou a sessão com valorização de 2,93%, aos 56.607,30 pontos. Na mínima, registrou os 54.121 pontos (-1,59%) e, na máxima, os 56.676 pontos (+3,05%). No mês, voltou a registrar ganho, de 0,20%, enquanto, em 2011, acumula retração de 18,32%. O giro financeiro totalizou R$ 6,271 bilhões.
Bom humor
Pela manhã, o giro projetado era bem maior, dada a presença de grandes players na ponta compradora, mas o ritmo diminuiu à tarde. Já o bom humor, não, tanto que a última máxima foi batida nos minutos finais da sessão. Os profissionais tiveram dificuldades em explicar o movimento, abrindo espaço para diversas análises.
Expectativas
A expectativa de que o presidente dos EUA, Barack Obama, anuncie medidas positivas ao mercado de trabalho amanhã é uma dessas explicações, e pode ter sido a justificativa para a zeragem de posições vendidas, já que hoje o mercado doméstico não funciona em razão do feriado do Dia da Independência. Também surgiram boatos de que o Brasil teria seu rating elevado, bem como a avaliação de que haveria algum investidor com informação privilegiada de desconhecimento do mercado.
Movimento
As maiores altas do Ibovespa ontem foram Gafisa ON (+7%), Embraer ON (+6,67%) e Bisa ON (+6,40%). As duas únicas quedas foram de Cielo ON (-0,66%) e BM&FBovespa ON (-0,64%). Petrobras ON terminou com ganho de 2,55%, PN, de 2,20%, Vale ON subiu 2,81%, e PNA, 2,47%. Na Nymex, o contrato do petróleo para outubro recuou 0,50%, a US$ 86,02 o barril.
Perdas
Em Wall Street, o Dow Jones terminou com perda de 0,90%, aos 11.139,30 pontos, o S&P recuou 0,74%, aos 1.165,24 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,26%, aos 2.473,83 pontos. O resultado melhor do que o previsto do ISM serviços não serviu de alento às bolsas, já que o temor de recessão segue rondando o horizonte.
Recuos
Na Europa, os mercados acionários recuaram na sua maioria, pressionados por preocupações com a situação fiscal da Itália e por receios com a possibilidade de um agravamento na crise das dívidas soberanas europeias. A bolsa da Suíça foi uma das exceções, subindo 4,4%, para 5.367,24 pontos, depois de o banco central do país anunciar a criação de um piso para o franco suíço em relação ao euro.
Consecutivo
O dólar contabilizou ontem a 5 alta consecutiva em relação ao real e subiu para o patamar de R$ 1,66 no mercado à vista. A moeda norte-americana fechou com ganho de 0,79%, cotada em R$ 1,6630 no balcão, que é o maior valor desde 21 de março deste ano, quando encerrou em R$ 1,666. Nesses cinco dias no positivo, a divisa norte-americana acumula valorização de 4,72%. Em setembro, o ganho apurado está em 4,33%, resultado que quase apagou a perda apurada este ano, de apenas 0,06%. Na BM&F, o dólar pronto terminou com ganho de 0,91%, em R$ 1,6610. O giro financeiro total à vista até 16h37 na clearing de câmbio somava US$ 1,956 bilhão (US$ 1,503 bilhão em D+2).
No futuro
No mercado futuro, no mesmo horário, o dólar outubro de 2011 subia 1,15% , para R$ 1,6735, com giro de US$ 16,896 bilhões. O Banco Central fez um leilão de compra à tarde, e fixou a taxa de corte em R$ 1,6605.
Euro
Em Nova York, às 16h51, o euro caía a US$ 1,40, de US$ 1,4205 no fim da sexta-feira em Nova York. A moeda operava a 1,2062 franco suíço, de 1,1210 franco na sexta-feira. O dólar avançava a US$ 77,66 ienes, de 76,82 ienes na sexta-feira, e a 0,8619 franco suíço, de 0,7885 franco suíço.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2012 marcava 11,40%, de 11,37% no ajuste, com giro de 434.990 contratos. O DI janeiro de 2013 (389.445 contratos) indicava 10,59%, nivelado ao ajuste. Entre os vencimentos longos, o DI janeiro de 2017, com giro de 60.015 contratos, projetava 11,15%, de 11,28% no ajuste. O DI janeiro de 2021 (com apenas 795 contratos) recuava a 11,15%, de 11,29%.
(Agência Estado)





