MERCADO FINANCEIRO
Júbilo
Se no mercado de juros a decisão do Copom de cortar a Selic foi de consternação, na Bovespa o sentimento foi de júbilo. A antecipação do movimento de redução da taxa básica de juros fez os investidores correrem para a renda variável, e o Ibovespa recuperou os 58 mil pontos ainda pela manhã.
Ganhos
O Ibovespa terminou o dia com ganho de 2,87%, aos 58.118,20 pontos, maior nível desde o primeiro dia do mês passado, quando fechou em 58.535,74 pontos. Na mínima do dia, registrou 56.498 pontos (+0,01%) e, na máxima, os 58.589 pontos (+3,71%). O giro financeiro engordou com a volta do investidor e totalizou R$ 9,575 bilhões.
Surpresa
O Banco Central pegou o mercado de surpresa ontem ao anunciar uma redução de 0,50 ponto porcentual na Selic, para 12%, enquanto a aposta majoritária era de manutenção. Para a Bovespa, no entanto, a reação foi de posicionamento no risco, e as ações voltadas ao mercado doméstico, como construção civil, varejo e bancos, foram as com melhor desempenho.
Destaques
As maiores altas foram B2W ON (+8,41%), BM&FBovespa ON (+8,25%), Gafisa ON (+7,53%). Registraram as maiores quedas Souza Cruz ON (-1,66%), Telesp PN (-1,51%) e Sabesp ON (-1,30%). Ainda no varejo, Lojas Americanas PN, +4,99%, Rojas Renner ON, +4,85%. Na construção civil, Rossi ON, +7,46%, PDG ON, +7,28%, MRV ON, +5,90%, Bisa ON, +5,71%. No setor bancário, Bradesco PN avançou 7,39%, Itaú Unibanco PN, +6,83%, BB ON, +6,10%, Santander unit, +4,51%. Petrobras ON subiu 0,96%, PN, +1,15%, Vale ON, +0,60%, e Vale PNA, +0,84%. Na Nymex, o contrato do petróleo para outubro avançou 0,14%, a US$ 88,93 o barril.
Contraste
O comportamento da Bovespa contrastou ontem com Wall Street, onde, depois de algum sobe e desce, os índices firmaram-se no negativo. A expectativa com o payroll, que sai hoje (previsão de +80 mil vagas) e a revisão, para baixo, da previsão do governo para a economia deixaram os investidores na defensiva. O Dow Jones terminou o dia em baixa de 1,03%, aos 11.493,57 pontos, o S&P recuou 1,19%, aos 1.204,42 pontos, e o Nasdaq perdeu 1,30%, aos 2.546,04 pontos.
Câmbio
O dólar à vista encerrou com alta de 1,00%, a R$ 1,610 no balcão. O dólar pronto na BM&F também subiu para R$ 1,6055 (+0,91%). Até 16h23, o giro financeiro total registrado na clearing de câmbio somava US$ 2,902 bilhões (US$ 2,167 bilhões em D+2).
No futuro
No mercado futuro, às 16h29, o dólar outubro de 2011 estava na máxima de R$ 1,6220, alta de 1,50%, com um volume de operações de US$ 16,95 bilhões - apenas 16% inferior ao da véspera quando o movimento costuma ser ''inchado'' pela rolagem de contratos futuros. No total, seis vencimentos de dólar foram negociados, com um giro de US$ 17,07 bilhões. A despeito da alta do dólar, o Banco Central fez à tarde um leilão de compra no mercado à vista, no qual definiu taxa de corte em R$ 1,6060.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa do contrato futuro de outubro de 2011 cedia para 11,897%, de 12,29% no ajuste, com um giro de 2.364.980 contratos. O DI janeiro de 2012 desabava para 11,38%, de 11,94% no ajuste de quarta-feira, com volume de 1.344.750 contratos. O DI janeiro 2013 (498.300 contratos) indicava 10,51%, de 11,08% no ajuste.
Robusto
Nos longos, o volume de negócios não foi tão robusto quanto nos curtos, mas a volatilidade foi grande, com a devolução de prêmios sendo confirmada à tarde. O DI janeiro de 2017 (94.430 contratos) foi da máxima de 11,54% à mínima de 11,07% ao longo do pregão, fechando em 11,09%, de 11,41% no ajuste. O janeiro de 2021 (2.775 contratos) oscilou entre a mínima de 11,10% e a máxima de 11,55%, terminando em 11,12%, de 11,36% no ajuste de ontem.
(Agência Estado)





