MERCADO FINANCEIRO
Inflação
O projeto de lei orçamentária de 2012, encaminhado ontem ao Congresso Nacional, projeta uma taxa de inflação acumulada no próximo ano de 4,8%, superior ao centro da meta de inflação de 4,5%, segundo informou o Ministério do Planejamento. Isso significa que o projeto de lei não referenda a convergência do IPCA à meta em 2012, como assegura o Banco Central.
PIB
A projeção de crescimento do PIB para 2012 é de 5%, mesmo porcentual previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) aprovada pelo Congresso Nacional. A manutenção do crescimento do PIB sinaliza que o governo não trabalha com uma desaceleração maior do ritmo da atividade econômica.
Fluxo cambial
O fluxo cambial registrou ingresso líquido de US$ 5,404 bilhões em agosto até o dia 26, conforme dados atualizados pelo Banco Central (BC). Na quarta semana do mês, entre os dias 22 e 26 de agosto, o fluxo cambial seguiu trajetória contrária e registrou saída líquida de US$ 2,357 bilhões.
Negativo
Segundo o BC, o fluxo financeiro do mês está negativo em US$ 1,043 bilhão, resultado de ingressos de US$ 25,239 bilhões e saídas de US$ 26,282 bilhões. Na quarta semana do mês, a saída é ainda mais forte, com fluxo financeiro negativo de US$ 2,143 bilhões, fruto de ingressos de US$ 5,379 bilhões e saídas de US$ 7,522 bilhões.
Máquinas
O faturamento bruto da indústria de máquinas em julho foi de R$ 6,961 bilhões, com alta de 1,1% sobre junho e de 10,9% em relação a julho de 2010. Os dados foram divulgados ontem pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). No acumulado de janeiro a julho, o faturamento somou R$ 45,820 bilhões, o que representa aumento de 10,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
Cartões
O varejo e os supermercados pediram ontem mudanças nas atuais taxas cobradas nos cartões de débito. Os dois segmentos querem que seja cobrada uma tarifa por transação paga no plástico de débito, e não um porcentual sobre o valor da operação, como é feito hoje.
Dólar
O dólar comercial fechou em alta ontem. A moeda norte-americana teve valorização de 0,23%, cotada a R$ 1,593. Com isso, o dólar quebra uma sequência de quatro quedas seguidas. Encerrando o mês de forte volatilidade com alta acumulada de 2,68%, a moeda ainda não conseguiu passar a barreira de R$ 1,60. A valorização mensal é a maior desde maio de 2010, quando subiu 4,78%. No ano, porém, a desvalorização chega a 4,41%.
Tendência de queda
Em setembro, a expectativa por novos estímulos para a economia dos Estados Unidos ameaça intensificar a tendência de queda do dólar em todo o mundo, o que poderia esquentar novamente a disputa do governo contra a valorização do real.
Sem controle
As dinâmicas da dívida da Grécia estão ''fora de controle'' e o país provavelmente não atingirá as metas para redução do déficit neste ano, informou hoje o Escritório Parlamentar de Orçamento. O comitê independente disse que as novas medidas para reduzir o déficit, aprovadas pelo Parlamento em junho, não serão suficientes, pois o déficit já superou as metas para os sete primeiros meses do ano.
Europa
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em alta em meio a expectativas de que o Federal Reserve vai adotar novas medidas para estimular a economia dos EUA e, dessa forma, evitar uma potencial recessão. O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 6,79 pontos, ou 2,94%, para 237,43 pontos, mas acumulou queda de 10,49% em agosto.
Ásia
As bolsas asiáticas encerraram o mês em alta. Ontem, os bons fundamentos da economia norte-americana e a alta em Wall Street injetaram ânimo nos mercados da região. Não houve negociações na Indonésia e na Malásia por ser feriado. Apesar de fechar o mês com três pregões consecutivos de alta, a Bolsa de Hong Kong apresentou seu pior desempenho em agosto em dez anos. A crise financeira global e o rebaixamento da nota de crédito dos Estados Unidos foram causas do fraco resultado.
Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou com um ganho nominal ontem, em meio a um pregão sem direção definida na maior parte do tempo, no qual a realização de lucros em ações ligadas ao setor de fabricação de chips neutralizou a continuada caça às pechinchas entre as montadoras, bem como na peso pesado Fast Retailing. O índice Nikkei 225 avançou apenas 1,30 ponto, ou 0,01%, para 8.955,20 pontos.
(Das Agências)





