MERCADO FINANCEIRO
Firme
O clima positivo no exterior, com alguns indicadores favoráveis nos EUA, e o anúncio feito pelo ministro Guido Mantega de um esforço fiscal extra de R$ 10 bilhões na meta de superavit do Governo Central levaram a Bovespa a exibir alta firme ontem. O índice retomou os 54 mil pontos e chegou a flertar com os 55 mil durante a sessão.
Ganhos
O Ibovespa terminou o pregão com ganho de 2,83%, aos 54.860,73 pontos. Na mínima, registrou 53.356 pontos (+0,01%) e, na máxima, os 55.027 pontos (+3,14%). A alta de ontem reduziu as perdas acumuladas no mês - que já chegaram a 17,26% no dia 8 - a 6,74%. No ano, o Ibovespa cai 20,84%. O giro financeiro totalizou R$ 5,420 bilhões.
Bom humor
Nos EUA, os investidores já estavam de bom humor com o discurso de Ben Bernanke na sexta-feira, em Jackson Hole. Embora ele não tenha anunciado nenhuma medida de estímulo econômico, ele não fechou a porta e sinalizou que isso pode acontecer no encontro do Fomc em setembro.
Consumo
Além disso, alguns dados ajudaram: os gastos dos consumidores subiram 0,8% em julho, no maior avanço em cinco meses e acima da previsão de +0,5%, enquanto a renda pessoal subiu 0,3%, praticamente em linha com a previsão de 0,4%. Do lado da inflação, o núcleo do índice PCE avançou 0,2%, conforme estimativas e bem abaixo da alta de 1,4% de junho. Do lado da atividade, o índice do meio-oeste teve alta de 0,5% ante junho.
Em alta
O Dow Jones terminou o pregão em alta de 2,26%, aos 11.539,25 pontos, o S&P avançou 2,83%, aos 1.210,08 pontos, e o Nasdaq terminou com variação positiva de 3,32%, aos 2.562,11 pontos. As bolsas europeias também terminaram com ganhos superiores a 2%.
Apostas
No Brasil, o anúncio de que a meta de superavit primário do Governo Central em 2011 terá um esforço adicional de R$ 10 bilhões, para R$ 91 bilhões, fez com que crescessem as apostas de corte da Selic já no encontro do Copom desta semana. Esse movimento incentivou os papéis voltados ao mercado doméstico, como consumo e construção civil.
Movimento
PDG ON liderou as altas do Ibovespa, com +7,92%, seguida por B2W ON, +7,90%, Cyrela ON, +7,23%, Bisa ON, +7,21%, MRV ON, +6,99%, e Lojas Americanas PN, + 6,31%. As altas, no entanto, foram generalizadas - só dois papéis do índice recuaram: Natura ON (-3,87%) e Usiminas PNA (-1,88%). Petrobras ON, +3,62%, PN, +2,96%, Vale ON, +2,55%, PNA, +1,92%. Na Nymex, o contrato do petróleo para outubro subiu 2,22%, a US$ 87,27 o barril.
Câmbio
Diante do recuo do dólar o Banco Central realizou à tarde o habitual leilão diário de compra de moeda à vista, no qual fixou a taxa de corte em R$ 1,5924. No encerramento dos negócios à vista, o dólar estava nas mínimas do dia, cotado a R$ 1,5920, em baixa de 0,81% no balcão, e valia R$ 1,5918, com perda de 0,68% na BM&F. O giro financeiro total registrado até 16h22 na clearing de câmbio somava US$ 2,377 bilhões, sendo US$ 1,857 bilhão em D+2.
No futuro
No mercado futuro, no mesmo horário acima, o dólar setembro de 2011 recuava 0,69%, para R$ 1,5930, com um volume financeiro de US$ 9,597 bilhões - 41% inferior ao registrado na sexta-feira. No total, quatro vencimentos de dólar foram transacionados, com um giro de US$ 9,939 bilhões.
Moedas
Em Nova York, às 16h36, o euro subia a US$ 1,4513, de US$ 1,4498 no fim da tarde de sexta-feira, e avançava a 1,1845 franco suíço, de 1,1682 franco suíço anteriormente. O dólar avançava a 76,83 ienes, de 76,74 ienes na sexta-feira, e subia a 0,8164 franco suíço, de 0,8057 franco suíço.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI outubro de 2011 (424.135 contratos), o mais sensível à decisão do Copom de quarta-feira, projetava taxa de 12,255%, após ter derretido para 12,23% mais cedo, de 12,28% no ajuste. O DI janeiro de 2012 (667.025 contratos) projetava 11,92%, da mínima de 11,91% e de um ajuste a 11,98% na sexta-feira. O DI janeiro de 2013 (403.075 contratos) marcava 11,11%, após ter ido a 11% mais cedo, de 11,19% no ajuste. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (77.200 contratos) sinalizava 11,17%, de uma mínima a 11,03% e ante 11,45% no ajuste. O DI janeiro de 2021, com giro de 23.725 contratos, cedeu a 11% mais cedo, mas terminou em 11,12%, de 11,43% no ajuste.
(Agência Estado)





