MERCADO FINANCEIRO
Para cima
O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, não anunciou as medidas de estímulo econômico que o mercado passou a semana esperando. Mas a sinalização de que isso pode acontecer em setembro, em reunião da autoridade monetária, animou os investidores e as bolsas subiram.
Ganho
O Ibovespa terminou a sexta-feira em alta de 0,75%, aos 53.350,79 pontos. Na mínima do dia, registrou 51.971 pontos (-1,85%) e, na máxima, os 53.598 pontos (+1,22%). Na semana, o índice acumulou ganho de 1,72%, mas, em agosto, tem perdas de 9,30%. Em 2011 até hoje, a queda acumulada atinge 23,02%. O giro financeiro totalizou R$ 5,033 bilhões.
Suporte
Sem maiores detalhes, Bernanke disse, em seu pronunciamento em Jackson Hole, que o Fed está pronto para dar mais suporte para a economia persistentemente fraca. No entanto, os agentes do mercado se apegaram ao trecho em que ele informou que a reunião do Fomc de setembro acontecerá em dois dias para permitir uma discussão mais completa.
Perspectivas
O Comitê (de política monetária) vai continuar avaliando as perspectivas econômicas à luz das próximas informações e está preparado para empregar seus instrumentos conforme o apropriado para promover uma recuperação econômica mais forte em um contexto de estabilidade de preços, afirmou.
De lado
As bolsas, assim, deixaram o dado do PIB de lado (+1% na primeira revisão do segundo trimestre, em linha com as previsões, mas abaixo da leitura anterior de 1,3%) e subiram.
Em alta
O Dow Jones encerrou em alta de 1,21%, aos 11.284,54 pontos, o S&P avançou 1,51%, aos 1.176,80 pontos, e o Nasdaq subiu 2,49%, aos 2.479,85 pontos. As bolsas na Europa encerraram antes dessa melhora em Wall Street e caíram, ainda decepcionadas com Bernanke.
Bovespa
No Brasil, a Bovespa acompanhou a alta externa, mas em vários momentos teve ganhos bem mais tímidos. O volume financeiro também segue fraco.
Petrobras
Petrobras ON subiu 0,05%, PN, +0,20%. Na Nymex, o contrato do petróleo para outubro encerrou com valorização de 0,08%, a US$ 85,37 o barril. Vale ON avançou 1,69% e PNA, +1,88%.
Câmbio
O dólar no balcão encerrou cotado a R$ 1,6050, com baixa de 0,31%, após variar entre R$ 1,6160 (+0,37%) na máxima e R$ 1,6010 (-0,56%) na mínima. Na BM&F, o dólar pronto terminou na mínima, de R$ 1,6027, com queda de 0,58%; sendo que a máxima foi de R$ 1,6141 (+0,13%). O giro total à vista registrado até 16h26 na clearing de câmbio da BM&FBovespa somava US$ 2,052 bilhões, dos quais US$ 1,631 bilhão em D+2.
Dólar
No mercado futuro, o dólar setembro de 2011 às 16h27 recuava 0,40%, para R$ 1,6055, após oscilar da máxima de R$ 1,6170 (+0,31%) à mínima de R$ 1,6015 (-0,65%). Este vencimento girou cerca de US$ 15,092 bilhões, de um total movimentado com seis vencimentos de dólar, de US$ 15,489 bilhões - 28% inferior ao de ontem.
Leilão
O Banco Central fez o leilão diário de compra de dólar na primeira parte dos negócios e definiu a taxa de corte em R$ 1,6099.
Nova York
Em Nova York, às 16h43, o euro avançava a US$ 1,4485, de US$ 1,4415 no fim da tarde de quinta-feira. O dólar recuava a 76,69 ienes, de 77,46 ienes quinta-feira.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa do contrato outubro de 2011, o mais sensível à decisão do próximo encontro do Copom dos dias 30 e 31 de agosto, cedia para 12,285%, de 12,34% no ajuste de quinta-feira e da mínima de 12,18%, com giro de 571.500 contratos. O janeiro de 2012 regredia a 11,98%, de 12,09% no ajuste, com volume de 477.605 contratos. O janeiro de 2013 (412.940 contratos) recuava para 11,19%, de 11,39%, enquanto a taxa do janeiro de 2014 fechou para 11,28%, de 11,48% no ajuste. Nos longos, o DI janeiro de 2017 (43.365 contratos) marcava 11,45%, de 11,67%, e o DI janeiro de 2021, com giro de 7.820 contratos, recuava à mínima de 11,43%, para 11,65% no ajuste.
Para baixo
As principais Bolsas da Ásia fecharam no campo negativo ontem. A queda em Wall Street influenciou o sentimento dos investidores, que ficaram ainda na expectativa pelo discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, marcado para as 11h.
(Agência Estado)





