MERCADO FINANCEIRO
Sem entusiasmo
A Bovespa não se mostrou entusiasmada para acompanhar os mercados externos quando estes subiram ao longo da semana, mas se animou na queda. Assim, terminou a quinta-feira em baixa, colada em Wall Street, impulsionada novamente pela venda dos investidores estrangeiros e com contribuição das ações das siderúrgicas e das blue chips.
Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia em baixa de 1,57%, aos 52.953,30 pontos. Na mínima, registrou 52.677 pontos (-2,08%) e, na máxima, os 54.155 pontos (+0,67%). No mês, acumula perda de 9,98% e, no ano, de 23,59%. O giro financeiro totalizou R$ 5,156 bilhões.
Vigor
As bolsas nos EUA subiram os últimos três dias com vigor, à espera do discurso de Ben Bernanke, hoje, em Jackson Hole. Mas, com a proximidade do evento, o otimismo sobre o anúncio de alguma solução mágica para a economia norte-americana foi sendo substituído por cautela. Os investidores então foram às vendas, aproveitando o dado fraco de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA.
Em baixa
O Dow Jones terminou o pregão em baixa de 1,51%, aos 11.149,82 pontos, o S&P caiu 1,56%, aos 1.159,27 pontos, e o Nasdaq recuou 1,95%, aos 2.419,63 pontos. As ações da Apple caíram 0,65%, depois que Steve Jobs renunciou ao cargo de executivo-chefe da companhia. BofA disparou 9,44%, após o fundo Berkshire, de Warren Buffet, afirmar que vai investir US$ 5 bilhões no banco.
Desânimo
No Brasil, nem mesmo o anúncio da Standard & Poor's de que revisou a perspectiva para o rating do País em moeda local para positiva, de estável, fez os investidores se animarem. Ao contrário, os estrangeiros seguiram na venda e poucas ações terminaram em alta.
Petrobras
Petrobras ON caiu 1,80%, PN, -1,83%. Na Nymex, o contrato do petróleo para outubro avançou 0,16%, a US$ 85,30. Vale ON recuou 1,10% e PNA, -1,01%. No setor siderúrgico, Gerdau PN despencou 3,07%, Metalúrgica Gerdau PN, -2,66%, Usiminas PNA, -4%, e CSN ON, -2,68%.
Recompra
Santander unit subiu 2,59%, após o banco ter anunciado um novo programa de recompra, de até 57.006.302 de units, corresponde a aproximadamente 1,5% da totalidade do capital social.
Câmbio
No piso da sessão, por volta das 15 horas, a moeda recuou até R$ 1,604 (-0,37%) no balcão e a R$ 1,6045 (-0,77%) no contrato de setembro de 2011 na BM&FBovespa.
Dólar
No fechamento, o dólar à vista estava estável, cotado a R$ 1,610 no balcão. A máxima, por volta do meio-dia, foi de R$ 1,617 (+0,43%). Na BM&F, o dólar pronto terminou com alta de 0,12%, a R$ 1,6120.
Leilão
O Banco Central voltou a fazer apenas um leilão de compra à vista e essa atuação ocorreu logo após o dólar renovar as mínimas intraday. Na operação, a taxa de corte ficou em R$ 1,6085.
Euro
Em Nova York, às 16h45, o euro caía a US$ 1,4379, de US$ 1,4415 no fim da tarde de quarta-feira. O dólar subia a 77,55 ienes, de US 76,97 ienes ontem, e valia 0,7930 franco suíço, de 0,7960 franco na véspera.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2012 (186.615 contratos) marcava 12,09%, nivelado ao ajuste e de 12,15% na máxima intraday. O DI janeiro de 2013 (260.595 contratos) marcava 11,39%, ante 11,37% no ajuste e de uma máxima de 11,44%. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (33.360 contratos) projetava 11,67%, de 11,69% no dia anterior. O DI janeiro de 2021 (7.270 contratos) indicava 11,65%, de 11,66% no ajuste.
Na Ásia
A maioria das Bolsas da Ásia fechou no campo positivo ontem. A alta em Wall Street e bons números da economia norte-americana estimularam os investidores, embora alguns mercados da região tenham reagido negativamente a fatores locais.
Para cima
Na Bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 285,69 pontos, ou 1,47%, e encerrou aos 19.752,48 pontos. Destaque para as ações da China Unicom, que saltaram 12,3% e recuperaram todas as perdas acumuladas em agosto, após anunciar uma baixa abaixo das expectativas no lucro líquido do primeiro semestre. BOC Hong Kong avançou 5,8%.





