MERCADO FINANCEIRO
Dólar
O dólar comercial voltou a subir ontem, após uma queda na terça-feira. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 1,611 para venda, com valorização de 0,70%. No mês de agosto, a moeda acumula alta de 3,88%. No ano, o dólar acumula desvalorização de 3,29%.
Crédito
O estoque de crédito na economia brasileira cresceu 1,1% em julho ante junho, atingindo R$ 1,854 trilhão, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC). No acumulado do ano, o crédito tem expansão de 8,7% e, nos últimos doze meses encerrados em julho, de 19,8%. Com o crescimento de julho, o estoque de crédito atingiu 47,3% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 47,1% do PIB em junho.
Em dia
A pontualidade de pagamento das micro e pequenas empresas (MPEs) do País caiu para 94,9% em julho, de acordo com pesquisa divulgada ontem pela Serasa Experian. Isso significa que, a cada 1 mil pagamentos realizados, 949 foram quitados à vista ou com atraso máximo de sete dias. O resultado de julho representa queda ante junho, quando a pontualidade do setor foi de 95,1%, e na comparação com julho de 2010, quando foi de 95,3%.
Déficit
O Escritório do Orçamento do Congresso (CBO, na sigla em inglês) dos EUA projeta déficit de US$ 1,284 trilhão para o ano fiscal de 2011, que termina em 30 de setembro. Isso marcará o terceiro ano seguido em que o déficit vai superar US$ 1 trilhão, mas o dado representa uma leve melhora em relação à estimativa de déficit de quase US$ 1,4 trilhão divulgada em abril e reflete uma receita acima do esperado com o imposto de renda de pessoa física.
Grécia
O gabinete de governo da Grécia aprovou uma lei para criação de um chamado ''banco ruim'', que pode assumir ativos problemáticos de empresas financeiras locais. Em um comunicado, o Ministério de Finanças do país afirmou que a lei vai permitir que ele divida um banco e crie uma ''instituição financeira de transição'' que ficaria sob controle do Estado.
Europa
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em alta, impulsionados por dados que mostraram um aumento nas encomendas de bens duráveis dos EUA e por expectativas de que o presidente do Federal Reserve sinalizará na sexta-feira a adoção de medidas de estímulo à economia norte-americana. Esses fatores ofuscaram a pressão negativa do rebaixamento do rating soberano do Japão e de indicadores fracos sobre a economia da Europa, entre eles o declínio de 0,7% nas encomendas à indústria da zona do euro em junho na comparação com maio, a queda mais acentuada desde setembro de 2010.
Ásia
Após a alta acentuada registrada na véspera, as Bolsas da Ásia fecharam no campo negativo ontem. Apesar da forte elevação em Wall Street, os investidores decidiram realizar lucros na maioria dos mercados da região. Este foi o exemplo na Bolsa de Hong Kong, onde o índice Hang Seng caiu 408,74 pontos, ou 2,06%, e encerrou aos 19.466,79 pontos, após ganhar 2,5% nos dois últimos pregões.
China
Na China, a cautela também reinou nas Bolsas por conta da estreita liquidez. Muitos investidores andaram de lado. O índice Xangai Composto baixou 0,5% e terminou aos 2.541,09 pontos. Já o índice Shenzhen Composto ganhou 0,1% e encerrou aos 1.144,74 pontos.
Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em queda ontem diante do rebaixamento, pela agência de classificação de risco Moody's, do rating da dívida soberana do Japão - decisão que pesou sobre as ações dos principais bancos. Ao mesmo tempo, as ações das grandes exportadoras foram prejudicadas pela falta de repercussão no mercado das medidas anunciadas pelo Ministério das Finanças para conter a alta do iene. O índice Nikkei 225 baixou 93,40 pontos, ou 1,1%, para 8.639,61 pontos.
Fusão
O BTG Pactual está em negociações com o grupo financeiro Celfin Capital para a fusão das duas companhias. Segundo comunicado, a fusão criaria o maior banco de investimentos da América Latina. A transação ainda está em negociações e sujeita ao término da análise de documentos, segundo a nota, que também ressalta que precisa ser aprovada por autoridades regulatórias.
(Das Agências)





