MERCADO FINANCEIRO
Estímulo
Impulsionados por um possível anúncio de medidas de estímulo pelo presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, na sexta-feira, os investidores foram às compras, gerando uma onda de ganhos nas bolsas globais. A Bovespa acompanhou, mas seguiu bem de perto o desempenho de Wall Street apenas na reta final da sessão.
Para cima
O Ibovespa terminou o dia em alta de 2,57%, aos 53.786,63 pontos, na máxima do dia. Na mínima, registrou 51.853 pontos (-1,12%). No mês, acumula perda de 8,56% e, no ano, de 22,39%. O volume financeiro segue fraco e totalizou R$ 5,759 bilhões.
EUA
Os dados ruins conhecidos nos EUA ontem só serviram para reforçar as apostas de que Bernanke vai anunciar um afrouxamento quantitativo - ou qualquer outra medida de estímulo - no seu discurso em Jackson Hole, na sexta-feira. As vendas de imóveis nos EUA novos caíram 0,7%, em comparação com junho, para a taxa anual sazonalmente ajustada de 298 mil - a mais baixa desde fevereiro. Os economistas previam que as vendas diminuiriam 0,6% em julho, para 310 mil.
China
O HSBC divulgou que seu índice preliminar sobre a atividade industrial da China subiu para 49,8 em agosto, de 49,3 em julho. Apesar do avanço, o fato de o índice estar abaixo de 50 ainda indica contração. Na Europa, o índice de expectativas econômicas da Alemanha caiu mais do que o esperado em agosto, de acordo com dados do Centro para Pesquisa Econômica Europeia (ZEW), para -37,6, de -15,1 em julho. Especialistas previam uma queda menor, para -26,0.
Na Europa
As principais bolsas europeias também fecharam com alta, porém mais moderada, ao redor de 1%. Em Wall Street, o Dow Jones subiu 2,97%, aos 11.176,76 pontos, o S&P avançou 3,43%, aos 1.162,35 pontos e o Nasdaq terminou com valorização de 4,29%, aos 2.446,06 pontos. Os papéis dos bancos, que seguraram o desempenho do Ibovespa mais cedo, acabaram melhorando e apenas Santander unit caiu (2,52%).
Na Ásia
Após a baixa registrada na véspera, as Bolsas da Ásia se recuperaram e fecharam em alta acentuada ontem. Os investidores seguiram os números positivos de Wall Street, mas principalmente os dados preliminares de agosto sobre a produção manufatureira da China, que estimularam os ganhos nos mercados da região.
Em alta
Petrobras ON subiu 2,89% e PN, 2,60%. Na Nymex, o contrato do petróleo para outubro fechou em alta de 1,21%, a US$ 85,44 o barril. Vale ON encerrou com valorização de 3,32% e a PNA, de 2,91%.
Câmbio
No fechamento, o dólar à vista caiu 0,19%, para R$ 1,60 no balcão, após oscilar da mínima mais cedo de R$ 1,5960 (-0,44%) à máxima de R$ 1,6080 (+0,31%). Na BM&F, o dólar pronto terminou o dia de ontem com recuo de 0,37%, a R$ 1,6015. Até 16h23, o giro total registrado na clearing de câmbio da BM&FBovespa somava US$ 2,337 bilhões, dos quais US$ 1,885 bilhão em D+2.
Para baixo
No mercado futuro, nesse mesmo horário, o contrato de dólar setembro de 2011 caía 0,56%, para R$ 1,6035, com um volume financeiro de US$ 12,59 bilhões. Este vencimento oscilou entre R$ 1,5995 (-0,81%) e R$ 1,6115 (-0,06%). No total, US$ 12,99 bilhões foram registrados com os cinco vencimentos de dólar negociados, informou a assessoria da bolsa.
Leilão
Mesmo com um fluxo cambial aparentemente negativo, o Banco Central voltou a fazer, na tarde de ontem, um leilão de compra de moeda à vista, no qual a taxa de corte ficou em R$ 1,6015.
Nova York
Em Nova York, às 16h28, o euro subia a US$ 1,4440, de US$ 1,4358 no fim da tarde de segunda-feira e de uma máxima intraday em US$ 1,4501; e avançava a 1,1420 franco suíço, de 1,1340 franco suíço na véspera. O dólar recuava a 76,68 ienes, de 76,79 ienes segunda-feira, e valia 0,7910 franco suíço, de 0,7901 franco suíço anteriormente.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2012 marcava 12,13%, de 12,11%, no ajuste e com 475.910 contratos negociados. O DI janeiro de 2013 (370.835 contratos) projetava 11,43%, ante 11,46% no ajuste. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 indicava 11,64%, de 11,57%, com giro de 44.325 contratos. O DI janeiro de 2021 (2.535 contratos) apontava 11,61%, de 11,55% no ajuste.
(Das Agências)





