MERCADO FINANCEIRO
Para baixo
A agenda estava esvaziada, mas o noticiário continuou ruim e imputou mais um dia de perdas às Bolsas de Valores. Ontem não foi diferente, mas, embora a Bovespa tenha acompanhado as perdas externas, mostrou alguma resistência, com alguns investidores aproveitando os preços baixos. Os papéis dos bancos, no entanto, repetiram o comportamento de seus pares no exterior e pressionaram o índice para baixo, assim como os das blue chips.
Queda
O Ibovespa terminou o dia em queda de 1,29%, aos 52.447,63 pontos, voltando a acumular perdas na semana, de 1,92%. No mês, tem baixa de 10,84% e, no ano, de 24,32%. Na mínima do dia, ontem, registrou 52.336 pontos (-1,50%) e, na máxima, 53.601 pontos (+0,88%). O giro financeiro totalizou R$ 5,899 bilhões.
Humor
O que azedou o humor ontem foram duas notícias. O Banco Nacional da Suíça recorreu na quinta-feira à linha de swap de liquidez do Federal Reserve e tomou US$ 200 milhões, o que levantou a lebre sobre a saúde dos bancos suíços. E o JPMorgan engrossou o coro dos bancos que revisaram para baixo suas previsões para a economia norte-americana ao anunciar que estima, agora, um PIB no quarto trimestre de 1% - e não mais em 2,5% - e para o primeiro trimestre de 2012 de 0,5% (ante 1,5%).
Na esteira
As bolsas europeias fecharam em queda. Em Londres, o FTSE-100 recuou 1,01%, em Paris, o CAC 40 perdeu 1,92%, e, em Frankfurt, o Xetra DAX registrou desvalorização maior, de 2,19%. Na semana, o Xetra DAX caiu 8,63% e o CAC 40 recuou 6,13%, enquanto o FTSE 100 acumulou perda de 5,25%.
Perdas
Nos Estados Unidos, as perdas foram superiores às da Bovespa. Dow Jones terminou o pregão em baixa de 1,57%, aos 10.817,65 pontos, S&P recuou 1,50%, aos 1.123,53 pontos, e Nasdaq perdeu 1,62%, aos 2.341,84 pontos. Na semana, Dow caiu 4%, S%P, -4,7%, e Nasdaq, -6,62%. Os dados eram preliminares.
No País
No Brasil, as ações dos bancos também estiveram entre as maiores perdas do dia. Bradesco PN caiu 2,42%, Itaú Unibanco PN, 3,72%, e Santander Unit caiu 3,53%. BB ON, exceção, subiu 0,40%. Petrobras ON caiu 1,62% e PN, -2,96%. Na Nymex, o contrato do petróleo para setembro perdeu 0,14%, a US$ 82,26 o barril. Vale ON, -1,44%, e Vale PNA, -2,58%.
Câmbio
O dólar à vista fechou com baixa de 0,19%, cotado a R$ 1,5990 no balcão. Na semana, a divisa acumulou perda de 0,87%. Na BM&F, o dólar pronto terminou com queda de 0,68%, a R$ 1,5980. O giro financeiro registrado até 16h30 na clearing de câmbio da BM&F somava US$ 1,908 bilhão, dos quais US$ 1,497 bilhão em D+2.
No futuro
No mercado futuro, no mesmo horário acima, o dólar setembro de 2011 tinha leve recuo de 0,06%, para R$ 1,6055, com um giro financeiro baixo, de US$ 11,52 bilhões, de um total movimentado com quatro vencimentos, de US$ 11,657 bilhões - 53% inferior ao da véspera. O Banco Central voltou a fazer apenas um leilão de compra de moeda à vista e definiu a taxa de corte em R$ 1,5984.
Em Nova York
Em Nova York, às 16h40, o euro valia US$ 1,4397, de US$ 1,4334 no fim da tarde de quinta-feira e de uma mínima intraday de US$ 1,4259. O dólar recuava a 76,50 ienes, de 76,57 ienes ontem, e cedia para 0,7867 franco suíço, de 0,7941 franco suíço na véspera.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI outubro de 2011 (281.075 contratos) marcava 12,327%, de 12,33% no ajuste e após uma breve ida para o pico 12,37%. O DI janeiro de 2012 (714.255 contratos) indicava 12,10%, após tocar a máxima intraday de 12,17%, de 12,11% no ajuste. O DI janeiro de 2013 (396.945 contratos) projetava 11,46%, de 11,51%. Nos longos, o DI janeiro de 2017 (37.335 contratos) ia para 11,53%, de 11,49% na quinta, enquanto o DI janeiro de 2021, com giro de 4.845 contratos, indicava 11,51%, de 11,47%.
No Japão
A Bolsa de Tóquio fechou com forte queda ontem, diante dos novos sinais de enfraquecimento da atividade industrial nos EUA, que obscureceram as perspectivas de recuperação econômica do Japão e deflagraram uma liquidação nas ações de exportadoras japonesas. O índice Nikkei 225 caiu 224,52 pontos, ou 2,5%, para 8.719,24 pontos.
(Agência Estado)





