Pânico
A Bovespa voltou a registrar fortes perdas na sessão de ontem, acompanhando o movimento de pânico visto nas bolsas no exterior. Em pouco mais de uma hora de pregão, o Ibovespa desabou 2,7 mil pontos, superando 5% de perdas. Melhorou um pouco depois, ao menos para segurar os 53 mil pontos.
Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia em baixa de 3,52%, aos 53.134,10 pontos, no pior nível em mais de uma semana (desde os 51.395,29 pontos de 10 de agosto). Na mínima, registrou 52.246 pontos (-5,13%) e, na máxima, os 55.037 pontos (-0,07%). Com o tombo de ontem, as perdas em agosto voltaram a crescer, para 9,67%. No ano, a queda acumulada é de 23,33%. O giro financeiro totalizou R$ 6,930 bilhões.
Em baixa
O corre-corre visto logo na abertura dos negócios foi uma correção ao comportamento externo, onde as bolsas reagiram em baixa à revisão das projeções de crescimento da Europa e Estados Unidos pelo Morgan Stanley e também à safra de indicadores ruins norte-americanos. O pior deles foi a produção industrial do Fed da Filadélfia, que desabou para -30,7 em agosto, de 3,2 em julho, diante da previsão de 1,5. Embora o indicador seja pouco relevante, o tamanho da queda assustou os investidores.
Elevação
Os pedidos de auxílio-desemprego na semana passada nos EUA subiram 9 mil (previsão de + 5 mil); o CPI de julho teve alta de 0,5%, a maior elevação desde março deste ano e acima da estimativa dos economistas, de +0,3%; e as vendas de imóveis usados em julho ante junho recuaram 3,5%, ante previsão de +4%.
Dow Jones
O Dow Jones terminou o pregão com perda de 3,68%, aos 10.990,58 pontos. O S&P perdeu 4,46%, aos 1.140,65 pontos, e o Nasdaq recuou 5,22%, aos 2.380,43 pontos.
Recuo
Na Europa, o FTSE-100 da Bolsa de Londres recuou 4,49%; em Paris, o CAC 40 perdeu 5,48%, e, em Frankfurt, o Xetra DAX fechou em baixa de 5,82%. No Brasil, os bancos também foram penalizados, mas não só eles: apenas sete ações do Ibovespa fecharam em alta.
Para baixo
Petrobras ON perdeu 3,90%, PN, -2,73%, Vale ON,-5,02%, PNA, -4,96%. Na Nymex, o contrato para setembro perdeu 5,94%, a US$ 82,38 o barril.
Câmbio
O dólar à vista fechou com ganho de 1,20%, a R$ 1,6020 no balcão. Na BM&F, o dólar pronto encerrou com valorização de 1,53%, cotado a R$ 1,6090. Até 16h29, o giro financeiro total registrado na clearing de câmbio somava US$ 2,919 bilhões, dos quais US$ 2,512 bilhões em D+2.
Para cima
No mercado futuro, às 16h30, o dólar setembro de 2011 avançava 0,75%, para R$ 1,6070, com um volume financeiro de US$ 21,762 bilhões (57% superior ao da véspera), de um total de US$ 21,850 bilhões registrado com cinco vencimentos negociados. Diante do avanço da moeda, o Banco Central fez somente um leilão de compra à vista e definiu a taxa de corte em R$ 1,6025.
Queda
Em Nova York, às 16h31, o euro caía a US$ 1,4332, de US$ 1,4427 no fim da tarde de quarta-feira, e recuava a 1,1356 franco suíço, de 1,1401 franco suíço quarta-feira. O dólar valia 76,54 ienes, de 76,60 ienes na véspera, e tinha leve ganho a 0,7928 franco suíço, de 0,79 franco suíço no final da tarde em Nova York.
Na Ásia
As bolsas asiáticas fecharam no campo negativo ontem. Com Wall Street estável na véspera, os mercados da região reagiram a fatores locais, além dos temores sobre a crise de débito europeia e a redução do crescimento da economia dos Estados Unidos.
Cautela
A Bolsa de Tóquio fechou em queda ontem, com o índice Nikkei 225 no menor nível de encerramento dos últimos cinco meses, ante a cautela dos investidores com a perspectiva econômica global. Sofreram baixas particularmente pesadas as ações de indústrias de manufatura, como Toshiba e Mazda. O Nikkei perdeu 113,50 pontos, ou 1,3%, para 8.943,76 pontos.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa projetada no DI janeiro de 2012 (629.015 contratos) recuava a 12,11%, de 12,25% no ajuste de quarta-feira, enquanto o janeiro de 2013 cedia de 11,75% para 11,51%, com 669.685 contratos. Nos longos, o DI janeiro de 2017 (50.085 contratos) saiu de 11,64% para 11,49%, após ter cravado a mínima de 11,38%. O DI janeiro de 2021 (19.210 contratos) deslizava para 11,47%, de 11,60% quarta-feira no ajuste e de uma mínima de 11,37%.

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