MERCADO FINANCEIRO
Em baixa
O dólar comercial fechou em baixa nesta quarta-feira. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 1,584 para venda, com queda de 0,41%. Mesmo com a queda, a moeda norte-americana acumula alta de 2,15% no mês de agosto. No acumulado do ano, o dólar registra desvalorização de 4,90%.
Positivo
O fluxo de dólares para o Brasil segue positivo. Dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC) mostram que o fluxo da moeda estrangeira para o País somou US$ 7,576 bilhões no mês até o dia 12. Apenas na segunda semana do mês, entre os dias 8 e 12, a entrada da moeda estrangeira somou US$ 3,998 bilhões.
Ingresso
Segundo o BC, o fluxo financeiro - aquele voltado para aplicações no mercado, entre outras operações - foi o responsável pelo ingresso de US$ 940 milhões no acumulado do mês, quando as entradas somaram US$ 13,286 bilhões e as saídas acumularam US$ 12,346 bilhões. Apenas na segunda semana do mês, o fluxo financeiro registrou entrada líquida de US$ 1,302 bilhão, fruto de ingressos de US$ 6,542 bilhões e saídas de US$ 5,240 bilhões.
Comercial
No segmento comercial, o mês de agosto acumula ingresso líquido de US$ 6,636 bilhões, resultado de exportações de US$ 13,744 bilhões e importações de US$ 7,108 bilhões. Apenas na semana passada, o fluxo comercial foi positivo em US$ 2,696 bilhões. O valor resulta do ingresso de US$ 6,690 bilhões gerado pelas exportações e as saídas de US$ 3,994 bilhões resultado das importações.
Reservas
A compra diária de dólares no mercado à vista realizada pelo Banco Central elevou as reservas internacionais em US$ 3,362 bilhões em agosto até a sexta-feira passada, dia 12, conforme dados divulgados ontem pela instituição. O relatório do BC mostra ainda que as reservas também ganharam reforço de US$ 403 milhões graças às intervenções da autoridade monetária no mercado a termo. Dessa forma, ao todo - somadas as compras à vista e a termo - agosto acumula, até o dia 12, aumento das reservas de US$ 3,765 bilhões.
Acelerado
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), apurado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), apresentou variação de 0,41% na segunda quadrissemana de agosto, depois de ter fechado a primeira prévia do mês com alta de 0,33%. O indicador, que mede a inflação da cidade de São Paulo, ficou acima das estimativas dos analistas consultados pelo AE Projeções, que iam de 0,32% a 0,38%, com mediana de 0,35%. O IPC também mostrou aceleração na comparação com a segunda quadrissemana de julho, quando havia registrado inflação de 0,27%.
Em alta
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em alta, em sua maioria, após companhias do setor varejista dos EUA apresentarem resultados relativamente fortes referentes ao segundo trimestre, diminuindo parcialmente a preocupação com a recuperação da economia do país. Os investidores, no entanto, estão aguardando detalhes sobre a proposta da Alemanha e da França para aplicar um imposto sobre operações financeiras na zona do euro, o que acrescentou uma pitada de cautela ao pregão desta quarta-feira.
Ganhos
O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,49 ponto, ou 0,21%, para 238,05 pontos. A Vestas Wind Systems teve o ganho mais acentuado entre os componentes do índice, avançando quase 24% em Copenhague depois de divulgar resultados mais fortes do que se esperava para o segundo trimestre. Na Bolsa de Londres, o FTSE-100 recuou 26,03 pontos, ou 0,49%, para 5.331,60 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 23,44 pontos, ou 0,73%, para 3.254,34 pontos. Na Bolsa de Frankfurt, o Xetra DAX fechou em baixa de 45,96 pontos, ou 0,77%, a 5.948,94 pontos.
Em tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em queda ontem, na medida em que fabricantes de peças e chips de computador, incluindo Elpida Memory e Sumco, declinaram depois que a Dell rebaixou sua meta de faturamento para o ano, ao mesmo tempo que uma perspectiva sombria para o crescimento da Europa pesou sobre o sentimento do mercado como um todo. O índice Nikkei 225 caiu 50,17 pontos, ou 0,6%, para 9.057,26 pontos.
(Das agências)





