Lucros

A alta de 12,3% acumulada nos últimos cinco pregões no azul e a queda das bolsas europeias e norte-americanas levaram a Bovespa a uma realização de lucros. As siderúrgicas tiveram peso nesta baixa, que contou ainda com o recuo das ações da Petrobras, um dia após a divulgação do balanço trimestral.

Retração

O Ibovespa terminou o dia com retração de 0,60%, aos 54.323,61 pontos. Na mínima, registrou 53.539 pontos (-2,04%) e, na máxima, os 54.651 pontos (estabilidade). No mês, acumula perda de 7,65% e, no ano, de 21,62%. O giro financeiro totalizou R$ 5,916 bilhões.

Análise

A avaliação corrente dos especialistas é de que a queda de ontem foi um movimento natural, depois da 'esticada' dos últimos pregões. O quadro externo também deu motivos para as ordens de vendas ontem. A China sinalizou que pode elevar sua taxa básica de juros - prejudicando as vendas de empresas exportadoras brasileiras - e o PIB da Alemanha teve forte desaceleração no segundo trimestre, levantando dúvidas sobre a recuperação da zona do euro.

Queda

O mercado europeu caiu, mas sem se afastar da estabilidade, à espera do resultado do encontro entre o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, que saiu após o fechamento. Eles disseram que vão propor em setembro uma tarifa sobre transações financeiras na zona do euro e afirmaram ser contrários à ideia de emitir bônus que representem o bloco monetário - os chamados eurobonds. Na Bolsa de Londres, o FTSE-100 avançou 0,13%, em Paris, o CAC 40 perdeu 0,25%, e, na Bolsa de Frankfurt, o Xetra DAX fechou em baixa de 0,45%.

Redução

Nos EUA, as perdas foram diminuindo ao longo da tarde. O Dow Jones caiu 0,67%, aos 11.405,93 pontos, o S&P recuou 0,97%, aos 1.192,76 pontos, e o Nasdaq encerrou em baixa de 1,24%, aos 2.523,45 pontos.

Reação

Aqui, Petrobras reagiu em baixa ao balanço divulgado na segunda-feira, prejudicada ainda pela queda do petróleo e pelo movimento de realização de lucros engatado na sessão. O vencimento de índice futuro, hoje, pode ter influenciado um pouco o desempenho negativo do papel, segundo um profissional.

Para baixo

A ação ON caiu 1,20% e a PN, 1,10%. Segunda-feira, a estatal anunciou lucro expansão de 31,9% no lucro líquido do segundo trimestre. O resultado, de R$ 10,942 bilhões, contribuiu para que a estatal reportasse lucro recorde de R$ 21,928 bilhões no acumulado do primeiro semestre. Os especialistas destacaram que o aumento de custos de extração e refino surpreendeu negativamente. Na Nymex, o contrato do petróleo para setembro ficou 1,40% mais barato, a US$ 86,65 o barril. No setor siderúrgico, Usiminas ON, -8,76%, PNA, -2,40%, Gerdau PN, -3,85%, Metalúrgica Gerdau PN, -3,64%, CSN ON, -3,44%.

Câmbio

No fechamento, o dólar no balcão permaneceu em R$ 1,590, estável em relação à véspera. Durante o dia, a cotação máxima da moeda americana foi de R$ 1,597 (+0,44%), enquanto a mínima foi de R$ 1,588, em baixa de 0,13%. Entre a cotação mínima e a máxima, o dólar oscilou 0,56%. No mês, o dólar no balcão acumula alta de 2,38%; no ano, permanece no terreno negativo, em -4,45%.

No futuro

Na sessão normal da BM&F, o vencimento janeiro 2012 (62.775 contratos) projetou taxa de 12,28%, igual ao fechamento de ontem. O DI janeiro 2013 (279.805 contratos) estava em 11,86% de 11,88% na sessão anterior. Para se ter uma ideia, na terça-feira passada esse vencimento movimentou 466.369 contratos. O contrato janeiro 2017 (45.030 contratos) projetou 11,80% de 11,88% e o DI janeiro 2021 (7.665 contratos) passou de 11,84% para 11,76%.

De leve

A Bolsa de Tóquio fechou com leve alta, uma vez que o entusiasmo dos investidores com a compra multibilionária da Motorola Mobility pelo Google influenciou mais o mercado do que o iene persistentemente valorizado e o fraco desempenho das ações da varejista Fast Retailing. O índice Nikkei 225 avançou 21,02 pontos, ou 0,2%, para 9.107,43 pontos.
(Agência Estado)

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