MERCADO FINANCEIRO
Consecutivo
O pregão de ontem não poderia ter sido diferente do que foi visto na semana. Depois de muita volatilidade, o Ibovespa garantiu um dia de ganhos, o quarto consecutivo, fechando a semana com saldo de +1%. A Bovespa teve variação mais tímida do que o Dow Jones, contida pelas blue chips. O final de semana pela frente e a recuperação dos últimos dias diminuíram o ímpeto dos investidores.
Elevação
O Ibovespa terminou a sexta-feira com elevação de 0,24%, aos 53.473,35 pontos. Na mínima, registrou 52.650 pontos (-1,30%) e, na máxima, 53.643 pontos (+0,56%). No mês, acumula perda de 9,09% e, no ano, de 22,84%. O giro financeiro totalizou R$ 6,912 bilhões.
Desova
Segundo um profissional da mesa de renda variável, a alta expressiva dos últimos dias fez muitos investidores, entre domésticos e estrangeiros, desovarem papéis, movimento que ganhou força por causa do final de semana. Por outro lado, o ganho foi puxado pela alta das bolsas internacionais e pela agenda e noticiários fracos nesta sexta-feira.
Lá fora
Lá fora, as bolsas terminaram com ganhos, repercutindo o anúncio feito no final da quinta-feira de que França, Bélgica, Itália e Espanha proibiram vendas a descoberto de ações do setor financeiro. Ontem, os dados de vendas no varejo dos EUA alavancaram o bom humor, e as compras predominaram.
Ganhos
O Dow Jones terminou o pregão em alta de 1,13%, aos 11.269,02 pontos. O S&P avançou 0,53%, aos 1.178,81 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,61%, aos 2.507,98 pontos. Na semana, acumularam, respectivamente, queda de 1,53%, 1,71%, e 0,94%. Os dados também são preliminares. Na Europa, o FTSE-100 da Bolsa de Londres, avançou 3,04%, em Paris, o CAC 40 ganhou 4,02%, e, em Frankfurt, o Xetra DAX fechou em alta de 3,45%.
No País
No Brasil, o setor siderúrgico foi novamente destaque de alta, liderando os ganhos do Ibovespa. Gerdau PN, +4,77%, Metalúrgica Gerdau PN, +6,99%, Usiminas PNA, +9,35%, e CSN ON, +2,46%. Petrobras ON caiu 0,66%, PN, subiu 0,45%, Vale ON perdeu 0,40% e PNA, -0,13%. Na Nymex, o contrato do petróleo para setembro caiu 0,39%, a US$ 85,38 o barril.
Em baixa
No fechamento, o dólar no balcão marcou R$ 1,6130, em baixa de 0,25%. A cotação máxima foi de R$ 1,6200 (+0,19%), enquanto a mínima foi de R$ 1,6090, em baixa de 0,49%. Na semana, o dólar no balcão avançou 1,70% e, no mês, acumula alta de 3,86%. No ano, a moeda americana permanece no terreno negativo, em -3,06%.
Giro
Na BM&F, o dólar pronto encerrou com baixa de 0,43%, a R$ 1,6130. Até as 17h07 o giro total à vista na clearing de câmbio somava US$ 1,412 bilhão, sendo US$ 1 bilhão em D+2. No segmento futuro, cinco vencimentos de dólar foram negociados até 16h51, com um giro total de US$ 13,06 bilhões. O contrato de setembro de 2011 era cotado a R$ 1,621, em baixa de 1,04%, com um giro de US$ 12,91 bilhões.
Leilão
Na semana até quinta-feira, o BC fez apenas um leilão diário no período da tarde, em horários próximos do fechamento, o que não se repetiu ontem. No fim da manhã desta sexta-feira, o Banco Central (BC) realizou leilão de compra de dólar à vista, estabelecendo a taxa de corte de R$ 1,6177.
Juros
Na sessão normal na BM&F, o janeiro 2012 (269.670 contratos) passou de 12,29% na quinta-feira para 12,26% ontem, o janeiro 2013 (336.130 contratos) recuou de 11,95% para 11,86%. O contrato janeiro 2017 (54.030 contratos) projetou 11,92% ante 12,17% e o janeiro 2021 (8.115 contratos) passou de 12,15% para 11,90%.
Na Europa
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em alta após alguns países da região introduzirem medidas para restringir as práticas de venda a descoberto. Dados que mostraram um aumento nas vendas no varejo dos EUA também contribuíram para o avanço. O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 6,92 pontos, ou 3,00%, para 237,49 pontos, mas acumulou queda de 0,58% na semana.
(Agência Estado)





