Positivo


O fluxo cambial da primeira semana de agosto terminou positivo em US$ 3,579 bilhões, de acordo com dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC). Segundo a instituição, apesar da entrada global dos dólares, o fluxo financeiro registrou saída de recursos. Em agosto até o dia 5, US$ 362 milhões deixaram o País pela conta financeira, resultado de saídas totais de US$ 7,106 bilhões e ingressos de US$ 6,745 bilhões.

Superando


Na conta comercial, as exportações superaram as importações e o segmento foi responsável pela entrada de US$ 3,940 bilhões. O valor resultou do ingresso de US$ 7,045 bilhões gerados pela venda de produtos e serviços ao exterior e parcialmente reduzida pela saída de US$ 3,114 bilhões pagos pelas importações no período.

Reservas


Além disso, o BC anunciou que a compra de dólares no mercado à vista aumentou as reservas internacionais em US$ 2,174 bilhões na primeira semana do mês. Houve ainda o reforço de US$ 403 milhões por operação de compra de dólares a termo realizada pelo BC.

PIB


O governo estabeleceu como meta elevar os investimentos para o equivalente a 22,4% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2014. No ano passado, os investimentos corresponderam a 18,4%. Ao mesmo tempo, o governo que ampliar a participação do Brasil no comércio internacional de 1,36%, em 2010, para 1,60%, em 2014. As metas estão incluídas na política industrial, tecnológica e de comércio exterior, batizada de Brasil Maior, anunciada na semana passada.

Macrometas

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, explicou na ocasião que as chamadas ''macrometas'' da política industrial só seriam divulgadas após a aprovação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), formado por 13 ministros, o presidente do BNDES e 14 representantes do setor produtivo e dos trabalhadores, que fará o acompanhamento das medidas.

Dólar


O dólar comercial fechou em alta ontem. A moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 1,628 para venda, com alta de 2,35%. A moeda acumula alta de 4,93% no mês de agosto. É a maior alta percentual diária desde 06 de maio de 2010, quando subiu 2,95%.

Europa


Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em baixa em meio a rumores sobre a possibilidade de o rating de crédito da França ser rebaixado. Isso adicionou mais um tempero ao caldeirão da crise das dívidas soberanas da zona do euro e pesou particularmente sobre os papéis de bancos.

Calote francês


No início da semana, a Moody's Analytics divulgou, com base em cálculos feitos a partir do movimento do mercado de swaps de default de crédito (CDS, em inglês), que a probabilidade de um calote da França nos próximos 12 meses cresceu para 0,21%, de 0,11% ano passado. Nos próximos cinco anos, as chances sobem para 2,2%.

Medo


Isso, aliado a expectativas de que a dívida da França será equivalente a quase 90% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013 - taxa mais alta entre os países que ainda possuem o rating de crédito triplo A - levou os investidores a ficarem com medo de um rebaixamento na nota francesa.

Milão


Em Milão, o índice FTSE MIB caiu 1.045,41 pontos, ou 6,65%, para 14.676,04 pontos. O IBEX 35, da Bolsa de Madri, recuou 462,90 pontos, ou 5,49%, para 7.966,00 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve queda de 74,69 pontos, ou 1,25%, para 5.919,18 pontos. O ASE, da Bolsa de Atenas, perdeu 18,02 pontos, ou 1,80%, para 982,11 pontos.

Madri


Entre os destaques da sessão, caíram em Paris o Société Générale (-14,7%), o BNP Paribas (-9,5%) e o Crédit Agricole (-11,8%). Na Itália, o UniCredit e o Intesa Sanpaolo fecharam em baixa de 9,4% e 13,7%, respectivamente. Na Bolsa de Madri, o Santander perdeu 8,3%. Em Londres, o Barclays teve declínio de 8,2%.

(Das agências)

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