Pânico
A Bovespa teve um dia de pânico, se aproximou dos 10% de perdas no pior momento da sessão e ficou à beira de um circuit breaker. O pânico que varreu as bolsas pelo mundo imputou uma queda de 8,08% à Bolsa doméstica, a maior desde 22 de outubro de 2008 (-10,18%), quando ocorreu o circuit breaker pela última vez. Nenhuma ação do índice fechou em alta.
Mínima
A Bovespa perdeu 4.280 pontos ontem, para fechar nos 48.668,29 pontos, o menor nível desde os 47.226,79 pontos de 29 de abril de 2009. Na mínima da sessão, o Ibovespa atingiu os 47.793 pontos, em queda de 9,74%, e, na máxima, os 52.938 pontos (-0,02%). No mês, a queda atinge 17,26%, elevando a perda acumulada em 2011 para 29,78%. O volume totalizou R$ 9,599 bilhões.
Razões
O mercado doméstico teve uma das quedas mais acentuadas do globo em razão da sua elevada liquidez e também por causa da sua dependência de commodities, ativos que são menos consumidos em tempos de desaceleração econômica global.
Ações
As ações da Petrobras e da Vale tiveram perdas que variaram entre 9% e 11% na mínima, fecharam ligeiramente acima, mas nem de longe foram as maiores quedas do Ibovespa: Marfrig ON, (-24,83%), OGX ON, (-16,36%) e Brasil Ecodiesel ON (-15%) ocuparam as primeiras posições. Petrobras ON, -7,90%, PN, -7,58%, Vale ON, -9,52%, Vale PNA, -9,17%. No setor siderúrgico, Gerdau PN, -10,80%, Metalúrgica Gerdau PN, -8,25%, CSN ON, -11,66%, e Usiminas PNA, -6,07%.
Fuga
A ação do BCE e do G-7 anunciada ontem para estancar a crise foram suficientes para baixar a fervura e houve uma fuga desenfreada dos investidores para a qualidade. As bolsas desabaram ontem no Oriente Médio, movimento que se propagou pela Ásia, Europa e Estados Unidos.
Na América
O Dow Jones fechou em baixa de 5,55%, na mínima do dia, aos 10.809,85 pontos. O S&P caiu 6,66%, aos 1.119,46 pontos, e o Nasdaq perdeu 6,90%, aos 2.357,59 pontos.
Tombos
Na Bolsa de Londres, o FTSE-100 recuou 3,39%, para 5.068,95 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 4,68%, para 3.125,19 pontos. Na Bolsa de Frankfurt, o Xetra DAX fechou em baixa de 5,02%, a 5.923,27 pontos. Em Milão, o índice FTSE MIB caiu 2,35%, para 15.639,75 pontos. O IBEX 35, da Bolsa de Madri, recuou 2,44%, para 8.459,40 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve queda de 3,13%, para 6.053,68 pontos. O ASE, da Bolsa de Atenas, perdeu 6,00%, para 998,24 pontos.
Valorização
No Brasil, o dólar operou em alta o dia todo, mas não houve uma fuga de recursos do País, o que poderia ter ampliado muito mais a valorização intraday da divisa e os volumes de negócios, afirmaram os profissionais das mesas de câmbio de bancos e corretoras consultados pela Agência Estado. Diante da sustentação das cotações acima de R$ 1,60 desde a primeira parte dos negócios à vista e no mercado futuro, o Banco Central demorou para agir, e só anunciou um leilão de compra de dólar à vista nos dez minutos finais de negócios no balcão, quando o segmento de dólar pronto na BM&F havia encerrado os negócios.
No balcão
Logo depois desse leilão, o dólar no balcão renovou a máxima intraday, de R$ 1,6130 (+1,70%). Antes disso, por volta das 16h30, o dólar havia testado máxima de R$ 1,6120 (+1,64%) simultaneamente ao tombo da Bovespa à mínima, abaixo dos 48 mil pontos. O salto das cotações ao longo do dia chamou ofertas de exportadores, mas em ritmo discreto, segundo as fontes consultadas, porque o mercado não descarta novos ganhos para o dólar nas próximas sessões.
Fechamento
No fechamento, o dólar à vista estava perto da máxima, com alta de 1,64% (maior ganho diário desde 4 de junho de 2010), cotado a R$ 1,6120 -maior valor desde 26 de maio último, quando encerrou em R$ 1,616, segundo o AE Taxas. A mínima, pela manhã, foi de R$ 1,5910 (+0,32%). Na BM&F, o dólar pronto terminou com ganho de 1,46%, cotado a R$ 1,6080. Por causa de problema técnico no site da BM&FBovespa, não foi possível consultar o giro financeiro na clearing de câmbio até 17 horas.No mercado futuro, às 16h52, o dólar para setembro de 2011 subia 2,36%, para R$ 1,6250, com um giro financeiro de US$ 21,256 bilhões.
Leilão
Nos 45 minutos do segundo tempo dos negócios à vista, o Banco Central realizou o único leilão de compra de moeda à vista de hoje, no qual definiu a taxa de corte de R$ 1,6114 - acima do preço à vista naquele momento, de R$ 1,6090 no balcão, mas abaixo da cotação do dólar setembro 2011, de R$ 1,6240.
Cotações
Em Nova York, às 16h53, o euro caía a US$ 1,4217, de US$ 1,4280 no fim da tarde de sexta-feira, e estava cotado a 1,0732 franco suíço, de 1,0978 franco suíço no fim da tarde de sexta-feira. O dólar também atingiu a mínima recorde de 0,7483 franco suíço hoje, e no horário citado estava em 0,7547 franco, de 0,7673 franco anteriormente.

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