MERCADO FINANCEIRO
Na cola
A forte volatilidade que marcou o pregão ontem fez o rumo da Bovespa se confirmar a minutos do final. Foi quando o índice à vista 'colou' no Dow Jones e subiu, a despeito do tombo dos papéis de Vale e Petrobras. Os ganhos, entretanto, foram insuficientes para apagar as perdas de mais de 10% na semana.
Subidinha
O Ibovespa terminou a sexta-feira em alta de 0,26%, aos 52.949,22 pontos. Na mínima, registrou 51.153 pontos (-3,14%) e, na máxima, os 53.866 pontos (+2%). Na semana, período que coincide com o mês, acumulou perdas de 9,99%, na pior semana desde o final de novembro de 2008. Em 2011, quem investiu na Bolsa já perdeu 23,60%. O giro totalizou R$ 8,838 bilhões.
Volatilidade
Segundo um consultor de investimentos de um grande banco doméstico, a volatilidade da sessão deve se manter na próxima semana, assim como a trajetória de baixa. ''Os investidores estão à espera de uma luz no fim do túnel, mas eles não sabem da onde ela viria'', afirmou.
Recessão
O evento do dia era o payroll e ele foi o responsável por parte do alento visto nas bolsas, ao mostrar criação de vagas em julho acima das previsões (117 mil ante 75 mil). Surpreendeu ainda a taxa de desemprego, que tinha previsão de estabilidade em 9,2%, mas recuou para 9,1%. O mercado reagiu momentaneamente em alta, caindo em seguida com o temor de a economia dos EUA voltar à recessão.
Combustível
À tarde, no entanto, as notícias não confirmadas de que o Banco Central Europeu (BCE) pode comprar bônus da Itália e da Espanha deram um pouco de combustível às compras e o Dow Jones fechou em alta. Subiu 0,54%, aos 11.444,61 pontos, acumulando perda de 5,75% na semana. O S&P caiu 0,06%, aos 1.199,38 pontos (-7,19% na semana) e o Nasdaq perdeu 0,94%, aos 2.532,41 pontos (-8,13% na semana). Na Europa, no entanto, a maioria das bolsas caiu. Londres, -2,71%, Paris, -1,26%, Frankfurt, -2,78%.
Acentuada
No Brasil, as blue chips tiveram quedas bastante acentuadas e prejudicaram o comportamento do índice. Petrobras ON, -1,92%, PN, -2,28%, caindo 12,83% e 13,38% na semana, na mesma ordem. Na Nymex, o contrato do petróleo para setembro avançou 0,29%, a US$ 86,88 o barril.
Recuos
Na esteira da queda dos metais, Vale ON perdeu 2,44% e a PNA, -2,50%. Na semana, recuaram, respectivamente, 12,32% e 11,80%. O setor siderúrgico, ontem, mostrou resistência e subiu, já que é um dos mais castigados no ano. Gerdau PN, +0,90%, Metalúrgica Gerdau PN, estável, Usiminas PNA, +5,84%, e CSN ON, +1,33%.
De leve
Numa sessão de forte volatilidade, o dólar no mercado à vista fechou com leves altas, enquanto no mercado futuro o vencimento de dólar setembro voltava a cair há pouco. Às 16h41, o dólar setembro de 2011 recuava 0,28%, a R$ 1,5950, reagindo à melhora das bolsas norte-americanas e da Bovespa.
Movimento
No mercado à vista, contudo, o dólar caiu ante o real no começo do dia, com os dados do mercado de trabalho dos EUA em julho melhores do que o esperado, mas o alívio foi passageiro e os investidores retomaram rapidamente a compra da moeda norte-americana para proteção diante das persistentes incertezas com a economia mundial.
Ganhos
No fechamento à vista, as cotações desaceleraram e os ganhos ficaram em 0,25%, a R$ 1,5860 no balcão, e em 0,31%, a R$ 1,5849 na BM&F. O giro total à vista até 16h44 somava US$ 1,683 bilhão (US$ 1,269 bilhão em D+2). Nos negócios futuros, até 16h20, o dólar setembro acumulava um giro financeiro de US$ 21,725 bilhões, de um total movimentado US$ 21,839 bilhões com quatro vencimentos transacionados.
Juros
Na sessão normal da BM&F, o DI de janeiro de 2012 (461.810 contratos) passou de 12,39% na quinta-feira para 12,34% ontem. O DI de janeiro de 2013 (463.260 contratos) recuou de 12,35% para 12,23% e o janeiro de 2014 (147.820 contratos) projetou 12,31% ante 12,42% da véspera. Janeiro 2017 (22.570 contratos) recuou de 12,34% para 12,26%.
(Agência Estado)





