Em bai­xa

O dólar comercial fechou em baixa ontem, mas sem passar da linha de R$ 1,56. A moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 1,561 para venda, com desvalorização de 0,43%. A taxa Ptax, usada como referência para a liquidação de contratos futuros e outros derivativos, fechou a R$ 1,5651 para venda, em leve queda de 0,03%. Os investidores mostravam preocupação com a possibilidade de uma estagnação do crescimento global. Ontem, dados do setor de serviços revelaram uma desaceleração da atividade na Europa e na Ásia.

Poupança

A Caixa Econômica Federal teve captação líquida de R$ 2,5 bilhões na poupança em julho, resultado 15% menor que no mesmo mês de 2010, quando foram obtidos R$ 2,9 bilhões. Na comparação com junho deste ano a cifra é 177% maior, ante os R$ 909 milhões captados naquele mês.

Mercado

Conforme comunicado emitido pelo grupo, trata-se do maior resultado deste ano, além do terceiro maior montante registrado nos últimos 10 anos. O saldo atingiu o patamar de R$ 139 bilhões, garantindo à instituição uma participação de mais de 34% no mercado.

Ativas

Também em julho a Caixa ultrapassou o número de 42 milhões de cadernetas de poupanças ativas. A simplicidade da aplicação é, na opinião do diretor de Pessoa Física da Caixa, Édilo Ricardo Valadares, o fator que torna a poupança mais atrativa. ''O produto é isento de Imposto de Renda, não há cobrança de tarifa de manutenção da conta e não é exigido valor mínimo para sua abertura'', diz ele. ''É a porta de entrada para iniciar o contato com o universo financeiro.''

Na Europa

Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em queda. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 5,03 pontos, ou 1,96%, para 251,95 pontos. Na Bolsa de Londres, o FTSE-100 recuou 133,88 pontos, ou 2,34%, para 5.584,51 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 67,85 pontos, ou 1,93%, para 3.454,94 pontos. Na Bolsa de Frankfurt, o Xetra DAX fechou em baixa de 156,16 pontos, ou 2,30%, a 6.640,59 pontos.

Movimento

Em Milão, o índice FTSE MIB caiu 266,77 pontos, ou 1,54%, para 17.006,02 pontos. O IBEX 35, da Bolsa de Madri, recuou 77,20 pontos, ou 0,85%, para 9.037,70 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve queda de 87,82 pontos, ou 1,33%, para 6.538,16 pontos. O ASE, da Bolsa de Atenas, perdeu 42,98 pontos, ou 3,76%, para 1.101,31 pontos.

PIB

O Produto Interno Bruto (PIB) deverá encerrar 2011 com um crescimento de 3,9%. O dado integra a última edição da Pesquisa Febraban de Projeções Macroeconômicas e Expectativas de Mercado, que calcula a mediana das expectativas de 31 instituições financeiras. O levantamento, organizado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e realizado entre os dias 28 de julho e 02 de agosto, aponta ainda uma projeção de expansão do PIB da ordem de 4,0% em 2012. Na pesquisa anterior (divulgada no final de junho), a previsão dos bancos apontava para um crescimento de 3,9%, em 2011, e de 4,1%, em 2012.

Inflação

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deverá chegar ao final de 2011, de acordo com o levantamento, em 6,3%, ante 6,2% previstos na pesquisa anterior. Para 2012, a mediana das expectativas em relação à inflação oficial é de 5,2%, ante 5,1% apurado anteriormente. A taxa básica de juros, a Selic, segundo as instituições financeiras, deverá encerrar 2011 em 12,75%. Para 2012, a projeção da taxa básica de juros é de 12,50%. Na pesquisa anterior, as projeções eram de 12,50%, em 2011, e de 12,25%, em 2012.

Projeções

A expectativa das instituições financeiras é para que o dólar termine 2011 cotado em R$ 1,59. Em 2012, por sua vez, o dólar deverá encerrar em R$ 1,66. Na pesquisa anterior, as projeções eram de um dólar cotado a R$ 1,60, no final de 2011, e a R$ 1,69, em 2012.

No Japão

A Bolsa de Tóquio fechou com forte queda, pois a renovada fraqueza do euro, juntamente com a perspectiva econômica sombria dos EUA, significou mais baixas generalizadas no mercado de ações, incluindo as da Kirin Holdings e as do laboratório farmacêutico Eisai. O índice Nikkei 225 caiu 207,45 pontos, ou 2,1%, para 9.637,14 pontos. Foi a maior queda porcentual do índice desde 15 de março, quando o Japão ainda enfrentava os desdobramentos imediatos do terremoto.

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