MERCADO FINANCEIRO
Em queda
O mercado acionário doméstico trabalhou colado em Wall Street ontem e teve sua segunda sessão seguida de perdas, furando finalmente o suporte de 58 mil pontos. Terminou, assim, no pior nível desde o início de setembro de 2009, com queda acima de 2% alcançada nos minutos finais.
Recuo
O Ibovespa recuou 2,09% neste pregão, aos 57.310,78 pontos, menor nível desde 4 de setembro de 2009 (56.652,28 pontos). Na mínima, registrou 57.259 pontos (-2,18%) e, na máxima, os 58.673 pontos (+0,24%). Nestes dois pregões de agosto, acumula 2,57% de baixa, e em 2011 até hoje, -17,31%. O giro financeiro totalizou R$ 6,284 bilhões.
Stop loss
A queda foi aprofundada nos minutos finais com a piora em Nova York. Segundo um operador, houve um movimento de stop loss, com os investidores tentando limitar suas perdas após a volta ao nível de 57 mil pontos.
Mau humor
Ao longo do dia, as razões para a baixa foram as mesmas dos últimos dias: mau humor com o acordo do aumento do teto da dívida dos EUA - aprovado na Câmara e Senado -, temor com o possível rebaixamento do rating do país e indicadores frágeis na maior economia do planeta. A esse caldeirão pode se somar a preocupação com o espalhamento da crise da dívida da Europa para países maiores, caso da Itália e Espanha.
No vermelho
O resultado foi bolsas no vermelho pelo mundo. Em Wall Street, o Dow Jones recuou 2,19%, aos 11.866,62 pontos, o S&P caiu 2,56%, aos 1.254,05 pontos, e o Nasdaq perdeu 2,75%, aos 2.669,24 pontos.
Dados
Saiu hoje lá os dados do PCE que mostraram que o núcleo do índice de preços ficou acima das projeções (+0,1% ante estimativa de estabilidade), enquanto o dado cheio caiu 0,2% em junho ante maio. Os gastos com consumo caíram 0,2% em junho, a maior queda desde setembro de 2009, enquanto a renda pessoal aumentou 0,1%. A leitura sobre os gastos ficou abaixo da previsão de estabilidade dos economistas, enquanto a alta na renda pessoal veio em linha com o esperado.
Destaques
No Brasil, Itaú Unibanco PN foi um dos destaques de baixa do pregão, ao cair 5,80% em reação ao balanço trimestral. O banco anunciou lucro líquido de R$ 3,603 bilhões no segundo trimestre deste ano, com alta de 13,8% ante o mesmo período do ano passado. Mas os investidores não gostaram do aumento de 16,5% nas despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD) no segundo trimestre e da queda do retorno patrimonial.
Movimento
Petrobras ON caiu 2,10% e PN, -1,40%. Na Nymex, o contrato do petróleo para setembro recuou 1,16%, a US$ 93,79 o barril. Vale ON terminou em baixa de 2,09% e PNA, 1,71%.
Oscilação
O dólar à vista operou o dia todo entre a estabilidade e alta, oscilando no intervalo de R$ 1,56 a R$ 1,57. No mercado futuro, o contrato da moeda para setembro de 2011 esticou até R$ 1,5875 na máxima, mas não teve fôlego para sustentar os ganhos e chegou a ceder à mínima mais cedo de R$ 1,5740.
Giro
No fechamento, o dólar à vista subiu 0,38%, para R$ 1,5680 no balcão. A mínima intraday foi de R$ 1,5620 (estável) e a máxima de R$ 1,5720 (+0,64%). Na BM&F, o dólar pronto avançou 0,35%, a R$ 1,5670. Até 16h33, o giro financeiro total registrado na clearing de câmbio somava US$ 1,704 bilhão, sendo US$ 1,289 bilhão em D+2.
No futuro
No mercado futuro, no mesmo horário acima, o contrato de dólar para setembro de 2011 tinha leve queda de 0,03%, cotado a R$ 1,5790, com um volume financeiro movimentado de US$ 11,28 bilhões. O Banco Central voltou a dar suporte à alta por meio da compra de moeda em dois leilões no mercado à vista. As taxas de corte foram de R$ 1,5680 e R$ 1,5685. Em Nova York, às 16h46, o euro recuava a US$ 1,4219, de US$ 1,4251 no fim da tarde de segunda-feira. O dólar recuava a 77,10 ienes, de 77,18 ienes na segunda-feira, e cedia para 0,7652 franco suíço, de 0,7835 franco suíço na véspera.
Juros
Na BM&F, o DI de janeiro de 2012 (437.475 contratos) passou de 12,45% ontem para 12,43%. O DI de janeiro de 2013 (362.595 contratos) recuou de 12,62% para 12,53% e o janeiro de 2014 (235.995 contratos) estimou 12,55% ante 12,68% da véspera. O DI de Janeiro de 2017 (49.940 contratos) passou de 12,57% para 12,39% e o janeiro 2021 (9.720 contratos) recuou de 12,44% para 12,28%.
(Agência Estado)





