MERCADO FINANCEIRO
Na cola
A Bovespa trabalhou colada em Wall Street ontem pós-anúncio do acordo sobre o aumento do teto de endividamento dos Estados Unidos. Isso significou abertura forte, inversão para baixo ainda pela manhã, com mínimas perto da hora do almoço e queda bem mais leve na reta final do pregão. Aqui, a melhora à tarde foi sustentada pelas ações das blue chips, que viraram para cima e fecharam em alta.
Com perdas
O Ibovespa inaugurou agosto com perda de 0,49%, aos 58.535,74 pontos. Na mínima, registrou 58.168 pontos (-1,11%) e, na máxima, os 59.542 pontos (+1,22%). No ano até ontem, a Bolsa acumula perda de 15,54%. O giro financeiro totalizou R$ 5,203 bilhões.
Entusiasmados
Os investidores acordaram entusiasmados com o desfecho, finalmente, das negociações entre governo e oposição nos EUA para elevar o teto da dívida do país. A reação inicial e natural, assim, foi de elevação das ações. Mas ao longo do dia, surgiram dúvidas sobre se o país conseguirá manter o rating AAA e também veio a leitura de que o acordo não foi bem o esperado pelo governo -e pelas agências de risco.
De virada
As bolsas abriram em alta e viraram para baixo. À tarde, o Dow Jones se arriscou a pisar em terreno positivo, mas não se sustentou. Caiu 0,09%, aos 12.132,49 pontos. S&P recuou 0,41%, aos 1.286,94 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,43%, aos 2.744,61 pontos. Serviu ainda de justificativa para as ordens de vendas o ISM industrial pior do que o esperado. Nos EUA, na Europa e na China.
Contenção
No Brasil, bancos e blue chips ajudaram a conter a queda do índice, embora alguns papéis tenham mudado de rota nos ajustes finais. Bradesco PN, +0,95%, Itaú Unibanco PN, exceção, recuou 0,06%, BB ON, +0,49%, e Santander unit, +0,27%. Vale ON, +0,04%, e PNA, -0,07%, Petrobras ON, +0,38%, e PN, estável. Na Nymex, o contrato do petróleo para setembro recuou 0,85%, a US$ 94,89 o barril.
Prévia
Em tempo: saiu hoje a primeira prévia da carteira teórica do Ibovespa, válida para setembro a dezembro de 2011, com a inclusão de BrMalls ON (BRML3) - participação de 0,747% - e a exclusão de Portx ON e Vivo PN. Desta forma, o número de ações listadas no Ibovespa cairá dos atuais 69 para 68, caso a prévia seja confirmada.
Volátil
O dólar à vista ampliou a volatilidade e fechou em alta de 0,58%, cotado a R$ 1,5620. Na sessão, a moeda oscilou 1,10%, entre mínima de R$ 1,5470 (-0,39%) e máxima de R$ 1,5640 (+0,71%). Na BM&F, o dólar pronto terminou com ganho de 0,64%, a R$ 1,5615. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio até 16h34 somava US$ 1,939 bilhão, sendo US$ 1,521 bilhão em D+2.
Giro
No mercado futuro, no mesmo horário acima, o dólar com vencimento em 1º de setembro concentrava o giro e projetava taxa de R$ 1,5770, em alta de 1,02%. Este vencimento contabilizava um volume financeiro de US$ 12,755 bilhões, de um total de US$ 12,980 bilhões registrados com sete vencimentos, todos em alta.
Leilões
O Banco Central manteve a realização de dois leilões de compra de dólar à vista, nos quais definiu as taxas de corte em R$ 1,5598 e R$ 1,5603. Em Nova York, às 16h39, o euro caía a US$ 1,4271, de US$ 1,4391 no fim da tarde de sexta-feira e de uma máxima intraday de US$ 1,4456. O dólar subia a 77,14 ienes, de 76,78 ienes na sexta-feira, e recuava a 0,7827 franco suíço, de 0,7856 franco suíço.
Juros
À tarde, os DIs ficaram praticamente nos mesmos níveis da manhã. Na BM&F, o DI de janeiro de 2012 (291.410 contratos) passou de 12,46% na sexta-feira para 12,45%. O DI de janeiro de 2013 (170.860 contratos) ficou em 12,62% ante 12,69% e o janeiro de 2014 (134.495 contratos) recuou de 12,79% para 12,68%. O DI de Janeiro de 2017 (22.650 contratos) passou de 12,70% para 12,58% e o janeiro 2021 (2.885 contratos) recuou de 12,56% para 12,45%.
(Agência Estado)





