MERCADO FINANCEIRO
Incertezas
Julho não foi um mês fácil para a Bovespa. As incertezas no mercado externo, sobretudo a recente indefinição sobre o aumento do teto da dívida nos EUA, imputaram perdas fortes ao principal índice à vista, que fechou com a maior queda mensal desde maio do ano passado. Foi também em julho que o índice perdeu importantes níveis, passando dos 63 mil pontos para os 58 mil pontos.
Volatilidade
Particularmente ontem, o Ibovespa operou com bastante volatilidade, mirando Nova York, de onde conseguiu se descolar no período vespertino graças à ajuda das ações de bancos e construtoras. Terminou com variação positiva de 0,20%, aos 58.823,45 pontos, depois de ter tocado os 58.009 pontos (-1,19%) na mínima e os 58.952 pontos (+0,42%) na máxima. Na semana, recuou 2,40%. O giro financeiro totalizou ontem R$ 6,276 bilhões.
Queda Terminou julho com perda de 5,74%, a maior queda desde o recuo de 6,6% registrado em maio do ano passado. Em 2011, a Bovespa só registrou alta nos meses de fevereiro e março, e ela foi insuficiente para anular as perdas acumuladas nos demais meses, de 15,12% até o encerramento de julho.
Na Europa
Os principais índices dos mercados de ações da Europa terminaram em baixa depois de dados mostrarem que a economia dos Estados Unidos cresceu menos do que o esperado no segundo trimestre. Também pesou sobre as bolsas a preocupação dos investidores com a ausência de um consenso entre os congressistas dos EUA a respeito do aumento no teto da dívida norte-americana. Outro fator negativo foi o anúncio da Moody's de que colocou o rating de crédito da Espanha em observação para potencial rebaixamento.
Pessimismo
A Bolsa de Tóquio fechou em queda pela quarta sessão desta semana, diante do adiamento da tão esperada votação no Congresso dos EUA sobre a elevação do teto da dívida norte-americana. O dólar caiu mais diante do iene, aumentando o pessimismo dos investidores. O índice Nikkei 225 desceu 68,32 pontos, ou 0,7%, e fechou aos 9.833,03 pontos, encerrando a semana com perda acumulada de 3% e o nível mais baixo desde 30 de junho.
Perdas
Em Wall Street, o Dow Jones recuou 0,79%, aos 12.143,24 pontos, o S&P perdeu 0,65%, aos 1.292,28 pontos, e o Nasdaq fechou em baixa de 0,36%, aos 2.756,38 pontos. No mês, os índices acumularam perdas de 2,18%, 2,15% e 0,62%, respectivamente. E, no ano, alta de 4,89%, 2,75% e 3,90%, também nesta ordem.
Para baixo
No Brasil, as ações da Vale e as siderúrgicas pressionaram o Ibovespa para baixo. Vale ON perdeu 1,90% e PNA, 1,43%, em reação ao resultado do segundo trimestre, divulgado ontem à noite. Gerdau PN perdeu 1,48%, Metalúrgica Gerdau PN, -1,44%, Usiminas PNA, -0,80%, e CSN ON, -0,61%.
Petrobras
Petrobras trabalhou boa parte do dia em alta, ajudando a sustentar o Ibovespa. Mas acabou virando para baixo e manteve esse comportamento no fechamento. A ON caiu 0,04% e a PN fechou estável. Na Nymex, o contrato do petróleo caiu 1,78%, a US$ 95,70 o barril.
Câmbio
No fechamento do mercado à vista, o dólar recuou 1,02%, para R$ 1,5530 no balcão. Em julho, apurou leve queda de 0,51% e, no ano, recua 6,67%. Na BM&F, o dólar pronto terminou a sessão em baixa de 0,86%, a R$ 1,5515. O giro financeiro total registrado na clearing de câmbio até 16h34 somava US$ 2,236 bilhões, dos quais US$ 1,796 bilhão em D+2.
Recuo
No mercado futuro, o dólar agosto de 2011 recuava 0,80%, para R$ 1,5565, com um volume financeiro de US$ 2,171 bilhões; e o vencimento de setembro de 2011 cedia 1,07%, cotado a R$ 1,5650, com giro de US$ 15,942 bilhões. O Banco Central fez dois leilões de compra de moeda à vista e definiu as taxas de corte em R$ 1,5550 e R$ 1,5539.
Euro
Em Nova York, às 16h52, o euro subia US$ 1,4384, de US$ 1,4330 no fim da tarde de quinta-feira. O dólar caía a 76,93 ienes, de 77,65 ienes quinta-feira, e recuava para 0,7866 franco suíço, de 0,8009 franco suíço na véspera.
Juros
Na BM&F, o DI de janeiro de 2012 (108.350 contratos) ficou passou de 12,47% para 12,46%. O DI de janeiro de 2013 (165.795 contratos) se manteve em 12,69% e o Janeiro de 2014 (121.245 contratos) recuou de 12,83% para 12,79%. O DI de Janeiro de 2017 (31.580 contratos) passou de 12,75% para 12,70%.
(Agência Estado)





