Sem acordo
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em queda ontem, pressionados pela falta de um acordo sobre o aumento no teto da dívida dos Estados Unidos, pela divulgação de resultados financeiros considerados fracos e por preocupações com os bancos depois de o Goldman Sachs rebaixar sua recomendação para as ações do setor.
Bolsas asiáticas
As bolsas asiáticas fecharam em direções divergentes, em meio à preocupação com o impasse nas negociações para o aumento do teto da dívida pública dos EUA.
Expectativa
Em Hong Kong, a Bolsa fechou em leve baixa, com a expectativa de balanços robustos a serem divulgados por blue chips servindo de contraponto à cautela dos investidores diante do impasse nos EUA. O índice Hang Seng recuou 0,13% e fechou aos 22.541,69 pontos. As ações da chinesa China Pacific Insurance caíram 4,5% depois que o fundo de private equity Carlyle, dos EUA, levantou US$ 988 milhões com a venda de sua participação na seguradora, no piso da faixa indicativa de preço, segundo fontes familiarizadas com o negócio.
Em queda
A Bolsa de Tóquio fechou em queda, pois o efeito da valorização persistente do iene predominou sobre os bons resultados apresentados pela fabricante de robôs industriais Fanuc e pela empresa de leasing diversificado Orix. O índice Nikkei 225 caiu 50,53 pontos, ou 0,5%, e fechou aos 10.047,19 pontos.
Impasse
O mercado ficou no território negativo por todo o pregão e o sentimento dos investidores permaneceu deprimido pelo impasse nas negociações do teto da dívida dos EUA, o que por sua vez prejudicou a cotação do dólar. A moeda norte-americana caiu abaixo de 78 ienes, tirando qualquer entusiasmo pelas ações de exportadoras de destaque, como as da Nintendo, que fecharam em queda de 1,1%.
Dólar
O governo brasileiro publicou ontem decreto impondo uma taxação de 1% sobre as operações de derivativos cambiais feitas por investidores brasileiros e estrangeiros no País. Com isso, por volta das 16h20, a cotação do dólar comercial tinha alta de 1,18%, a R$ 1,557 na venda.
Medida
A medida visa conter a desvalorização do dólar, que sofreu fortes quedas frente ao real desde a última semana, alimentando preocupações com a competitividade das exportações brasileiras. A divisa norte-americana está no menor patamar em mais de 12 anos e meio diante do impasse sobre a dívida dos Estados Unidos.
Santander
O espanhol Banco Santander - o maior da zona do euro em valor de mercado - registrou queda de 38% no lucro líquido no segundo trimestre deste ano, para 1,39 bilhão de euros (US$ 2,01 bilhões), de 2,23 bilhão de euros no mesmo período do ano passado. O resultado ficou abaixo das estimativas dos analistas de 2,07 bilhões de euros. Às 8 horas (de Brasília), as ações do banco caíam 2,69% na Bolsa de Madri.
Inadimplência
O Bradesco registrou um pequeno aumento do índice de inadimplência no segundo trimestre, puxado pelo aumento de calotes na pessoa física. A taxa total do banco, considerando atrasos superiores a 90 dias, terminou junho em 3,7%, ante 3,6% em março. Considerando apenas a taxa de pessoa física, o indicador terminou em 5,7%, ante 5,5% no primeiro trimestre do ano.
Hypermarcas
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou ontem por unanimidade e sem restrições, em votação em bloco, dois negócios da Hypermarcas. O órgão antitruste retirou da pauta, porém, o processo envolvendo o Grupo Carrefour e a Cetelem Holding Participações. A autarquia votou a favor da aquisição de quotas representativas da CEIL, empresa que era controlada pela Revlon e que é dona das marcas Bozzano, Juvena, Campos do Jordão e Aquamarine, pela Hypermarcas.
Cielo
A Cielo deve investir este ano entre R$ 308 milhões e R$ 328 milhões em compras de equipamentos que fazem a leitura e captura de transações com cartões de crédito e débito nas lojas, chamados pelo mercado de POS. ''Somos o primeiro ou segundo maior comprador do mundo desses equipamentos'', afirma o presidente da Cielo, Rômulo de Mello Dias, que participou ontem de teleconferência com a imprensa para comentar os resultados da empresa no segundo trimestre.
(Das Agências)

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