MERCADO FINANCEIRO
Arrastão
O impasse para um acordo entre governo e oposição nos EUA para o endividamento público arrastou as bolsas para o vermelho neste início de semana. A mesma onda carregou a Bovespa, que caiu aos 59 mil pontos. Mas o bom desempenho das ações da Petrobras - em reação ao plano de investimentos - e, em menor escala, da Vale garantiu um recuo menor do que o de Wall Street.
Em baixa
O Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,50%, aos 59.970,54 pontos. Na mínima, registrou 59.640 pontos (-1,05%) e, na máxima, os 60.285 pontos (+0,02%). No mês, o índice acumula queda de 3,90% e, no ano, de 13,47%. O giro financeiro totalizou R$ 4,422 bilhões.
Investimentos
Depois de ser vetado por duas vezes, o Conselho de Administração da estatal aprovou o plano de investimentos 2011-2015 que prevê US$ 224,7 bilhões em investimentos, dos quais 57% destinados à área de Exploração e Produção. Do total, outros 31% vão para a área de Abastecimento e Refino, 6%, para Gás e Energia, 1%, para a área Corporativa, 2%, para petroquímica, 1%, para distribuição e 2% para biocombustíveis.
Movimento
As ações ON da Petrobras subiram 2,20% e as PN, 2,31%. No exterior, o petróleo terminou em queda de 0,67%, a US$ 99,20 o barril. Vale também acabou virando para cima e dando alguma sustentação ao Ibovespa à tarde, mas pequena, já que teve variação tímida. Nos ajustes, a ação ON recuou, 0,08% enquanto a PNA avançou 0,19%, em dia de queda dos metais
Azedou
O apoio das blue chips foi insuficiente ontem para segurar a Bolsa em alta. O impasse nos EUA para um acordo sobre o aumento do teto do endividamento do país, cujo deadline se aproxima (2 de agosto), azedou o humor dos investidores, já que a sensação é de que houve retrocesso no final de semana.
Recuos
O Dow Jones terminou o pregão em baixa de 0,70%, aos 12.592,80 pontos. O S&P recuou 0,56%, aos 1.337,43 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,56%, aos 2.842,80 pontos. Na Europa, as bolsas também caíram, ainda empurradas pelo rebaixamento, pela Moody's, da nota de risco da Grécia. Foram três níveis de uma só vez, de Caa1 para Ca.
Câmbio
O dólar à vista no balcão fechou com perda de 0,77%, cotado a R$ 1,5430, que é o menor valor desde 18 de janeiro de 1999, quando encerrou em R$ 1,5384. Na BM&F, o dólar pronto fechou com perda de 0,61%, a R$ 1,5426. O giro financeiro total registrado na clearing de câmbio até 16h37 somava US$ 2,143 bilhões, sendo US$ 1,433 bilhão em D+2. No mercado futuro, no mesmo horário, o dólar com vencimento em 1º de agosto de 2011 recuava 0,84%, a R$ 1,5430, com um volume financeiro de US$ 18,21 bilhões.
Reforço
Com a maior oferta de moeda, O Banco Central reforçou a compra, por meio de dois leilões à vista, cujas taxas de corte foram de R$ 1,5430 e R$ 1,5424. Também fez um leilão a termo para 2 de agosto, que teve taxa de corte de R$ 1,5420.
Juros
No encerramento da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2013 (83.545 contratos) projetava 12,69%, de 12,68% na sexta-feira, e o DI janeiro de 2012 (36.890 contratos) estava na mínima de 12,47%, mesmo patamar do ajustes anterior. O DI janeiro de 2017 (20.630 contratos) subia de 12,49% para 12,58%, enquanto o DI janeiro de 2021 (3.010 contratos) avançava de 12,30% para 12,38%.
Na Europa
As bolsas de valores europeias fecharam em queda, pressionadas pelas ações dos bancos em consequência das preocupações com o impasse sobre a elevação do teto da dívida dos Estados Unidos e depois de mais um rebaixamento do rating da Grécia. O índice Stoxx Europe 600 caiu 0,3%, para 271,29 pontos, após quatro sessões seguidas de alta.
Baixas
Entre as maiores baixas estiveram Barclays, que cedeu 4,4% em Londres, Credit Agricole, que recuou 5,5% em Paris, e Dexia, que despencou 8,2% em Bruxelas. Não houve progresso nas negociações entre os líderes do governo dos EUA realizadas no fim de semana sobre a questão da dívida norte-americana.
(Agência Estado)





