No azul
Depois de um início volátil, o Ibovespa firmou-se em alta, mas foi perdendo fôlego com o passar das horas e chegou ao final praticamente estável. Registrou pequeno ganho, que completou, assim, a quarta sessão seguida no azul. A Bovespa acumulou ganho semanal pela primeira vez em julho.
Positivo
O Ibovespa encerrou o dia com variação positiva de apenas 0,01%, aos 60.270,47 pontos. Na mínima, registrou 60.077 pontos (-0,31%) e, na máxima, os 60.696 pontos (+0,72%). Foi o quarto pregão seguido de alta, que fez com que o índice subisse 1,33% na semana. No mês, entretanto, a Bolsa recua 3,42% e, no ano, 13,03%. O giro financeiro totalizou R$ 4,796 bilhões.
Sem detalhes
O desempenho contido das bolsas em geral ontem foi justificado pela falta de detalhamento sobre o pacote de ajuda à Grécia e pelo fato de os Estados Unidos ainda não terem chegado a um acordo sobre o aumento do teto do endividamento. A percepção de que o pior não vai acontecer na América do Norte deu fôlego para compras, aqui, com o incentivo do investidor estrangeiro. Mas a falta de um consenso intimidou posições ousadas. O balanço ruim da Caterpillar também contribuiu para o desempenho mais fraco das bolsas por lá.
Em queda
O Dow Jones terminou o pregão em queda de 0,34%, aos 12.681,16 pontos. S&P subiu 0,09%, aos 1.345,02 pontos, e o Nasdaq avançou 0,86%, aos 2.858,83 pontos.
Robusto
As bolsas europeias, que na quinta-feira estavam fechadas quando saíram as linhas gerais da ajuda à Grécia, foram as que tiveram desempenho mais robusto ontem, mas fecharam longe das máximas. Na Bolsa de Londres, o FTSE-100 avançou 0,60%, para 5.935,02 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,68%, para 3.842,70 pontos. Na Bolsa de Frankfurt, o Xetra DAX fechou em alta de 0,50%, a 7.326,39 pontos. Em Milão, o índice FTSE MIB caiu 0,15%, para 19.461,14 pontos. O IBEX 35, da Bolsa de Madri, avançou 0,42%, para 10.059,30 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 1,47%, para 7.075,33 pontos. O ASE, da Bolsa de Atenas, ganhou 5,91%, para 1.286,15 pontos.
Recuperação
No Brasil, as ações das construtoras seguem sua trajetória de recuperação. MRV ON subiu 3,88% e liderou as altas do Ibovespa. Cyrela ON, +2,33%, Gafisa ON, +1,45%, Rossi ON, +2,19%, e Bisa ON, +1,30%.
Ajuda
As blue chips também ajudaram a sustentar o Ibovespa, ontem mais Vale do que Petrobras. A mineradora teve valorização de 0,31% na ação ON e de 0,33% na PN. Petrobras ON subiu 0,20%, mas a PN recuou 0,13%. Na Nymex, o contrato do petróleo subiu 0,75%, para US$ 99,87, o maior patamar desde 9 de junho.
Estável
O dólar fechou estável no balcão, a R$ 1,5550, após três dias em baixa, e moveu-se nos negócios à vista dentro do patamar de R$ 1,55, que se tornou um importante suporte informal de preço. Na semana, registrou desvalorização de 1,27%; em julho cai 0,38% e, no ano, -6,55%. Na BM&F, o dólar pronto terminou em baixa de 0,17%, a R$ 1,5520. O giro financeiro total registrado na clearing de câmbio até 16h40 somava US$ 2,457 bilhões, sendo US$ 1,995 bilhão em D+2.
Limite
No mercado futuro, às 15h44, no entanto, o contrato de dólar que vence em 1º de agosto de 2011 devolvia a queda intraday e subia 0,06%, a R$ 1,5570, com um giro financeiro de US$ 12,663 bilhões. O Banco Central ajudou a limitar a queda do dólar à vista com dois leilões de moeda.
Juros
Ao término da negociação normal, o DI janeiro de 2013 (72.865 contratos) oscilava de 12,67% para 12,68% e o DI janeiro de 2012 (267.145 contratos) ficava estável em 12,47%. O DI janeiro de 2017 (14.815 contratos) caía de 12,52% para 12,49%, enquanto o DI janeiro de 2021 (1.675 contratos) cedia de 12,34% para 12,30%.
Influências
A Bolsa de Tóquio encerrou o dia em alta, influenciada pelo anúncio da ajuda financeira à Grécia, que sustentou os papéis das instituições financeiras japonesas. Empresas exportadoras também foram beneficiadas com a desvalorização do iene diante do euro. O índice Nikkei avançou 1,22% e fechou aos 10.132,11 pontos, e terminou a semana com valorização de 1,6%, no melhor nível desde o dia 8 de julho.
(Agência Estado)

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