MERCADO FINANCEIRO
Para cima
O acordo fechado pelos líderes europeus para resolver a situação grega foi o motor que puxou os mercados acionários ontem. A Bovespa voltou a fechar nos 60 mil pontos, o que não acontecia há mais de uma semana, e teve a maior alta porcentual desde 1º de dezembro do ano passado. Os ganhos aqui foram puxados pelas blue chips - sobretudo Petrobras - e papéis de construtoras, bancos e varejo. Poucas ações recuaram.
Em alta
O Ibovespa terminou o dia em alta de 1,93%, aos 60.262,95 pontos, maior nível desde os 60.669,89 pontos de 13 de julho. Na mínima, registrou 59.120 pontos (estabilidade) e, na máxima, os 60.441 pontos (+2,23%). No mês, acumula perda de 3,43%, e, no ano, de 13,05%. O giro financeiro totalizou R$ 5,602 bilhões.
Acordo
Pela manhã, uma prévia do que estava sendo acordado veio a público e puxou os mercados para cima. Os governos da zona do euro concordaram com um novo pacote de ajuda para o país helênico e em reestruturar a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês), o fundo de resgate europeu. O acordo, que desde quarta-feira já vinha antecipado, foi confirmado no final da tarde.
Empréstimos
Ficou decidido que será ampliada a duração dos empréstimos da EFSF à Grécia dos atuais 7,5 anos para um mínimo de 15 anos e um máximo de 30 anos. E os empréstimos da EFSF terão taxas equivalentes às de uma linha de financiamento da União Europeia criada para socorrer nações do bloco com dificuldades relacionadas ao balanço de pagamentos. Atualmente, a taxa cobrada pelos empréstimos obtidos por meio desta linha está perto de 3,5%, segundo o comunicado.
Estímulo
Estimulados pelas primeiras notícias sobre a reunião, as bolsas europeias terminaram com ganhos, puxados principalmente pelas ações dos bancos. As bolsas norte-americanas também subiram o dia todo, ampliando os ganhos após a confirmação no final sessão. O Dow Jones terminou o dia em alta de 1,21%, aos 12.724,41 pontos, o S&P avançou 1,35%, aos 1.343,80 pontos, e o Nasdaq, 0,72%, aos 2.834,43 pontos.
Investimento
No Brasil, além do exterior propício a compras, também o Copom deu incentivo para os investidores se animarem com a renda variável, inclusive o estrangeiro. ''Teve ingresso de capital externo na Bovespa'', comentou um operador da mesa de renda variável de uma corretora paulista. Quarta-feira, o Banco Central elevou a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, para 12,50%, e, para alguns profissionais, sinalizou que o aumento do juro terminou este mês.
Benefício
O setor de construção civil, bastante penalizado este ano, é um dos beneficiados por uma interrupção do processo de alta dos juros, liderando as altas do Ibovespa. Gafisa ON subiu 7,04%, na maior alta do índice, seguida por Rossi ON (+6,75%), MRV ON (+6,18%), PDG ON (+6) e Bisa ON (+5,63%).
Petrobras
Petrobras ON ganhou 2,58% e PN, 2,77%. Vale ON avançou 0,29% e a PNA, 0,22%. Na Nymex, o contrato do petróleo para setembro subiu 0,74%, a US$ 99,13 o barril.
Câmbio
O dólar persistiu em baixa pelo terceiro dia ante o real e voltou ao patamar de R$ 1,55, aproximando-se do preço mais baixo desde janeiro 1999, de R$ 1,5384. O dólar no balcão encerrou em baixa de 0,32%, a R$ 1,5550, enquanto na BM&F terminou em R$ 1,5546 (-0,35%). No mercado futuro, às 16h42, o dólar para agosto de 2011 recuava 0,70%, a R$ 1,5580, com um giro financeiro de US$ 15,530 bilhões.
Euro
Por volta das 16h10, o euro subia para US$ 1,4376, de US$ 1,4219 quarta-feira, com máxima intraday de US$ 1,4418, atingida após os comentários do presidente da França.
Leilão
Com fluxo favorável, o volume de negócios melhorou e o Banco Central fez dois leilões de compra de dólar à vista, nos quais fixou as taxas de corte em R$ 1,5558 e R$ 1,5548.
Juros
Ao término da negociação normal, o DI janeiro de 2012 (267.145 contratos) caiu de 12,49% no ajuste de quarta-feira para 12,47%, o DI julho de 2012 cedeu de 12,60% para 12,58% (157.265 contratos) e o DI janeiro de 2013 (239.840 contratos) subiu de 12,65% para 12,67%. Na ponta longa, o DI janeiro de 2017 (26.935 contratos) subiu de 12,46% para 12,51% e o DI janeiro de 2021 (7.445 contratos) avançou para 12,33%, de 12,30% quarta-feira.
Agência Estado





