MERCADO FINANCEIRO
No positivo
O saldo da entrada e saída de dólares do país (fluxo cambial) ficou positivo em US$ 10,132 bilhões, neste mês, até o dia 15, segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC). De janeiro até a primeira quinzena deste mês, o fluxo cambial está positivo em US$ 49,965 bilhões contra resultado também positivo, mas bem menor, de US$ 172 milhões, de igual período de 2010. Em julho de 2010, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 3,191 bilhões.
Fluxo
O resultado preliminar deste mês contou com um saldo positivo de US$ 3,245 bilhões do fluxo comercial (operações de exportações e importações) e de US$ 6,887 bilhões do saldo financeiro (registro de investimentos em títulos, ações, remessas de lucros e dividendos ao exterior, entre outras operações). De janeiro a 15 de julho, o fluxo comercial ficou positivo em US$ 19,438 bilhões, enquanto o financeiro registrou saldo positivo de US$ 30,527 bilhões.
Reservas
Os dados divulgados ontem também mostram que as compras de dólares pelo BC no mercado à vista elevaram as reservas internacionais em US$ 2,484 bilhões, neste mês até o dia 15. O BC também informou que o recolhimento compulsório sobre a posição vendida de câmbio dos bancos registrou saldo de R$ 42 milhões, no dia 15 deste mês. A primeira vez que o BC fez esse recolhimento foi no último dia 5, quando o saldo desse tipo de depósito compulsório ficou em R$ 55 milhões. A posição vendida indica a aposta dos bancos em relação à queda do dólar no mercado à vista. Esse tipo de depósito compulsório - recursos que os bancos são obrigados a depositar no BC - é recolhido em espécie e não é remunerado.
Análise
Em janeiro deste ano, o BC determinou o recolhimento para reduzir as apostas em relação à queda do dólar, uma vez que em dezembro a posição vendida dos bancos estava em US$ 16,8 bilhões, nível considerado alto. A medida entrou em vigor em abril, mas, desde então, não havia sido registrado recolhimento de dinheiro, já que as instituições estavam respeitando o limite estabelecido pelo BC. O recolhimento é de 60% sobre o valor da posição vendida de câmbio que exceder US$ 3 bilhões ou o montante equivalente ao patrimônio da instituição financeira.
Limite
No último dia 8, o Banco Central alterou a medida, ao reduzir o limite de posição vendida de US$ 3 bilhões para US$ 1 bilhão. Segundo a circular do BC, a medida produzirá efeitos 'a partir do período de cálculo, com início no dia 11 de julho de 2011'. O valor do recolhimento é feito com base no cálculo da média móvel dos últimos cinco dias.
Dólar
A cotação do dólar comercial tinha baixa de 0,38% ontem no final da tarde, a R$ 1,561 na venda. O euro seguia com ligeira valorização de 0,05%, vendido a R$ 2,218. Em Wall Street, o índice Dow Jones, seguia quase estável, com ligeira desvalorização de 0,03%.
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam ontem em alta, estimuladas pelos resultados da Apple e da IBM e pela perspectiva de que termine o impasse político sobre o teto da dívida do governo norte-americano. O índice Hang Seng da Bolsa de Hong Kong teve alta de 0,5% e fechou aos 22.003,69 pontos, embora tenha oscilado dentro de uma faixa estreita pela sétima sessão consecutiva, em meio à permanência das incertezas em relação aos problemas da dívida na Europa e nos EUA.
China
As bolsas da China fecharam em direções diferentes, com oscilações pequenas, em meio à preocupação dos investidores com a economia do país no segundo semestre. O índice Xangai Composto recuou 0,1% e terminou aos 2.794,21 pontos. O índice Shenzhen Composto avançou 0,2% e encerrou aos 1.219,46 pontos. A alta do petróleo e o temor de desaceleração econômica afetaram as ações de companhias aéreas. Air China caiu 1,8% e China Southern Airlines cedeu 0,9%.
Europa
As bolsas de valores europeias fecharam em alta forte, liderada por recuperação dos bancos e ganhos entre as ações da BP e de papéis de tecnologia, puxados pelo balanço favorável da norte-americana Apple.
Em Londres, o índice FT-100 fechou em alta de 63,83 pontos (1,10%), aos 5.853,82 pontos; enquanto em Frankfurt, o índice Xetra-DAX terminou a sessão com valorização de 27,52 pontos (0,38%), aos 7.220,19 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 fechou em alta de 59,65 pontos (1,61%), aos 3.754,60 pontos.





