A gangue
A Bovespa abriu em alta, mas passou por um momento de indefinição perto da hora do almoço. Depois de renovar as mínimas, o índice encontrou forças para voltar a subir nas declarações do presidente dos EUA, Barack Obama, sobre um plano de corte de gastos que está no Senado, elaborado por um grupo apelidado de ''gangue dos seis''.
Em alta
O Ibovespa terminou a sessão em alta de 0,42%, aos 59.082,13 pontos. Na mínima, registrou 58.677 pontos (-0,27%) e, na máxima, atingiu os 59.394 pontos (+0,95%). No mês, acumula perda de 5,32%, e, no ano, de 14,75%. O giro financeiro totalizou R$ 5,277 bilhões.
Virou
A Bovespa não se deixou levar na primeira metade dos negócios pelo sinal positivo vindo do exterior e, embora tenha aberto em alta, virou perto da hora do almoço e renovou as mínimas empurrada por ordens de vendas de investidores estrangeiros. Enquanto isso, as bolsas norte-americanas subiam, puxadas por um dado sobre construções e também por balanços positivos.
Planos
No início da tarde, Obama fez um pronunciamento no qual elogiou um plano elaborado por senadores democratas e republicanos para reduzir o déficit norte-americano em US$ 3,7 trilhões e disse que a proposta representa um ''passo muito importante'' nas negociações sobre o orçamento do país. Antes das declarações do presidente dos EUA, os mercados nos EUA eram impulsionados por balanços de empresas como Coca-Cola, IBM e Johnson & Johnson e pelo dado que mostrou que o número de novas construções residenciais nos EUA subiu 14,6% em junho ante maio. A previsão era de aumento de 2%.
Subida
O Dow Jones terminou em alta de 1,63%, aos 12.587,42 pontos, o S&P subiu 1,63%, aos 1.326,73 pontos, e o Nasdaq avançou 2,22%, aos 2.826,52 pontos. As bolsas europeias também subiram, empurradas pelas ações dos bancos, que corrigiram o tombo da véspera.
Destaques
No Brasil, os bancos também estiveram entre os destaques positivos. Bradesco PN terminou com valorização de 1,42%, Itaú Unibanco PN, +2,39%, BB ON, +2,27%, Santander unit, +0,13%. Vale subiu 0,22% tanto na ON quanto na PNA. Petrobras caiu, 0,75% a ON e 0,48% a PN. Na Nymex, o contrato do petróleo para agosto ficou 1,64% mais caro, a US$ 97,50 o barril.
Câmbio
O dólar no mercado local abriu em baixa e ampliou as perdas durante a sessão, atingindo a mínima de R$ 1,5650(-0,89%) no balcão por volta das 15 horas. No fechamento, a moeda caiu 0,76%, para R$ 1,5670. Na máxima, pela manhã, foi cotada a R$ 1,5710 (-0,51%).
Em baixa
Na BM&F, o dólar pronto terminou em baixa de 0,73%, a R$ 1,5665. O giro financeiro total à vista registrado na clearing de cambio às 16h38 somava US$ 1,995 bilhão, dos quais US$ 1,512 bilhão em D+2. No mercado futuro, no mesmo horário acima, o dólar que vence em 1º de agosto recuava 0,54%, para R$ 1,5705, com um volume movimentado de US$ 10,75 bilhões (20% inferior ao giro da véspera).
De leve
No leilão vespertino de compra de dólar, o Banco Central definiu a taxa de corte em R$ 1,5663, levemente acima da cotação à vista no balcão naquele momento, de R$ 1,5660 (-0,82%).
Juros
Ao término da negociação normal, o DI janeiro de 2012 (277.735 contratos) cedeu a 12,46% de 12,47% ontem, e o DI janeiro de 2013 (146.050 contratos) apontava 12,63%, ante 12,64% no ajuste de ontem. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (16.800 contratos) caía de 12,46% para 12,44% e o DI janeiro de 2021 (615 contratos), de 12,29% para 12,27%.
Avanços
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em alta, impulsionados pelos resultados financeiros positivos das companhias europeias e norte-americanas e pelo avanço nos papéis de bancos. O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 2,18 pontos, ou 0,83%, para 264,28 pontos. Na Bolsa de Londres, o FTSE-100 avançou 37,18 pontos, ou 0,65%, para 5.789,99 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 44,24 pontos, ou 1,21%, para 3.694,55 pontos. Na Bolsa de Frankfurt, o Xetra DAX fechou em alta de 84,75 pontos, ou 1,19%, a 7.192,67 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 104,09 pontos, ou 1,59%, para 6.664,80 pontos. O ASE, da Bolsa de Atenas, ganhou 16,04 pontos, ou 1,37%, para 1.187,74 pontos.
(Agência Estado)

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