Bovespa
O final de semana chegou e partiu e nenhum desfecho dos problemas que assustam o mercado financeiro aconteceu: situação grega e aumento do teto de endividamento dos EUA. E o resultado foi aversão a risco, com bolsas em baixa e a Bovespa agora na casa dos 58 mil pontos - e perdas acima de 15% em 2011.

Recuo
O Ibovespa terminou a segunda-feira com perda de 1,08%, aos 58.837,61 pontos, menor nível desde 20 de maio do ano passado (58.192,08 pontos). Na mínima, registrou 58.631 pontos (-1,42%) e, na máxima, os 59.479 pontos (estável). No mês, acumula queda de 5,71% e, no ano, cai 15,10%. O giro financeiro totalizou R$ 8,361 bilhões, engordado por R$ 2,38 bilhões do exercício de opções sobre ações.

Pressão
Um dos especialistas consultados explicou que a dificuldade em se chegar a um acordo nos EUA para o aumento do teto do endividamento deve trazer mais pressão de baixa aos mercados acionários. E, para ajudar, a Fitch ontem foi a terceira agência de classificação de risco a colocar pressão para que essa solução saia logo, ao ameaçar também com um possível rebaixamento do rating dos EUA.

Queda
O Dow Jones terminou o dia de ontem em queda de 0,76%, aos 12.385,16 pontos. O S&P recuou 0,81%, aos 1.305,44 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,89%, aos 2.765,11 pontos.

Europa
Outro ponto de pressão ontem foi a reação, em baixa, das bolsas europeias ao resultado dos testes de estresse dos bancos da região, divulgado na sexta-feira, quando o mercado lá já tinha fechado. Ontem, os bancos reagiram em queda e arrastaram as bolsas. A avaliação corrente no mercado é que os testes foram insuficientes e fáceis demais. Na Europa, há ainda as preocupações com a Grécia e os temores de contágio da crise na Itália.

Prudência
Aqui, o Banco Central (BC) foi a público ontem anunciar mais uma medida macroprudencial que, embora sem grande relevância, levantou a lebre de que novas virão. O BC estendeu para operações de cartão de crédito consignado a regra de que as operações de parcelamento com prazos superiores a 36 meses terão uma exigência maior de capital para os bancos.

Bancos
Bancos estiveram entre os papéis que fecharam em baixa, assim como Petrobras. Bradesco PN, -2,23%, Itaú Unibanco PN, -0,92%, BB ON, -2,68%, Santander unit, -2,87%, Petrobras ON, -0,71%, PN, -1%. Vale subiu: a ON, +0,30%, e PNA, +0,37%.

Petróleo
Na Nymex, o contrato do petróleo para agosto recuou 1,35%, aos US$ 95,93 o barril.

Dólar
O dólar oscilou em alta em relação ao real o dia todo, chegou a uma máxima pela manhã de R$ 1,5840 (+0,54%), mas desacelerou e terminou no patamar de R$ 1,57.

Alta
No câmbio à vista, a moeda norte-americana fechou com ganho de 0,25%, cotada a R$ 1,5790 no balcão. A mínima, registrada à tarde, foi de R$ 1,5770 (+0,13%). Na BM&F, o dólar pronto encerrou com avanço de 0,19%, a R$ 1,5780. O giro financeiro total na clearing de câmbio até 16h52 somava US$ 1,824 bilhão, sendo US$ 1,404 bilhão em D+2. No mercado futuro, no mesmo horário, o contrato de dólar que vence em 1º de agosto subia 0,15%, para R$ 1,5825, com um volume movimentado de US$ 11,54 bilhões.

Leilão
No leilão vespertino de compra de dólar à vista, o Banco Central definiu a taxa de corte em R$ 1,5785.

Câmbio
Em Nova York, às 16h41, o euro valia US$ 1,4106, de US$ 1,4150 no fim da tarde de sexta-feira. O dólar estava em 79,07 ienes, de 79,14 ienes na sexta, e subia a 0,8177 franco suíço, de 0,8151 franco suíço anteriormente.

Juros
Ao término da negociação normal, o DI janeiro de 2012 (258.730 contratos) caía de 12,48% para 12,47%, o DI para julho 2012 recuava de 12,62% para 12,59% (59.675 contratos) e o DI janeiro de 2013 (125.265 contratos) cedia a 12,64%, ante 12,67% na sexta-feira. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (14.160 contratos) bateu na mínima de 12,44%, mas fechou a 12,46%, ante 12,47% no ajuste anterior, enquanto o DI janeiro 2021 (5.400 contratos) apontou 12,29%, de 12,33%.
(Agência Estado)

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