Perda acumulada
A Bovespa teve sua segunda pior semana de 2011. Caiu em quatro dos cinco pregões, acumulando perda acima de 3%, e retornou aos 59 mil pontos - e ao pior nível desde maio do ano passado. Os problemas no cenário internacional e a falta de interesse dos investidores na renda variável brasileira só se agravam e o Ibovespa está perto de registrar perdas de 15% em 2011.

Em queda
Ontem, o índice encerrou o dia em queda de 0,34%, aos 59.478,01 pontos. Na mínima, registrou 59.180 pontos (-0,84%) e, na máxima, os 60.104 pontos (+0,71%). Na semana, teve perda de 3,31% e, no mês, de 4,69%. Em 2011, o Ibovespa registra queda de 14,18%. O giro financeiro totalizou R$ 5,749 bilhões.

Na contramão
O mercado acionário doméstico acabou trabalhando, mais uma vez, na contramão das bolsas norte-americanas. Os índices em Wall Street subiram, ignorando as discussões sobre o aumento do teto de endividamento do país e também as ameaças de rebaixamento pelas agências de rating, sem contar o resultado dos testes de estresse dos bancos europeus. Esse era o assunto do dia ontem, mas não fez preço.

Reprovados
Segundo a Autoridade Bancária Europeia (EBA), oito bancos não passaram nos testes e precisariam levantar um total de aproximadamente Ç 2,5 bilhões em capital para atingirem o nível mínimo de solidez financeira exigido pela instituição. As bolsas europeias fecharam antes dos resultados e, na maioria, caíram, à sua espera.

Em observação
Outro assunto que pautou o mercado externo foi a discussão sobre o aumento do teto de endividamento dos Estados Unidos. Ontem, um dia depois da Moody's, a S&P também anunciou que colocou o rating AAA dos EUA em observação. Ontem, a agência informou que a nota poderá ser rebaixada no final de julho se o risco de default crescer. As bolsas americanas, entretanto, não deram bola e subiram.

Bem comportadas
Dow Jones terminou em alta de 0,34%, aos 12.479,73 pontos, S&P avançou 0,56%, aos 1.316,14 pontos, e o Nasdaq subiu 0,98%, aos 2.789,80 pontos. No Brasil, Petrobras e Vale até exibiram bom comportamento. No final, Petrobras ON subiu 0,32% e PN, 0,17%. Vale ON caiu 0,06% e PNA avançou 0,17%. Na Nymex, o contrato do petróleo para agosto subiu 1,62%, a US$ 97,24 o barril.

De leve
O dólar à vista fechou em baixa, cotado a R$ 1,5750 no balcão (-0,19%) e na BM&F (-0,10%), a R$ 1,5750. Na semana, a moeda apurou leve alta de 0,70% no balcão e, no mês, apura ganho de 0,90%. No ano, porém, a queda é de 5,35%. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio até 16h40 somava US$ 1,753 bilhão, sendo US$ 1,323 bilhão em D+2.

No futuro
No mercado futuro, nesse horário, o dólar que vence em 1º de agosto de 2011 caía 0,35%, para R$ 1,5795, com um volume movimento de US$ 11,84 bilhões. O Banco Central fez somente um leilão vespertino de compra à vista e definiu a taxa de corte em R$ 1,5745. Em Nova York, às 16h48, o euro valia US$ 1,4149, de US$ 1,4146 no fim da tarde de quinta-feira. O dólar estava em 79,06 ienes, de 79,12 ienes na véspera, e recuava para 0,8135 franco suíço, de 0,8164 franco suíço quinta-feira.

Projeções
Ao término da negociação normal, o contrato DI janeiro de 2017 (11.740 contratos) projetava 12,47%, de 12,42% no ajuste de quinta-feira, e o DI janeiro de 2021 (2.340 contratos) oscilava de 12,26% para 12,28%. O DI janeiro de 2012 (254.670 contratos) passava de 12,47% para 12,48% e o DI janeiro de 2013 (89.870 contratos), de 12,65% para 12,67%.

Em alta
A Bolsa de Tóquio fechou em alta ontem, pois um iene mais fraco levou os ''traders'' a recomprarem ações de empresas exportadoras, embora o volume tenha sido pequeno por causa da expectativa em relação aos indicadores que serão divulgados nos EUA e aos resultados dos testes de estresse dos bancos europeus. O índice Nikkei 225 avançou 38,35 pontos, ou 0,4%, e fechou aos 9.974,47 pontos.

De virada
O mercado abriu em baixa, mas rapidamente virou positivo, em meio a um ambiente de desvalorização do iene e diante dos bons resultados apresentados pelo Google e pelo JPMorgan Chase, que despertaram a expectativa de uma temporada de balanços robusta nos EUA. Os investidores ignoraram as preocupações com a dívida dos EUA e a frustração das esperanças de outra rodada de afrouxamento quantitativo.
(Agência Estado)

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