Bovespa
A Bovespa anulou ontem a alta de 1,62% de anteontem. Com os investidores posicionados na ponta vendedora, o índice operou ladeira abaixo, piorando quando as bolsas norte-americanas também mudaram de humor e passaram a cair. Ajuste à véspera, cautela à frente e volatilidade com o vencimento de opções sobre ações na segunda-feira ajudaram a justificar a queda disseminada pelos papéis do índice.

Queda
A Bolsa doméstica terminou o dia de ontem em baixa de 1,63%, aos 59.679,35 pontos, novamente de volta ao menor nível desde 25 de maio do ano passado (59.184,08 pontos). Na mínima do dia, ultrapassou 2% de perdas: -2,01%, aos 59.452 pontos. Na máxima, situou-se em 60.685 pontos (+0,02%). No mês, acumula perda de 4,36% e, no ano, de 13,89%. O giro financeiro totalizou R$ 6,718 bilhões.

Ameaça
Segundo os operadores, a Bovespa já abriu pressionada, ajustando-se à alta da véspera e com movimento de saída de fluxo estrangeiro. Um dos profissionais comentou que as ameaças de rebaixamento da nota norte-americana pela Moody's causaram mal estar, afastando os investidores do risco.

Mal interpretado
Mas a razão que pressionou os índices norte-americanos para baixo foi a declaração do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, ontem no Senado, de que foi mal interpretado anteontem, na Câmara. Ele descartou um terceiro programa de flexibilização quantitativa e reiterou que não há plano imediato para uma nova rodada de compra de bônus pelo Tesouro.

Dow Jones
O Dow Jones terminou o pregão em baixa de 0,44%, aos 12.437,12 pontos. O S&P recuou 0,67%, aos 1.308,87 pontos, e o Nasdaq teve retração de 1,22%, aos 2.762,67 pontos.

Europa
As bolsas europeias também fecharam em baixa ontem, pressionadas pelas ações dos bancos, uma vez que hoje sairão os resultados dos testes de estresse das instituições financeiras da zona do euro. As declarações de Bernanke ampliaram as perdas.

Petrobras
Aqui, Petrobras ON caiu 1,94% e PN, -1,88%. Na Nymex, o contrato do petróleo para agosto terminou em baixa de 2,40%, a US$ 95,69 o barril. Vale registrou declínio menor, de 1,36% na ON e de 1,25% na PNA.

Câmbio
O dólar no mercado à vista fechou em alta de 0,19%, para R$ 1,5780 no balcão. Na BM&F, o dólar pronto avançou 0,10%, a R$ 1,5765. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio até 16h44 de ontem somava US$ 2,095 bilhões, sendo US$ 1,572 bilhão em D+2.

Mercado futuro
No mercado futuro, no mesmo horário acima, o dólar para agosto de 2011 tinha leve alta de 0,09%, a R$ 1,5835, após contabilizar um volume financeiro de US$ 13,92 bilhões. Em meio à liquidez mais fraca, o Banco Central fez apenas um leilão vespertino de compra de moeda à vista. A taxa de corte foi de R$ 1,5765.

Euro
Em Nova York às 16h40 de ontem, o euro caía a US$ 1,4136, de US$ 1,4158 no fim da tarde de anteontem. O dólar subia a 79,17 ienes, de 79,01 ienes anteontem, e valia 0,8171, de 0,8183 franco suíço na véspera.

Juros
Ao término da negociação normal, no contrato janeiro 2012 a taxa cedeu de 12,48% para 12,47% (303.290 contratos) e no janeiro 2013 baixou de 12,68% para 12,65% (137.175 contratos). Nos longos, o movimento de aversão ao risco seguiu o visto nas bolsas de valores aqui e nos Estados Unidos, que recuam, e nos contratos de commodities. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do cobre para setembro caiu 0,53%, para US$ 4,38 por libra-peso. Também na Nymex, o petróleo WTI para agosto caiu 2,40% e fechou a US$ 95,69 por barril. O DI janeiro de 2017 (14.405 contratos) subiu de 12,38% para 12,40%, depois de ter chegado a 12,42%, e o DI janeiro de 2021 (2.840 contratos) fechou a 12,23%, de 12,22%, após atingir 12,28%.

Ásia
As bolsas asiáticas fecharam ontem sem direção única, após a decisão da agência de classificação de risco Moody's de colocar em revisão para possível rebaixamento os ratings de crédito dos EUA, anunciada na noite de anteontem, deixar os investidores cautelosos, o que pressionou as ações de empresas financeiras e de algumas exportadoras.

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