MERCADO FINANCEIRO
Fluxo cambial
O fluxo cambial em julho até o dia 8 está positivo em US$ 1,521 bilhão, informou ontem o Banco Central. No segmento financeiro, o fluxo fechou o período positivo em US$ 316 milhões, com compras de US$ 7,901 bilhões e vendas de US$ 7,585 bilhões.
Segmento comercial
No segmento comercial, o saldo ficou positivo em US$ 1,205 bilhão, com exportações de US$ 5,488 bilhões e importações de US$ 4,283 bilhões. Em seis dias úteis de julho do ano passado, o fluxo cambial tinha ficado negativo em US$ 1,121 bilhão. O BC informou que, de janeiro a julho, até o dia 8, o fluxo cambial acumulado é de US$ 41,355 bilhões.
Negativo
No dia 1º de julho, que representou a primeira semana do mês, o fluxo ficou negativo em US$ 804 milhões. Os dados do BC mostraram também que as compras de dólar da autoridade monetária no mercado à vista,do dia 1º ao dia 8 de julho, aumentaram as reservas internacionais em US$ 1,585 bilhão. No dia 1º, as compras somaram US$ 295 milhões. Do dia 4 ao dia 8, as compras de dólares elevaram as reservas em US$ 1,290 bilhão.
Dólar
O dólar comercial fechou em baixa ontem. A moeda norte-americana teve queda de 0,44%, cotada a R$ 1,574 na venda. Essa é a segunda queda seguida da moeda norte-americana.
Estímulo
A possibilidade de uma terceira rodada de estímulo monetário nos Estados Unidos derrubou o dólar em todo o mundo, anulando possíveis efeitos de uma intervenção do Banco Central no mercado futuro no Brasil.
Petróleo
Os preços do petróleo fecharam em alta ontem, em reação aos dados do nível dos estoques norte-americanos na semana passada. Outro fator foram as declarações do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, sugerindo que o Fed poderá reabrir seu programa de estímulo à recuperação da economia.
Estoque
Segundo o Departamento de Energia (DoE), os estoques de petróleo bruto dos Estados Unidos tiveram uma redução de 3,1 milhões de barris na semana passada. Como a estimativa divulgada pelo American Petroleum Institute (API) apontava um aumento dos estoques, muitos traders esperavam que os dados do DoE confirmassem essa tendência.
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam em alta ontem, após a divulgação dos indicadores econômicos da China, que mostraram crescimento de 9,5% no Produto Interno Bruto (PIB) chinês no segundo trimestre, em comparação ao do mesmo período do ano passado, e de 15,1% na produção industrial de junho.
Hong Kong
O índice Hang Seng da Bolsa teve alta de 1,2% e fechou aos 21.926,88 pontos após dois dias de queda. Os dados da China afastaram o temor de uma aterrissagem difícil da economia chinesa e as previsões de resultado do Agricultural Bank of China (Agbank) puxaram para cima as ações dos bancos chineses.
China
O PIB da China, a segunda maior economia do mundo, cresceu 9,5% no segundo trimestre de 2011 com relação ao mesmo período do ano passado, dois décimos menos que nos primeiros três meses deste ano, segundo informou ontem o Birô Nacional de Estatísticas (NBS). Somando os dois períodos, na primeira metade do ano o PIB da China ascendeu a 20,44 trilhões de iuanes (US$ 3,16 trilhões), o que equivale a um aumento anualizado de 9,6%, destacou o porta-voz do NBS, Sheng Laiyun.
Risco
A agência de classificação de risco Fitch Ratings disse ontem que o pacote de austeridade da Itália irá ajudar o governo a estabilizar suas finanças e também a sua nota de risco de crédito. Por isso, a agência disse que mantém estável a perspectiva de risco do país, que vem sendo apontado pelo mercado financeiro como a possível próxima vítima da crise da dívida na Europa desde sexta-feira passada.
Europa
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em alta ontem, impulsionados pelo fato de o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, ter afirmado que há possibilidade de o Banco Central norte-americano adotar mais medidas de afrouxamento monetário se houver deterioração nas condições da economia dos EUA.
(Das Agências)





