Abaixo do nívelA Bovespa passou o dia se equilibrando ao redor da estabilidade e nos 60 mil pontos. Mas o rebaixamento, pela Moody's, da Irlanda para junk perto do final do pregão levou junto qualquer tentativa de recuperação e o principal índice à vista doméstico engatou sua sexta queda consecutiva e fechou abaixo dos 60 mil pontos pela primeira vez este ano. Vale, no entanto, subiu e impediu uma queda maior.

Em queda
O Ibovespa terminou a terça-feira em queda de 0,86%, aos 59.704,75 pontos, na mínima pontuação do dia. Trata-se do menor nível desde 25 de maio de 2010 (59.184,08 pontos). Na máxima do dia, registrou 60.516 pontos (+0,49%). Nestas seis sessões no vermelho, perdeu 6,55%. No mês, o índice acumula desvalorização de 4,32% e, no ano, de 13,85%. O giro financeiro totalizou R$ 5,763 bilhões.

Especulação
A Moody's anunciou na reta final da sessão o rebaixamento da nota da dívida soberana da Irlanda de Baa3 para BA1, o que significa que o país deixou de ser considerado grau de investimento e passou a ter rating especulativo. E a perspectiva continua negativa. Segundo a Moody's, o rebaixamento foi resultado da possibilidade crescente de a Irlanda precisar de mais financiamento oficial no fim de 2013, quando devem terminar os recursos do pacote de resgate oferecido ao país pelo FMI e pela União Europeia.

Desequilíbrio
Com a notícia, as bolsas norte-americanas, que se equilibravam com pequenas altas, passaram a cair e a Bovespa aprofundou a queda, perdendo de vez o nível de 60 mil pontos.

Fôlego
Antes da Moody's, a ata da última reunião do Fomc deu algum fôlego aos negócios, empurrando Wall Street para cima. O documento mostrou que alguns membros do BC norte-americano estão abertos para a possibilidade de um novo programa de afrouxamento quantitativo. O Dow Jones terminou o dia em queda de 0,47%, aos 12.446,88 pontos, na mínima do dia. O S&P recuou 0,44%, aos 1.313,64 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,74%, aos 2.781,91 pontos.

Na Itália
Ao longo do dia, os investidores vinham reagindo com cautela à situação italiana, que conseguiu ontem realizar um leilão de títulos considerado bem-sucedido. O parlamento do país também trabalha para aprovar até domingo um pacote de corte de gastos para fazer frente à crise. As bolsas europeias, no entanto, ainda caíram diante do temor de contágio da crise.

No Brasil
No Brasil, as blue chips contiveram uma queda mais acentuada do índice na maior parte da sessão, mas Petrobras sucumbiu no final. A ação ON fechou estável e a PN recuou 0,13%. Vale ON subiu 0,08% e PNA avançou 0,24%. Na Nymex, o contrato do petróleo terminou em alta de 2,40%, aos US$ 97,43.

Câmbio
Na sessão, o dólar abriu na máxima de R$ 1,5850 (+0,25%), mas mudou de direção durante a manhã e registrou a mínima no balcão no começo da tarde, de R$ 1,5730 (-0,51%), pouco antes de o BC fazer o seu primeiro leilão diário de compra de moeda à vista. No leilão, o BC definiu a taxa de corte em R$ 1,5735.

Estável
Depois, o dólar ainda persistiu em baixa por algum tempo e só conseguiu se reerguer e voltar à estabilidade no fechamento. Mais cedo, a queda do dólar às mínimas refletiu a recuperação intraday do euro, que havia caído no começo do dia até US$ 1,3837 e, no início da tarde, estava perto da estabilidade. A piora do euro à tarde coincidiu com o horário de fechamento do mercado à vista aqui, disse um operador de um banco.

De leve
Na BM&F, o dólar pronto terminou com leve baixa, de 0,13%, a R$ 1,5790. O giro financeiro total à vista registrado na clearing de câmbio até 16h48 somava US$ 2,614 bilhões, sendo US$ 2,161 bilhão em D+2. No mercado futuro, no mesmo horário acima, o dólar para agosto de 2011 subia 0,32%, para R$ 1,5885, com um volume financeiro movimentado de US$ 19,97 bilhões. Em Nova York, às 16h52, o euro valia US$ 1,3974, de US$ 1,4032 no fim da tarde de ontem e uma máxima intraday mais cedo de US$ 1,4063.

Juros Futuros
O DI outubro (13.520 contratos) projetou taxa de 12,418%, de 12,42% no ajuste de segunda-feira. O DI janeiro de 2012 (264.060 contratos) fechou a 12,48%, de 12,50%. O DI janeiro de 2013 (106.990 contratos) recuou de 12,71% para 12,69%. Nos longos, o DI janeiro de 2017 (15.900 contratos) fechou em alta a 12,38%, de 12,34%, e o DI janeiro de 2021 (5.150 contratos) avançou para 12,20%, de 12,18%.
(Agência Estado)

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