MERCADO FINANCEIRO
Aversão
O temor de contágio da crise grega para outros países da Europa gerou uma onda de aversão a risco que derrubou as ações pelo globo. A Bovespa acompanhou a derrapagem externa e tombou mais de 2%, para o pior nível em mais de um ano. Apenas nove ações não encerraram no vermelho.
Em baixa
O Ibovespa terminou o dia em baixa de 2,10%, a segunda maior perda porcentual de 2011 (atrás apenas da queda de 2,36% registrada em 9 de fevereiro). Em pontos, o fechamento situou-se em 60.223,63, o menor nível desde os 60.190,36 pontos de 26 de maio do ano passado. Na mínima, o índice registrou 60.098 pontos (-2,30%) e, na máxima, 61.502 pontos (-0,02%). Com o resultado de ontem, a perda acumulada em julho já atinge 3,49%. No ano, a queda é de 13,10%. O giro totalizou R$ 5,170 bilhões.
Na dúvida
Uma reunião entre ministros de Finanças da zona do euro turbinada pela participação de autoridades como o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, e da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, deixou os investidores com a pulga atrás da orelha com a Itália e eles trataram de se proteger. Venderam ativos de risco e imputaram perdas as commodities e às ações.
Rumores
A Itália já havia ganhado os holofotes na sexta-feira, com os rumores de que seu ministro das Finanças, Giulio Tremonti, estaria perto de renunciar o cargo depois de ser criticado pelo premiê Silvio Berlusconi. Depois, a Moody's levantou dúvidas sobre o plano de austeridade do país.
Temores
A preocupação dos investidores é que novos problemas vão aparecendo sem que os antigos desapareçam, caso da Grécia. Há ainda o temor de mais alta de juros na China, já que o último dado de inflação veio salgado, e preocupação com a evolução débil da economia norte-americana. Para finalizar, a inflação no Brasil segue pressionada e chama mais taxa de juros.
Movimento
Assim, na Europa, o FTSE-100 da bolsa de Londres foi o que menos caiu, 1,03%, enquanto, em Milão, o índice FTSE MIB caiu 3,96%, para 18.295,19 pontos e, em Lisboa, o PSI 20 teve queda de 4,28%, para 6.844,98 pontos. O ASE, da Bolsa de Atenas, perdeu 2,58%, para 1.218,88 pontos. Em Nova York, o Dow Jones recuou 1,20%, aos 12.505,76 pontos, o S&P perdeu 1,81%, aos 1.319,49 pontos, e o Nasdaq caiu 2%, aos 2.802,62 pontos.
Recuos
Na Nymex, o contrato do petróleo para agosto recuou 1,09%, a US$ 95,15. Os metais fecharam em baixa em Londres: o contrato do cobre para três meses fechou a sessão em queda de 0,9%, para US$ 9.570 a tonelada.
Por aqui
Aqui, as blue chips recuaram, mas os setores financeiro e de siderurgia registraram perdas bem mais acentuadas. Petrobras ON recuou 1,66%, PN, -1,24%, Vale ON, -0,86%, PNA, -1,06%, Gerdau PN, -2,57%, Metalúrgica Gerdau PN, -1,98%, CSN ON, -3,53%, Usiminas PNA, -4,17%. Itaú Unibanco PN caiu 3,69%, Bradesco PN, -3,02%, BB ON, -2,82%, e Santander unit, -2,75%.
Câmbio
O dólar à vista fechou em alta de 1,09%, a R$ 1,5810 no balcão, após oscilar 0,51%, da mínima de R$ 1,5770 (+0,83%) à máxima de R$ 1,5850 (+1,34%). Na BM&F, o dólar pronto subiu 1,11%, para R$ 1,5810. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio até 16h45 somava US$ 2,387 bilhões (122% acima do giro de sexta-feira), sendo US$ 1,964 bilhão em D+2.
No futuro
No mercado futuro, no mesmo horário acima, o dólar com vencimento em 1º de agosto de 2011 subia 0,92%, a R$ 1,5860, com um volume financeiro movimentado de US$ 16,67 bilhões. O Banco Central fez apenas um leilão de compra à vista à tarde e definiu a taxa de corte em R$ 1,5805.
Juros
O DI outubro (36.520 contratos) projetou taxa estável em 12,41%. O DI janeiro de 2012 (238.940 contratos) também ficou estável, em 12,50%, assim como o DI janeiro de 2013 (89.140 contratos), a 12,71%. Nos longos, o DI janeiro de 2017 (10.670 contratos) fechou estável a 12,36% e DI janeiro de 2021 (970 contratos) indicou 12,18%, ante 12,19% no ajuste de sexta-feira.
(Agência Estado)





