MERCADO FINANCEIRO
Em queda
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em queda, pressionados pelo fato de a agência de classificação de risco Moody's ter rebaixado terça-feira o rating da dívida soberana de Portugal em quatro graus, colocando o país no território dos investimentos especulativos (ou junk). Outro fator que pesou sobre as bolsas foi o aumento de 0,25 ponto porcentual na taxa básica de juros da China.
Para cima
O dólar comercial voltou a subir ontem. A moeda norte-americana fechou em alta de 0,32%, cotada a R$ 1,57 na venda. No início da semana, a moeda atingiu o menor patamar em mais de 12 anos (quando fechou cotada a R$ 1,554). O BC voltou a realizar dois leilões de compra de dólares no mercado à vista. As taxas aceitas ontem foram de R$ 1,563 e R$ 1,568. A medida busca elevar a cotação da moeda.
No vermelho
O fluxo cambial foi negativo em US$ 2,556 bilhões em junho, de acordo com dados divulgados ontem pelo Banco Central. Foi o primeiro resultado negativo em um mês fechado para o fluxo cambial neste ano. Em maio, as entradas de dólares superaram as saídas em US$ 5,256 bilhões e em junho de 2010, o fluxo cambial foi negativo em US$ 4,279 bilhões.
Superavit
No primeiro semestre, o fluxo cambial foi fortemente positivo, com superavit de US$ 39,833 bilhões. O volume foi 11,8 vezes maior do que o saldo positivo do primeiro semestre de 2010, de US$ 3,363 bilhões. Apesar de o BC não abrir os números do fluxo, os dados das contas externas até maio mostravam que empréstimos e investimentos diretos turbinaram o fluxo de moeda estrangeira para o Brasil neste ano.
Direções opostas
As bolsas asiáticas fecharam em direções diferentes ontem, divididas entre a realização de lucros e o otimismo com a recuperação da economia mundial. A Bolsa de Hong Kong, porém, encerrou o pregão com queda. O índice Hang Seng perdeu 1,01% e fechou aos 22.517,55 pontos, depois que o Temasek - fundo de investimento soberano de Cingapura - vendeu parte de suas participações no segundo e no quarto maior banco da China. Porém, os analistas acreditam que o declínio do mercado foi apenas uma preparação para novos ralis.
Forte alta
A Bolsa de Tóquio encerrou o dia em forte alta ontem, superando os 10 mil pontos pela primeira vez em dois meses. O índice Nikkei 225 subiu 1,10% e fechou aos 10.082,48 pontos, no seu mais alto nível desde o terremoto de 11 de março, seguido de tsunami, que arrasou parte do Japão. O resultado positivo ocorreu por conta dos sinais de uma recuperação econômica no Japão e nos EUA.
Impasse
Depois de pelo menos seis reuniões entre o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a BRF - Brasil Foods para se chegar a um acordo no caso da fusão entre Sadia e Perdigão, há um impasse nas negociações, que estancou a possibilidade de progresso neste momento. ''Se o prazo final fosse hoje, não haveria acordo'', resumiu uma fonte envolvida nas tratativas.
Prosseguimento
A expectativa é que o julgamento tenha prosseguimento na próxima sessão, marcada para o dia 13, próxima quarta-feira. O Cade, no entanto, tem tempo hábil para levar a apreciação da operação até a sessão do dia 27 de julho. São cinco os conselheiros que participam desse processo - dois estão impedidos -, mas apenas o relator Carlos Ragazzo votou, mostrando-se contrário ao negócio.
Reajustes
Para o relator, além da concentração do setor, a operação é inviável porque pesa também a possibilidade de a empresa aumentar o preço de alguns produtos em até 40%. Essa possibilidade, no entanto, é totalmente descartada pela companhia. A alegação é de que nenhuma empresa teria condições de impor reajustes tão elevados de preço no mercado. Após o voto de Ragazzo, o conselheiro Ricardo Ruiz pediu vista dos autos e agora é ele que está à frente do caso.
Recuo
O humor dos empresários do setor de serviços continuou negativo em junho. É o que informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV) ao anunciar queda de 1,4% para o Índice de Confiança de Serviços (ICS) para o mês passado, contra mês anterior - recuo idêntico ao de maio. Em uma escala de até 200 pontos, onde resultados abaixo de 100 pontos são considerados negativos, o ICS caiu de 133,5 pontos para 131,6 pontos, de maio para junho.
(Das Agências)





